Geral 19/10/2016

Número de crianças migrantes que chegam sozinhas à Itália é recorde

Policial conversando com crianças imigrantes no porto de Augusta, na Italia.
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O número de crianças sozinhas nos barcos superlotados de migrantes que continuam a chegar à costa da Itália atingiu um recorde este ano, alertou hoje (20) o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef)

“Três recém-nascidos, duas crianças que nasceram em barcos da Guarda Costeira italiana no Mediterrâneo Central e uma terceira que nasceu num porto estão entre as refugiadas e migrantes que chegaram recentemente à Itália”, informa o Unicef em comunicado.
Só nos primeiros nove meses de 2016 chegaram mais crianças do que durante todo o ano de 2015, compara a agência, acrescentando que, entre janeiro e outubro, mais de 20 mil menores, não acompanhados e separados de suas famílias, chegaram pelo mar ao país. Esse número ultrapassa o total de 2015, ano em que chegaram 16.500 crianças, das quais 12.300 não acompanhadas ou separadas de suas famílias.
“Este ano, mais de 90% das crianças viajaram sozinhas, enquanto em 2015 o índice de crianças não acompanhadas era de 75%”, diz o Unicef. A maioria das crianças nessa situação chega da África Ocidental, mas, este ano, foi registrado também um aumento das crianças procedentes do Egipo, informa a instituição. Segundo uma equipe do Unicef na região, “a situação das crianças refugiadas e migrantes na Itália é cada vez mais desesperadora e o sistema nacional de proteção infantil está sobrecarregado”.
Citada no comunicado, Sabrina Avakian, integrante do Unicef que está atualmente na Calábria, lembra que a região acolhe “centenas de crianças com necessidades muito urgentes”, toda semana. “Todos eles precisam de proteção adequada e alojamento. E todo este processo demora muito tempo”. Mais de 3.100 pessoas morreram afogadas no Mediterrâneo só nos primeiros nove meses deste ano, número que também é recorde, lembra o Unicef, ressaltando que se desconhece quantas crianças estão entre os mortos no mar.

Campanha marca comemoração ao Dia Mundial da Alimentação

Campanha #SemDesperdício quer reduzir a perda de alimentos pela metade até 2030.
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A Emprapa, em parceria com o escritório da FAO no Brasil e o WWF-Brasil lançaram ontem (18) a campanha #SemDesperdício. O objetivo é reduzir o desperdício de alimentos pela metade até o ano 2030. A campanha foi lançada durante as comemorações do Dia Mundial da Alimentação, realizadas pela FAO e pelo Ministério de Desenvolvimento Social e Agrário.
O objetivo do evento foi chamar a atenção para as transformações necessárias diante dos impactos gerados pelas mudanças climáticas. A cada ano, a FAO estabelece um tema a ser discutido em todo o mundo. Neste ano, o tema é “O clima está mudando. A alimentação e a agricultura também devem mudar”. A iniciativa busca ampliar a consciência dos consumidores sobre o desperdício de alimentos e gerar um impacto positivo nos hábitos de consumo alimentar.
Segundo o ministro do Desenvolvimento Social e Agrário, Osmar Terra, para reduzir as mudanças climáticas é importante criar boas práticas para uma agricultura sustentável. “A agricultura tem que trabalhar com princípios de desenvolvimento sustentável e ecológico. As boas práticas para que a agricultura possa conviver com o meio ambiente são regras, inclusive para que possamos comprar o produto dos agricultores”, disse.
No Brasil, a maior parte das sobras de alimentos ainda é descartada em lixões e o desperdício acarreta impacto ambiental negativo pela emissão de gases de efeito estufa. Para o presidente da Embrapa, Maurício Lopes, evitar o desperdício é uma forma de economia. “Evitando o desperdício na etapa de consumo, economiza-se dinheiro, recursos naturais, normalmente escassos, e ampliam-se as possibilidades de enfrentamento da insegurança alimentar” (ABr).

Saúde vai financiar mais de mil bolsas de residência

O Ministério da Saúde informou que vai financiar mais de mil novas vagas de residência – sendo 400 de residência médica e 600 de residência em área profissional da saúde, com ênfase em residências multiprofissionais.
A expansão será feita por meio do Pro-Residência, programa que incentiva a formação de especialistas por meio do financiamento de bolsas.
Instituições interessadas devem enviar proposta por meio do Sistema de Informações Gerenciais do Pró-Residência, no endereço. O prazo para envio de propostas vai até 30 de novembro. Podem concorrer aos editais instituições públicas estaduais, municipais e instituições privadas sem fins lucrativos, exceto instituições federais vinculadas ao Ministério da Educação e instituições privadas com fins lucrativos.
O financiamento das bolsas poderá ser solicitado tanto para vagas novas, decorrentes da criação de novo programa de residência, quanto para vagas novas decorrentes da expansão de programa existente em situação regular. Uma novidade é a priorização de propostas de programas de residência que considerem as necessidades do SUS para responder demandas decorrentes da chamada tríplice epidemia – Zika, dengue e chikungunya – e do cuidado às pessoas com microcefalia. Outro critério que consta nos editais a ser usado na concessão das bolsas é a área de especialização (ABr).

