Em nota à OMC, Brasil reafirma rigor do sistema de controle sanitário da carne

Para colocar o problema em perspectiva, a nota informa que o Brasil exporta para 150 países, por isso o sistema é frequentemente checado por diversos compradores.
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Brasília – Na comunicação que fez em reunião da Organização Mundial do Comércio (OMC) sobre a operação Carne Fraca, o governo brasileiro reafirmou “a adequada manutenção dos programas sanitários oficiais e controles específicos para produtos de origem animal produzidos domesticamente.” A nota acrescenta que os procedimentos de vigilância do Ministério da Agricultura são eficientes e garantem a qualidade e a segurança dos alimentos. “Reiteramos nosso compromisso de melhorar continuamente as garantias de nossos controles de sistema sanitário”.
O documento informa que operação policial realizada em 7 de março revelou “práticas irregulares envolvendo a certificação de carne e produtos de carne por membros do Ministério da Agricultura” em 21 estabelecimentos que processam carnes bovina, de frango e suína. Os fatos estão sendo checados e a própria operação policial, diz o texto, é prova da transparência e credibilidade dos controles existentes. A nota informa ainda que o presidente Michel Temer realizou reuniões no fim de semana para tratar do problema.
“Os controles sanitários brasileiros são sólidos e confiáveis”, afirma. Para colocar o problema em perspectiva, a nota informa que o Brasil exporta para 150 países, por isso o sistema é frequentemente checado por diversos compradores. De 11.000 funcionários do ministério, sendo 2.300 fiscais, apenas 33, já afastados, estão sob investigação. De 4.837 plantas processadoras de carne no país, 21 foram objeto da operação. Desses, três foram fechados e os 18 restantes passam por auditoria.
No ano passado, foram realizados 853.000 embarques de carne e derivados para o exterior. Desses, apenas 184 apresentaram algum tipo de não conformidade, muitas delas relacionadas a documentação ou rotulagem. O documento diz, ainda, que a operação policial não tem como alvo o ministério ou o sistema de controle sanitário, “cujo rigor é amplamente reconhecido”, mas casos de má conduta de alguns indivíduos (AE).

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