Postura errada pode levar a graves problemas de saúde

Postura errada pode levar a graves problemas de saúde

Além de sobrecarregar a musculatura, uma postura equivocada pode ocasionar doenças que afetam as articulações, como a osteoartrite

 

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Pode parecer simples, mas um pequeno desvio na coluna ou pescoço pode causar dores em muitas partes do corpo e predispor a doenças graves no futuro, como a osteoartrite. Passar muito tempo sentado, em posições que, muitas vezes, não são ideais, leva a desconfortos, que são leves no início, mas podem chegar a ser impeditivos e causar dores crônicas. A atenção à forma com que nos posicionamos é fundamental.

“A postura equivocada, seja no posicionamento inadequado da coluna ou dos membros, sobrecarrega a musculatura postural e gera dor”, explica o Dr. Gustavo Constantino de Campos, doutor em ciências pela faculdade de medicina da USP e coordenador do programa de tratamento da artrose no Instituto Wilson Mello. Segundo ele, as musculaturas que merecem atenção especial são as abdominais, da região dos ombros (cintura escapular), da região dos quadris (cintura pélvica) e próximas à coluna (músculos paravertebrais).

As dores mais comuns são nas regiões paravertebrais, próximas à coluna vertebral. “Geralmente aparecem próximas à região cervical, de pescoço e ombros, ou na região lombar. A princípio, não são problemas com consequências mais graves, além, é claro, da própria dor, que pode chegar a ser incapacitante”. A dor com irradiação para os membros e alterações de força ou sensibilidade pode significar alguma gravidade.

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Quando as articulações são afetadas o problema pode ser mais sério. Más posturas vertebrais por tempo prolongado podem desgastar precocemente as articulações entre as vértebras, e causar dano articular, que caracteriza a osteoartrite, uma doença crônica e degenerativa. Quando afeta a coluna, pode levar a alterações ósseas, como o conhecido “bico de papagaio”.

A correção postural é ideal para lidar com as dores, mas o uso de medicamentos pode ser recomendado quando elas surgem de forma aguda. “Nestes casos, analgésicos, antiinflamatórios ou relaxantes musculares são recomendados”, observa o Dr. Gustavo. “Nos casos de dores posturais crônicas, principalmente em quadros com osteoartrite, o uso de medicação condroprotetora é recomendado. É importante que a opção seja por produtos com sulfato de glicosamina, com benefícios comprovados cientificamente”.

O especialista citou as três situações mais comuns que causam dores e como uma mudança postural pode evitá-la:

• Sentar-se com a coluna ereta – Muitas pessoas sentam-se muito para frente, afastadas do encosto. Isso leva a uma flexão exagerada da coluna lombar e torácica, além de um apoio inadequado do sacro e do coccix no assento. As nádegas devem ficar o mais próximo possível do encosto, mantendo a coluna ereta;
• Reforço muscular contra a “corcunda” – Este é certamente o vício de postura mais difícil de ser corrigido. A cifose torácica, mais conhecida como “corcunda”, acaba levando a cervical para frente. O reforço da musculatura da cintura escapular e das costas, para que nossa própria estrutura muscular sustente a postura adequada, é a melhor forma de evitar este quadro;

• Tecnologia e livros também podem causar dor – Dependendo da posição em que se mantém a cabeça, é possível sobrecarregar a parte posterior do pescoço. Os livros, celulares e outras plataformas tecnológicas, quando colocados muito abaixo do nível dos olhos – sobre a barriga, por exemplo – provocam uma hiperflexão da coluna cervical, que pode causar dor.

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O Dr. Gustavo lembra que “a dor sempre é um sinal de alerta. É o recado da musculatura postural nos dizendo ‘estou muito sobrecarregada, não aguento mais manter o corpo nesta posição!’”. Por isso, quando o desconforto é recorrente ou muito agudo, pode indicar que há outro problema, com algum órgão ou outra estrutura afetada. “Uma dor lombar que lembra mais uma cólica e associada a náuseas e vômitos pode ser, na verdade, decorrente do rim. Por isso, sempre que houver muita dor ou ela insistir em voltar, procure um médico especialista”.

