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Adolescentes estão exagerando no consumo de bebidas esportivas

em Especial
terça-feira, 19 de julho de 2016
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Adolescentes estão exagerando no consumo de bebidas esportivas

Estudo publicado recentemente no British Dental Journal revela que adolescentes com idade entre 12 e 14 anos têm consumido muitas bebidas esportivas socialmente, aumentando a ocorrência de obesidade e erosão dental. Sabor, preço, facilidade de aquisição e o fato de os pais não estarem a par dos riscos que essas bebidas representam para quem não é atleta se mostraram determinantes

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“Crianças com uma dieta equilibrada jamais deveriam usar esse tipo de bebida”

Quatro escolas participaram do estudo, com um total de 160 alunos nessa faixa etária. Metade deles confirmaram que consomem esse tipo de bebida regularmente. O principal problema é que as bebidas esportivas têm alta concentração de açúcar e níveis baixos de pH, favorecendo a formação de cárie, erosão do esmalte dos dentes e obesidade.

“Na última década, as bebidas esportivas – os isotônicos – se popularizaram bastante. Entretanto, não fazem bem aos dentes. Estudos indicam que os níveis de acidez dessas bebidas podem levar à erosão da superfície dental, comprometendo não só o esmalte e a aparência dos dentes, como também aumentando a sensibilidade e dor. É importante ressaltar, também, o consumo exagerado de sucos industrializados, que contribuem para o desenvolvimento da erosão”, diz Sandra Kalil, professora de Odontopediatria da Escola de Aperfeiçoamento Profissional da Associação Paulista de Cirurgiões-Dentistas.

De acordo com a especialista, as bebidas esportivas variam muito em sua composição de uma marca para outra. Mas todas têm algo em comum: devem ser consumidas preferencialmente por atletas. “Depois de treinos pesados, a hidratação com esse tipo de bebida alcança um resultado melhor do que a ingestão de água porque as substâncias presentes nas fórmulas repõem minerais e normalizam a quantidade de açúcar no sangue. Por outro lado, se ingeridas até mesmo por adultos que não estejam praticando exercícios, podem facilitar o sobrepeso e fragilizar os dentes, comprometendo a saúde bucal.

“Crianças com uma dieta equilibrada jamais deveriam usar esse tipo de bebida. Normalmente, elas o fazem sem saber das consequências. Até mesmo os atletas de alta performance, que estão sempre com uma garrafinha de isotônico nas mãos, deveriam se acostumar a fazer bochechos ou escovar os dentes após a ingestão dessas bebidas altamente açucaradas”.

consumo-de-bebidas-esportivas temporarioA cirurgiã-dentista explica que não é bem o açúcar que estraga os dentes, mas o ácido produzido na sequência. “Esse ácido ataca sem piedade o esmalte dos dentes, podendo resultar em lesões de cárie e outros problemas orais mais graves. Além de estimular os adolescentes a reduzir a ingestão dessas bebidas, é importante estimular as crianças desde cedo a beber muita água – que tem, entre outras tantas virtudes, a capacidade de ‘lavar’ a boca, impedindo altas concentrações de bactérias que resultam em cárie e mau hálito.

Outra recomendação é preferir água filtrada à água engarrafada. Isso porque a água engarrafada não tem a mesma concentração de flúor que a água potável, tratada e distribuída nas residências brasileiras. E é graças ao flúor que a estrutura dos dentes se torna mais resistente a lesões de cárie. Sendo assim, o ideal é encher uma garrafinha com água várias vezes ao dia para se hidratar como se deve.”

Fonte: Prof. Dra. Sandra Kalil Bussadori, professora de Odontopediatria da Escola de Aperfeiçoamento Profissional da Associação Paulista
de Cirurgiões-Dentistas (www.apcd.org.br).

Aumento do consumo de ansiolíticos coloca em risco adolescentes e adultos

medicamentos-tratamento-ansiedade temporarioCada vez mais consumidos no País, os medicamentos para tratamento da ansiedade vêm ganhando espaço entre adolescentes e adultos, que muitas vezes desconhecem os riscos aos quais serão expostos. Um erro que pode custar caro, de acordo com a psicóloga do Complexo Hospitalar Edmundo Vasconcelos, Marina Arnoni Balieiro.

“O que acontece hoje em dia é que as pessoas estão cada vez mais impacientes. Querem que tudo seja resolvido e feito imediatamente e, isso faz com que as pessoas tornem-se mais ansiosas. Ninguém mais tem paciência de esperar e de se frustrar”, frisa a psicóloga. A ansiedade é uma resposta fisiológica normal do organismo diante de algo novo, inesperado, desejado, temido, muito feliz e, portanto, normal.

Acontece que em alguns casos estes sintomas aparecem com mais frequência e com intensidades desproporcionais, passando para um transtorno e não mais algo esperado. A psicóloga esclarece que para cada caso há um tipo de tratamento indicado. Em alguns deles, a solução mais eficaz são as sessões de terapia, por exemplo.

“Na grande maioria das vezes, as pessoas se utilizam de remédios quando estão em crise, o que se torna um problema sério. Nessa hora, a automedicação é, sem dúvida, muito perigosa, podendo levar à intoxicação e colocar a vida desta pessoa em risco”, adverte a psicóloga ao ressaltar que o uso de remédios é recomendado quando a relação entre o risco e o benefício vale a pena e muitas vezes necessária.

“Os casos onde os sintomas deixam de ser pontuais e se estabelecem com maior frequência sugerem transtorno de ansiedade, porém, o diagnóstico correto cabe apenas a um médico”, completa. De acordo com dados do IMS Health, entidade privada especializada em informações da área da saúde, em 2015, foram comercializadas 23 milhões de caixas de um conhecido ansiolítico. Esta pesquisa coloca o Brasil no ranking dos maiores consumidores de medicamentos para essa finalidade.

Fonte e mais informações: (www.hpev.com.br).