Geral 18/11/2016

Comércio com os EUA não será prejudicado com Trump, diz embaixadora

Embaixadora dos Estados Unidos no Brasil, Liliana Ayalde.
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A embaixadora dos Estados Unidos no Brasil, Liliana Ayalde, disse que a eleição de Donald Trump não implicará em prejuízo para as relações comerciais entre os dois países. Ela participou ontem (17) de seminário na Amcham, na capital paulista

“O interesse básico com os Estados Unidos em fazer parcerias não vai mudar, não importa quem esteja na Casa Branca”, disse. “Estou confiante de que continuaremos a aprofundar as relações [comerciais] com o novo presidente”, completou a embaixadora.
Liliana afirmou que eleições geram incertezas, e que o temor brasileiro com relação a possíveis mudanças é compreensível. “Precisamos buscar maneiras de estreitar vínculos econômicos e comerciais, o que tratá benefícios para os dois países e pode ajudar a tirar o Brasil da crise”. A embaixadora mostrou-se favorável às propostas de redução do Custo Brasil para tornar o país mais competitivo.
O comércio entre os dois países, segundo a embaixadora, movimenta 100 bilhões de dólares por ano, com perspectiva de crescimento. As parcerias comerciais valorizadas pelo país norte-americano vão desde grandes empresas como Embraer a média e pequenas empresas. Liliana estima que o investimento dos Estados Unidos no Brasil gire em torno de 112 bilhões de dólares.
Para a embaixadora, o intercâmbio educacional e o turismo entre os dois países também devem ser mantidos. “Temos que incentivar o maior número de turistas com mecanismos que facilitem as viagens nas duas direções”, disse. Outro laço que deve se estreitado entre os países é na questão da segurança, de acordo com Liliana. Iniciativas como cooperação, troca de informações e o combate à lavagem de dinheiro são defendidos pela embaixadora.
“Vimos os atentados em Paris. Os terroristas não fazem distinção entre a nacionalidade das vítimas, com armas de destruição em massa. O Brasil é um forte e seguro parceiro na promoção da paz no mundo”, concluiu Liliana (ABr).

Estudo aponta queda na diferença de renda entre negros e não negros

Do total de 40% dos postos ocupados pelos negros, no ano passado, 18,4% eram mulheres e 21,6% homens.
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Embora ainda tenham desvantagens na disputa por vagas no mercado de trabalho, os negros passaram a ter rendimentos mais próximos dos não negros no ano passado, em comparação com 2014. Mas isso ocorreu porque foi maior a queda dos ganhos dos não negros que passaram a receber valores 8% menores do que no ano anterior, enquanto os negros tiveram um recuo médio de 2,2%. Os dados são da Pesquisa de Emprego e Desemprego, feita em conjunto pelo Dieese e Fundação Seade.
A pesquisa mostra que, por hora, os negros estavam recebendo em média R$ 9,39 ou 67,7% do valor obtido pelos não negros (R$ 13,88). O percentual era de 63,7% em 2014 e já chegou a equivaler a 54,6% em 2002. Como efeito da crise econômica, o corte de vagas atingiu mais os negros cuja taxa de desemprego subiu de 12% para 14,9%, enquanto a dos não negros passou de 10,1% para 12% .
Mesmo assim, os negros ampliaram a sua participação no mercado de trabalho dos 39 municípios da Região Metropolitana de São Paulo, no ano passado, atingindo 40% do total de ocupados ante 37,9% em 2014. Já a parcela de desempregados subiu de 42,6% para 46,3%. No setor industrial, não houve alteração proporcional de rendimentos.Os negros continuaram ganhando o equivalente a 70% dos não negros. Já em dois outros setores, houve elevação: no comércio (de 70,2% para 76,9% ) e, na construção (de 76,7% para 79,9%).
A taxa dos que conseguiram empregos formalizados atingiu 63,4% acima do índice dos não negros (62,3%). A desvantagem, no entanto, continua em postos do setor público, onde os negros têm uma participação de 6,6% e os não negros de 9,0%. Também existem diferenças nas ocupações de vagas em que os rendimentos costumam ser menores. Neste postos, os negros estão mais presentes (8,7%) ante 4,7% dos não negros. Do total de 40% dos postos ocupados pelos negros, no ano passado, 18,4% eram mulheres e 21,6% homens (ABr).

México adota medidas contra políticas de Trump

O Ministério das Relações Exteriores do México anunciou um plano de 11 ações para evitar abusos contra mexicanos que vivem nos Estados Unidos. Apesar de faltarem dois meses para o magnata republicano assumir a Casa Branca, já foram relatados diversos casos de racismo e xenofobia em cidades norte-americanas contra cidadãos latinos, em um clima nacionalista impulsionado por Trump durante sua campanha eleitoral.
A Chancelaria mexicana informou que, entre as 11 ações, está a criação de uma linha emergencial de atendimento, disponível 24 horas, em 50 consulados nos Estados Unidos. “O canal servirá para tirar dúvidas sobre medidas migratórias e reportar qualquer incidente”, disse o Ministério, orientando também todos os mexicanos a não participarem de situações de conflitos, nem tomarem ações que possam ter consequências penais ou adminsitrativas­.
Durante toda sua campanha eleitoral, Trump prometeu construir um muro na fronteira entre o México e os Estados Unidos e deportar de dois a três milhões de hispânicos e latinos que tenham antecedentes criminais (ANSA).