400 mil refugiados em Mosul

A coordenadora das Nações Unidas para o Iraque, Lisa Grande, afirmou que a entidade está se preparando para receber cerca de 400 mil refugiados por causa da ação militar na cidade de Mosul. “Estamos trabalhando sem descanso para abrir, dentro das próximas semanas, mais 22 campos de emergência que podem abrigar até 400 mil refugiados em fuga de Mosul”, disse a representante em uma coletiva de imprensa em Bagdá.
De acordo com a coordenadora, “até o momento, nós temos seis campos capazes de abrigar 60 mil pessoas”, mas é estimado que até meio milhão de pessoas fujam do local. A terceira maior cidade do Iraque está sob fogo cruzado após o premier do país, Haidar al-Abadi, anunciar uma grande operação para retirar a localidade das mãos do Estado Islâmico. O controle dos jihadistas já dura mais de dois anos e Mosul é considerada a “capital do Califado” proclamado pelo EI (ANSA).

Punição para trote telefônico a serviço público

Essas ligações podem gerar danos da ordem de R$ 1 bilhão por ano ao país.
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Fuzileiros navais vão compor a força-tarefa que atuará no esquema de segurança durante os Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016, que têm início em agosto. A Marinha apresentou ontem (30) no Comando da Divisão Anfíbia, na Ilha do Governador, os grupamentos que vão participar da operação, em especial na zona sul e na região portuária da cidade.
De 24 de julho até o final das Paralimpíadas Rio 2016, os militares e o Centro de Coordenação Tático Integrado, que juntos somam cerca 2.700 homens, ficarão subordinados ao Comando de Defesa Setorial Copacabana, que conduzirá ações de combate ao terrorismo e defesa contra possíveis ataques nucleares biológicos, químicos e radiológicos e no controle antidrogas. Os militares também vão reforçar a segurança em túneis e vias expressas somente em áreas próximas à Copacabana.
Nos locais de responsabilidade da Marinha serão disputadas as competições de vôlei de praia, triatlo, ciclismo de estrada e maratona aquática; todas em Copacabana; vela olímpica, na Marina da Glória; remo e canoagem, na Lagoa Rodrigo de Freitas, além da maratona que ocorrerá no Aterro do Flamengo. “Interessante é que nossa cidade vem recebendo grandes eventos de forma gradual. Tivemos a Jornada Mundial da Juventude, depois a Copa do Mundo e agora os Jogos. Isso já vem preparando nossas tropas há tempos. E esse é o maior legado para a gente. Poder adquirir conhecimento e experiência, tanto profissional como pessoal”, disse o almirante Alexandre José Barreto.
Barreto informou que a Marinha está preparada para lidar em casos de incidentes graves. “Seja em caso de atentado ou ameaça terrorista ou qualquer outra eventualidade que seja necessária nossa participação, a população pode ter a mais absoluta tranquilidade que nossos homens estão extremamente preparados para garantir o bem estar de todos”. O almirante Leonardo Puntel, coordenador do Comando de Defesa Setorial Copacabana, destacou a integração das Forças Armadas com os órgãos de segurança do Rio de Janeiro (ABr).

Cada magistrado soluciona 7,3 processos por dia no Brasil

O Poder Judiciário brasileiro encerrou 2015 com quase 74 milhões de processos em tramitação, com o ingresso de 27.280.287 novos casos e 28.479.058 ações baixadas. Os dados do anuário estatístico Justiça em Números 2016, divulgado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), apontam que a carga de trabalho do magistrado é alta.
“Esse relatório deveria se tornar o livro de cabeceira de cada juiz e de cada gestor de tribunal brasileiro. Que se estudem esses números para identificar os gargalos e melhorar os atos de gestão”, afirmou o conselheiro Norberto Campelo, ao comentar os números sobre produtividade. Em média, cada juiz ficou responsável por solucionar 6.577 processos e conseguiu baixar 7,3 por dia, 1.760 ao ano. Nos tribunais superiores, esse índice é de 7.703, enquanto na Justiça Federal ficou em 2.169. A Justiça Estadual registrou 1.804 casos por magistrado e a Justiça do Trabalho, 1.279.
A Justiça Estadual é o segmento responsável por 69,3% da demanda e 79,8% do acervo processual do Poder Judiciário. Em segundo lugar, está a Justiça Federal (13,4% do total da demanda) e, em seguida, a Justiça do Trabalho (14,9% do total). A Justiça Federal foi a única que conseguiu reduzir o número de casos pendentes em 2015 (-3,7%). No total, o crescimento dos casos pendentes foi de 2,6% no último ano e 21,8% no período 2009-2015 (Ag.CNJ de Notícias).

Bovinos vivos para Moçambique

O Brasil abriu mais um mercado para as exportações de bovinos destinados à reprodução. É a República de Moçambique, que deve começar a comprar os primeiros lotes de gado brasileiro ainda este ano. De acordo com estimativas do setor produtivo, o país africano tem potencial para importar até 50 mil animais por ano para essa finalidade.
Moçambique tem enorme demanda por bovinos com excelente desempenho zootécnico, de aptidão de corte e de leite, capazes de contribuir com o melhoramento de seus rebanhos. A conclusão do acordo sobre o protocolo sanitário com Moçambique reforça as ações desenvolvidas pelo Ministério da Agricultura para ampliar mercados às exportações de bovinos vivos. Desde 2014, o Departamento de Saúde Animal estabeleceu 14 dos 26 acordos sanitários vigentes para venda de gado vivo (Mapa).

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