Fonte e mais informações (www.zambon.com.br).




 

Prática do remo reduz reincidência do câncer em mulheres

Ivanir Ferreira/Agência USP de Notícias

Projeto Remama é uma parceria entre a USP e o Icesp.
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A prática do remo pode ser uma poderosa aliada para o resgate da qualidade de vida das mulheres que tiveram câncer de mama e ainda diminuir a probabilidade de reincidência da doença. Esses são alguns dos resultados obtidos pelo Remama, projeto realizado desde 2013 na Raia Olímpica da USP pelo Centro de Práticas Esportivas da USP (Cepeusp), cujo objetivo é a reabilitação através do esporte.

O Remama acontece em parceria com o Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp) e envolve a USP e a Rede de Reabilitação Lucy Montoro. As mulheres são pacientes do Instituto que, logo após passar pelo tratamento da doença, são avaliadas, triadas e encaminhadas por médicos para dar início aos treinamentos das atividades que começam em aparelhos remo ergômetros no próprio Instituto. No Cepeusp, recebem orientação e preparo do professor Ricardo Linares, um dos coordenadores do projeto pela USP, para fazer as aulas ao ar livre.

Depois desse processo, as mulheres estão aptas para cair na água e dar as primeiras remadas em barcos e canoas. As aulas são ministradas três vezes por semana, durante uma hora e meia, na Raia Olímpica da USP, na Cidade Universitária. As pacientes não ficam em grupos separados, são incluídas e recebem instruções juntamente às demais alunas do remo. “Respeitada a individualidade e a limitação de cada uma, exijo igualmente de todas”, afirma Linares.

O remo é um esporte aquático completo e proporciona ao praticante disciplinado condicionamento cardiopulmonar, fortalecimento muscular e controle de peso corporal. Braços, pernas e troncos são bastante requisitados para impulsionar e movimentar o barco.

De acordo com Linares, o projeto Remama tem proporcionado inúmeros benefícios fisiológicos e psicológicos às mulheres que passaram pelo câncer. Com a prática do remo, a reincidência da doença é minimizada em virtude do aumento da resistência física de um modo em geral, o que influencia na melhora do sistema imunológico para trabalhar no combate ao desenvolvimento de doenças.

Os inchaços nos braços, comum nas mulheres que tiveram câncer de mama, também são reduzidos em virtude do trabalho feito com os membros superiores – a musculatura peitoral e dorsal. O reequilíbrio corporal é outro benefício que as pacientes relataram depois que passaram a fazer a atividade. A falta de equilíbrio acontece em virtude da perda de massa corporal nas cirurgias para retirada do câncer.

Pelo aspecto psicológico, Linares pôde observar que as mulheres do Remama renasceram ao realizar uma atividade física prazerosa e que estimula o convívio e a interação social. Isso porque elas são vistas como alunas e não como pacientes. A autoestima se eleva e elas conquistam mais qualidade de vida. “A mulher que teve câncer não precisa ficar condicionada ao estigma da doença. A fase de recuperação acaba sendo passageira”, opina.

Câncer de mama
O câncer de mama é o de maior incidência entre as mulheres. A estimativa é que em 2015 ocorram cerca de 57.120 novos casos. Mesmo sendo uma porcentagem pequena, a neoplasia também pode se manifestar em homens.

A doença é causada por alterações genéticas, podendo ou não ser estimulada por fatores do meio ambiente ou pelos hábitos adquiridos, como ingestão de bebida alcoólica e tabagismo. Também são variáveis o uso de hormônio (TRH – terapia de reposição hormonal); o início de menstruação em idade muito jovem; a menopausa em idade tardia; a gravidez tardia; um menor número de filhos; o excesso de peso; e o histórico desta doença na família.