Super-herói italiano estreia na TV brasileira

O longa-metragem italiano “Lo Chiamavano Jeeg Robot” (“Meu Nome é Jeeg Robot”), dirigido e produzido pelo ator Gabriele Mainetti, estreará na televisão brasileira, com exibição no canal “MaxPrime”, no próximo domingo (20), às 22h. Estrelado por Claudio Santamaria, Luca Marinelli e Ilenia Pastorelli, o filme conta a história de Jeeg Robot, um super-herói extremamente forte, ágil e capaz de se regenerar de qualquer ferimento.
O personagem, que segue o padrão dos “Vingadores” ou da “Liga da Justiça”, nasceu em Roma e luta contra uma gangue de mafiosos nas ruas da cidade. Jeeg Robot era um ladrão que adquiriu suas habilidades ao ser contaminado com poluentes radioativos. Mainetti, de 40 anos, criou o herói inspirado em uma série de animes e mangás chamada “Kôtetsu Jigu”, exibida na televisão italiana em 1975. “Meu Nome é Jeeg Robot” passou pela primeira vez no Brasil durante a 8 ½ Festa do Cinema Italiano, que aconteceu em agosto. Na Itália, já foi visto nos cinemas por 800 mil espectadores (ANSA).

Plutão pode ter um oceano congelado sob sua superfície

Fotografia tirada pela sonda New Horizons.
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Debaixo da superfície de Plutão pode haver um oceano congelado. Os indícios foram encontrados na Sputnik Planitia, uma enorme bacia no planeta de vários quilômetros de área com formato de coração, com base em fotografias tiradas pela sonda New Horizons, da Agência Espacial Norte-americana, a Nasa, em 2015. A informação é da Agência Ansa.
A notícia foi divulgada em artigos publicados pela revista científica “Nature” das universidades norte-americanas do Arizona e da Califórnia. De acordo com a publicação, sob a superfície de Plutão pode haver um oceano feito de gelo e de água em uma consistência viscosa.
Segundo as pesquisas e os estudos feitos a partir das imagens, esse oceano pode ter ajudado a modelar e mudar a estrutura do pequeno planeta, criando tensão na sua crosta e algumas rachaduras na superfície. Além disso, os especialistas também disseram que a imensa massa de água congelada pode ter sido responsável pela reorientação do planeta e que poderá ter essa função mais uma vez no futuro.
A Sputnik Planitia também teria se deslocado com o tempo, como consequência das variações no acúmulo de gelo na sua bacia. Essas mudanças ocorreram também, em parte, pelas marés geradas pela lua Carante, a mais próxima de Plutão (ANSA).

Hillary diz que só queria ficar em casa

Hillary Clinton, durante comício na Philadelphia.
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Em sua primeira aparição em um evento após perder as eleições presidenciais norte-americanas, Hillary Clinton confessou, na noite da última quarta-feira (16), que não tinha mais vontade de sair de casa. “Houve vezes, nesta última semana, nas quais a única coisa que queria fazer era me envolver com um bom livro e não sair mais de casa. Eu admito que, para mim, vir aqui nesta noite não foi a coisa mais fácil”, disse Hillary aos participantes do jantar de gala da Children’s Defense Fund, em Nova York.
Hillary foi ovacionada de pé ao entrar no palco para fazer seu discurso, que durou cerca de 20 minutos, e falou sobre o sentimento de frustração que muitos norte-americanos enfrentam com a vitória de Donald Trump. “Sei que muitos de vocês estão profundamente desiludidos com o resultados das eleições. Eu sei disso, sei mais do que posso expressar. Sei que isso não é fácil e sei que na última semana muitos de vocês se questionaram se os Estados Unidos são o país que achávamos que fosse”.
No entanto, apesar de não mostrar a energia que apresentava na campanha eleitoral, a democrata pediu que ninguém desista do país. “As divisões colocadas de maneira nua nestas eleições são profundas, mas por favor me escutem quando digo que os Estados Unidos valem a pena. Os nossos filhos valem a pena. Acreditem em nosso país, lutem pelos nossos valores e não se rendam jamais. Jamais”, finalizou. Apesar de ter obtido mais de 1 milhão de votos do que Trump, a ex-secretária de Estado perdeu a disputa porque o magnata conquistou mais delegados no chamado Colégio Eleitoral (ANSA).

 
 

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