Aprovação da reforma da Previdência interessa a todos os partidos, diz Meirelles

Meirelles negou que haverá enxugamento da medida, deixando o projeto apenas com a alteração da idade mínima.
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O ministro da Fazenda, Henrique Meireles, disse ontem (26) que este é o momento de aprovar a reforma da Previdência, principalmente para os partidos que pretendem estar no poder em 2019. “É interesse de todas as áreas políticas a aprovação da reforma da Previdência agora, neste governo, porque todos aqueles partidos que aspiram estar no poder em 2019, acredito que estarão muito melhor, se vieram a ganhar, independente qual o partido que seja, se a reforma da Previdência já tiver sido aprovada”. Na avaliação de Meirelles, os parlamentares que votarem a favor da reforma da Previdência poderão usar isso como plataforma eleitoral para a campanha de 2018. “Na medida em que a votação dessas reformas todas e o avanço da economia levam à criação de empregos, à inflação mais baixa, levam portanto à melhora do padrão de vida de todos, eu acredito que isso é uma excelente plataforma eleitoral para todos os parlamentes que aprovam o governo”. Para o ministro, se a reforma não passar no Congresso agora, terá que ser apresentada novamente por quem governar o Brasil a partir de 2019. “Se não for agora, certamente terá que ser enfrentada em 2019 porque a trajetória atual de despesas é insustentável”. Meireles participou de uma reunião-almoço da Câmara Brasil-Alemanha no início da tarde de ontem em São Paulo. Ele veio direto para o encontro após se reunir pela manhã com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia. Segundo Meirelles, a expectativa do governo é que a reforma da Previdência seja aprovada pela Câmara de acordo com o relatório do deputado Arthur Maia (PPS-BA), relator da proposta na comissão especial da Casa. Com relação a reforma tributária, ainda não existe um cronograma definido pois o projeto não está pronto e segue em processo de discussão em Brasília. “A ideia da reforma tributária é racionalizar a estrutura de impostos do Brasil, torná-la mais simples. É uma simplificação tributária”, comentou, ao ressaltar que é um projeto “grande, abrangente e complicado”, envolvendo interesse da União, Estados, municípios (ABr/AE).

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