Como tratamento, é indicado o procedimento cirúrgico para retirada parcial (quadrantectomia) ou total (mastectomia) da mama, sendo completado com radioterapia, quimioterapia e hormonoterapia. O diagnóstico é feito através de exames clínicos e por meio de mamografias, ultrassom ou ressonância magnética.

 

Existe prevenção para o câncer ocular?

Especialista diz que uso de óculos escuros até mesmo em dias nublados e atenção às mínimas alterações visuais contribuem para a prevenção e o diagnóstico precoce da doença.
O retinoblastoma é o câncer ocular mais comum em crianças pequenas. Ele atinge a retina e muitas vezes é diagnosticado ao acaso, porque a criança apresentou um brilho branco nos olhos ao tirar uma foto. Já entre os adultos, há dois tipos de câncer que merecem muita atenção: o melanoma e o linfoma.
De acordo com o oftalmologista Renato Neves, diretor-presidente do Eye Care Hospital de Olhos, em São Paulo, ainda existe o câncer que tem origem em outro órgão, como mamas ou pulmão, por exemplo, e depois acaba atingindo os olhos. Mais do que prevenção, neste caso a palavra de ordem é diagnóstico precoce.
“O tumor ocular, quando diagnosticado e tratado logo no início em crianças pequenas, tem grandes chances de cura. Ao invés daquele reflexo vermelho provocado pelo flash da máquina fotográfica, quando se nota um reflexo branco nos olhos de um bebê é sinal de que algo está errado e de que é preciso levá-lo a um oftalmologista sem demora.
O retinoblastoma é um tipo comum de câncer infantil, causado pelo crescimento de um tumor na camada celular da retina. Hereditariedade é fator de risco que corresponde a apenas 10% dos casos. Os outros 90% ainda têm causas desconhecidas. Portanto, é importante prestar muita atenção aos olhos do bebê desde que nasce – conferindo sempre os reflexos nas fotos”, diz Neves.
O melanoma ocular, ou câncer de pele, pode atingir tanto a parte interna do globo ocular (úvea), quanto a membrana que reveste e protege a córnea (conjuntiva). De acordo com o especialista, apesar de o câncer de pele ser muito comum entre homens e mulheres, o uso de óculos de sol contribui muito para proteger os olhos da doença. “O melanoma ocular costuma ser assintomático, daí a importância da prevenção.
Quando alguns sinais começam a ser percebidos pelo paciente – com queixa de alterações visuais constantes, moscas volantes, flashes luminosos, e até mesmo descolamento da retina – é porque a doença se encontra num estágio com prognóstico pouco favorável. Normalmente, esse tipo de câncer ocular acomete pessoas entre 40 e 60 anos de idade, sendo necessário fazer um mapeamento da retina, bem como uma ultrassonografia, além dos exames oftalmológicos comuns”.
Já o linfoma ocular, embora raro, é mais facilmente percebido, já que implica no crescimento anormal de uma massa de tonalidade rósea sobre a conjuntiva – atrapalhando a visão até mesmo quando se esconde nos cantos das pálpebras. Somente a biópsia poderá dizer quando é um tumor benigno ou maligno. De todo modo, o tratamento com radioterapia logo no início da doença tem se mostrado promissor. “Pessoas com o sistema imunitário mais vulnerável, como pacientes em tratamento de Aids, são mais suscetíveis ao câncer ocular do tipo linfoma.
Já os fatores de risco para o melanoma ocular incluem pessoas brancas, olhos claros (verdes ou azuis), idade superior a 45 anos, doenças hereditárias, excesso de exposição ao sol e determinadas ocupações (pessoas que trabalham no campo, em alto-mar, ou nas praias). Em todo caso, além de proteger sempre bem os olhos, vale a pena visitar um oftalmologista a cada dois anos a partir dos 40 anos, ou sempre que sentir alterações na visão, incluindo reflexos fotográficos diferentes dos normais”, alerta Neves.

Fonte: Prof. Dr. Renato Augusto Neves, cirurgião-oftalmologista, diretor-presidente do Eye Care Hospital de Olhos, e autor do livro Seus Olhos (www.eyecare.com.br).

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