
Com a moeda digital oficial do Brasil entrando em sua segunda fase de testes, entenda como a utilização de IA e BigData podem tornar as transferências digitais mais seguras
A moeda digital oficial do Brasil, Drex (Digital Real Eletrônico), desenvolvida pelo Banco Central, concluiu sua primeira fase de testes e avança para uma nova etapa antes do lançamento oficial. Com esse progresso, cresce a preocupação com a segurança do sistema, especialmente após seu relatório de progresso mais recente apontar desafios na proteção contra fraudes e ataques cibernéticos. Esse cenário reforça a necessidade de soluções tecnológicas robustas para garantir a integridade e confiabilidade do sistema financeiro digital.
Baseado na tecnologia blockchain, o Drex promete transações mais seguras, rastreáveis e transparentes, especialmente em operações de grande porte. Sua capacidade de processar altos volumes de dados em tempo real facilita a identificação de padrões suspeitos, permitindo a detecção e mitigação de fraudes no exato momento em que ocorrem. No entanto, para fortalecer ainda mais a segurança desse ecossistema, a aplicação de Inteligência Artificial (IA) e Big Data torna-se fundamental.
A IA desempenha um papel estratégico na análise de grandes volumes de informações, identificando anomalias e comportamentos incomuns que podem indicar tentativas de fraude. Modelos preditivos baseados em machine learning antecipam ameaças ao comparar transações em tempo real com vastos históricos de dados, reduzindo riscos e prevenindo atividades ilícitas antes que causem prejuízos significativos.
Segundo Gustavo Fortuna, líder em Inteligência Artificial da BlueShift, a integração da IA com blockchain eleva o nível de segurança do sistema. “Os blocos dessa tecnologia são praticamente invioláveis, garantindo que todos os registros de transações sejam imutáveis e acessíveis para auditoria. Essa transparência, somada ao rastreamento detalhado das movimentações, reduz consideravelmente as chances de fraudes e ataques cibernéticos, fortalecendo a confiança dos usuários em soluções financeiras digitais”, explica.
O uso do Big Data potencializa essa proteção ao consolidar informações de diversas fontes e oferecer uma visão abrangente das interações financeiras. Com técnicas avançadas de análise, é possível detectar atividades suspeitas automaticamente e acionar protocolos de segurança, como bloqueio imediato de transações duvidosas e reforço na autenticação de usuários. Além disso, tecnologias como Processamento de Linguagem Natural (PLN) e redes neurais permitem identificar golpes e ataques de engenharia social ao monitorar padrões de comunicação e comportamento.
Diante da crescente digitalização do sistema financeiro, a adoção de tecnologias avançadas, são essenciais para garantir a segurança, eficiência e confiabilidade do Drex. À medida que o Banco Central avança na implementação da moeda digital, investir em soluções inovadoras de cibersegurança não apenas reduz riscos, mas também fortalece a confiança de usuários e instituições no ecossistema financeiro digital.