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Geral 20/02/2019

em Geral
terça-feira, 19 de fevereiro de 2019
Universitarios temprorio

Universitários do Rio criam prótese para amputados de membro superior

Criado pelo estudante Robinson Simões Júnior, do sexto período de Medicina da Universidade Federal Fluminense (UFF), o projeto da Rede Acadêmica de Cibernética e Humanidades (Reach) está a um passo de desenvolver próteses de baixo custo para amputados de membros superiores.

Universitarios temprorio

Pesquisa poderá criar próteses de baixo custo para amputados de membros superiores. Preço cairia de R$ 5 mil para R$ 900. Foto: Projeto Reach/Divulgação

O coordenador do projeto, professor Ricardo Carrano, disse que as próteses usadas pelo Sistema Único de Saúde (SUS) são importadas, geralmente da Alemanha, e custam R$ 6 mil.

Ele estimou que a Reach tem condições de reduzir o preço das próteses para menos de R$ 1 mil. Isso permitirá ao SUS custear a prótese dos pacientes. “A meta é pegar a tecnologia existente, tentar substituí-la por componentes e métodos de produção mais baratos, mantendo os requisitos de qualidade, mas com um valor que possa ser bancado pelo SUS para que o amputado tenha a prótese de graça”, argumentou.

A Reach envolve alunos dos cursos de Medicina, Computação, Engenharia e Telecomunicações da UFF e completará dois anos em junho próximo. Segundo Simões Filho, feita à mão, uma prótese custa cerca de R$ 5 mil. No projeto da UFF, ainda que em nível de protótipo, a mão sai por R$ 900 a R$ 1 mil. “A gente acha que, se produzir em maior escala, consegue baixar esse preço ainda mais”, afirmou.

O objeto inicial são pessoas amputadas das mãos ou nascidas sem membros superiores. Numa etapa posterior, o projeto pretende desenvolver próteses também para membros inferiores. Os testes até o momento são feitos em dois alunos com agenesia (atrofia de um órgão ou tecido por parada do desenvolvimento na fase embrionária). Um sensor do tipo utilizado em eletrocardiogramas é colocado em cima do músculo da pessoa, na região que tiver o tecido mais preservado.

Os estudantes conseguem detectar a contração do músculo e trabalham esse sinal para que ele seja entendido pela máquina, disse Robinson.
Os sinais são captados e amplificados através de eletrodos e enviados a um microprocessador, responsável pelo controle dos movimentos da mão. O processo usa inteligência artificial e consegue atingir uma precisão de 90% (ABr).

SP: nenhum dos grandes times tem alojamento regularizado

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O São Paulo está em dia com a documentação de segurança do seu Centro de Treinamento em Cotia. Foto: Rubens Chiri/Divulgação

Nenhum dos quatro chamados times grandes de São Paulo – Palmeiras, Santos, São Paulo e Corinthians – está com seus centros de treinamentos (CTs) e alojamentos para atletas totalmente regularizados no que se refere à questão da segurança. A prefeitura da capital paulista estipulou um prazo de 90 dias para realizar um processo de inspeção, avaliação e, se for o caso, interditar os locais inadequados. Na última quinta-feira (14), parte do centro de treinamento da Associação Portuguesa Desportos foi interditada em razão da falta de segurança nas instalações.

Na tarde da última terça-feira (12), os clubes foram notificados sobre a obrigatoriedade de manter todos os alojamentos dentro das condições adequadas. A prefeitura da capital deflagrou uma ação para intensificar as fiscalizações nos alojamentos de cada time. “Todos os clubes que não estão com as suas atividades em sintonia com a legislação foram orientados a suspender o funcionamento desses alojamentos imediatamente para que seja feita uma avaliação”, disse o secretário municipal de Esportes e Lazer, Carlos Bezerra Jr.

Até a última semana, o Palmeiras utilizava casas nas proximidades do Allianz Parque, em Perdizes, para alojar atletas de suas categorias de base. Após a notificação da prefeitura, retirou os garotos do local e os transferiu para hotéis. O Corinthians mantém os atletas com idade entre 14 e 17 anos alojados em uma casa na região do Parque São Jorge. “A moradia, limitada a 35 adolescentes, passa por algumas adaptações – como a instalação de aspersores de água “sprinklers’ – de forma a adequá-la, em 10 dias, à categoria da licença obtida para uso do local”, disse o clube em nota.

O São Paulo está em dia com a documentação de segurança do seu Centro de Treinamento em Cotia, onde ficam alojados os atletas da base do clube. No entanto, a agremiação ainda está regularizando a situação de seu CT na Barra Funda, usado predominantemente pela equipe profissional.

O Santos aloja parte dos atletas de suas categorias de base no Estádio Urbano Caldeira, na Vila Belmiro, em Santos, e na Casa Meninos da Vila, imóvel localizado nas proximidades. O alojamento da Vila Belmiro está com a documentação de segurança em dia. Já a Casa Meninos da Vila se encontra em processo de regularização para a emissão do Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros.

Livro sobre migração italiana no Brasil

Amanhã (21), data em que é celebrado o “Dia Nacional do Imigrante Italiano”, o grupo Parlamentar Brasil-Itália e a Embaixada da Itália no Brasil apresentarão o livro “Em Alto-Mar”, de Edmondo De Amicis, sobre a travessia de imigrantes italianos. A cerimônia será realizada às 10h, no Auditório Freitas Nobre da Câmara dos Deputados, em Brasília.

Lançado na Itália em 1889 (com o nome original de Sull’Oceano) e considerado um best seller da época, o livro é o primeiro romance sobre a imigração italiana na América. A publicação narra a viagem de navio feita pelo escritor e jornalista italiano De Amicis (1846-1908) em 1884 de Gênova a Buenos Aires, junto com 1700 passageiros, em sua maioria camponeses, que buscavam uma perspectiva de vida melhor nos países da América do Sul.

O Brasil é o maior país com raízes italianas em todo o mundo. Pela importância que a comunidade italiana representa para a construção do Brasil, a lei nº 11.687, de 2 de junho de 2008, instituiu oficialmente o ‘Dia Nacional do Imigrante Italiano’ no calendário de todo o país. A escolha do dia 21 de fevereiro é uma homenagem à expedição de Pietro Tabacchi ao Espírito Santo, em 1874. Este evento ficou marcado como o inicio do processo de migração em massa dos italianos para o Brasil.

Com a crise que se instalou na Itália durante meados do século XIX e XX, muitos camponeses italianos aceitaram os pedidos do governo brasileiro para trabalharem nas lavouras do país, principalmente nas regiões sudeste e sul. Estima-se que atualmente existam aproximadamente 30 milhões de descendentes de italianos vivendo em terras brasileiras (ANSA).