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Lazer e Cultura 04/05/2016

em Lazer e Cultura
terça-feira, 03 de maio de 2016

Drama

Cena do espetáculo “No Coração das Máquinas”.

O espetáculo “No Coração das Máquinas” foi criado a partir da ocupação e depois autogestão por empregados na fábrica de relógios LIP, que funcionou por dois anos sob o controle dos próprios trabalhadores nos anos 70, na França

A peça revive a primeira noite de ocupação da fábrica do ponto de vista de sete funcionárias. Durante esta noite resistindo ao cerco da polícia e lutando por seus empregos, essas mulheres, tão diferentes entre si, vão descobrir as dificuldades e a força de viver uma utopia coletiva. Com Anna Zêpa, Janaína Suaudeau, Manuela Afonso, Nicole Cordery, Renata Roberta, Samya Enes e Thaia Perez.

Serviço: Oficina Cultural Oswald de Andrade, R. Três Rios, 363, Bom Retiro, tel. Telefone: 3222-2662. De quinta (5) a sábados (7) às 20h. Entrada franca.

REFLEXÃO

PROBLEMAS DOS OUTROS: No que se refere à inquietação, às vezes os problemas que nos atingem não são propriamente nossos, mas dos outros. * Estaremos em paz de consciência, todavia, entes amados terão assumido compromissos graves, suscitando-nos desajuste e insegurança. Possuímos, por enquanto, o nome inatacado; no entanto, criaturas profundamente ligadas a nós surgem sofrendo o assédio da injúria, com ou sem razão, impelindo-nos ao desejo de preservá-las contra as pedras que lhes dilapidam a imagem. Com o amparo de certas escoras morais, conseguimos sustentar-nos relativamente livres, quanto aos arrastamentos do coração; entretanto, afligimo-nos, como é justo, por almas abençoadas de nosso convívio que aparecem na arena das lutas afetivas, suportando conflitos difíceis de carregar. Sob a proteção de facilidades transitórias que nos resguardam a segurança, acalentamos a própria resistência, diante das tentações que nos enxameiam a estrada, mas entes queridos haverão tombado em delinqüência, impulsionando-nos ao anseio de ajudá-los na recuperação da própria paz. Como, porém, auxiliá-los de nossa parte? Saberíamos, porventura, orientar-lhes o tratamento restaurador se ignoramos toda a extensão e conteúdo da influência que os precipitou na sombra mental em que se debatem? E como poderíamos julgá-los se lhes desconhecemos o drama comovedor, desde o princípio? Seria desumano golpear a ferida, sob o pretexto de socorrer o doente, e não seria lógico traçar diretrizes em territórios acerca dos quais não possuímos ainda qualquer experiência. Ante os problemas daqueles que nos rodeiam, contudo, podemos ouvi-los com paciência e caridade, doando-lhes esperança e consolo. E, acima de tudo, cabe-nos recordar que a luz da Divina Providência está em nós, tanto quanto neles, e que, por isso mesmo, o máximo auxílio que nos será lícito prestar-lhes será sempre respeitar-lhes as escolhas e decisões, orando por eles e rogando à mesma Providência Divina os guie e esclareça, ampare e ilumine, reconhecendo que, no íntimo das próprias vidas, são todos eles tão livres e responsáveis, diante de Deus, quanto nós. (De “Rumo Certo”, de Francisco Cândido Xavier, pelo Espírito Emmanuel)

Histórias a limpo

historia temporario

Desde os tempos mais antigos, de Caim e Abel, irmãos brigam e se amam, tem uma relação de amor e ódio. No espetáculo “Carta Rasgada”, que estreia dia 7 de maio, essa relação de irmãos é levada às últimas consequências. No espetáculo o ator Gustavo Haddad, da vida ao personagem Mário. Ele descobre, dentro da máquina de costura, uns papeis com um segredo de seus pais a respeito do irmão mais novo Carlos, interpretado pelo ator Pedro Bosnich. A partir disso, desenrola-se a história desta peça, que mistura a tragédia e humor negro. Carlos aparentemente enlouquece e é internado em uma clínica, enquanto Mário vai para a cadeia cumprir pena. A trama relata o acerto de contas entre dois irmãos, que tiveram uma infância feliz, mas agora adultos precisam passar suas histórias a limpo. A peça tem como pano de fundo a questão da identidade, da omissão e do que ela pode causar ao ser humano.

Serviço: Teatro Jaraguá, R. Martins Fontes, 71, Centro, tel. 3255-4380. Sábados e domingos às 19h. Ingressos: R$ 50 e R$ 25 (meia). Até 29/05.

A praça

Cena da peça “Te Amo, Franco Roo!”.

Uma aposentada sonhadora, um corretor de imóveis ex-ator, uma jovem aspirante a dramaturga, um psicanalista que acredita na sua arte, um músico vendedor de “produtos naturais” e uma crítica de arte implacável. Os seis tipos se cruzam em situações (extra) ordinárias ambientadas em uma das praças mais queridas dos paulistanos. “Te Amo, Franco Roo!” surgiu como uma homenagem à Praça Roosevelt. Apesar do título, não se deve esperar de “Te Amo, Franco Roo!”, uma simples história de amor. O espetáculo discute o que é arte através dos seis personagens, em cinco histórias que buscam traduzir um pouco a essência da Praça. Com Bruna de Moraes, Eliot Tosta, Heide Dória, Miriam Limma, Rodrigo Mazzoni e Vinicio Dutra.

Serviço: Estação Satyros, Praça Franklin Roosevelt, 134, Consolação, tel. 3258-6345. Sábados às 21h e domingos às 18h. Ingressos: R$ 40 e R$ 20 (meia). Até 05/06.

Memorial

Acervo que relembra a história das ondas migratórias dos judeus em mais de quatro séculos para o Brasil. O local conta com objetos, documentos e livros, e apresenta espaços interativos em seus quatro andares. Dentre os destaques, obras como o livro Diálogos de Amor, de 1580, escrito por Leon Yuda Abravanel, antepassado do apresentador Silvio Santos; Diário de Viagem de Henrique Sam Mindlin, (da família Mindlin, da Metal Leve e Biblioteca Brasiliana Guita e José Mindlin) e um documento com mais de 250 anos utilizado pelos imigrantes marroquinos como talismã, com frases cabalistas de proteção e saúde em hebraico.

Serviço: Memorial da Imigração Judaica, R. da Graça, 160, Bom Retiro, tel. 3663-2838.. De segunda a sexta das 10h às 17h. Entrada franca. Até 01/12.