Rever a tabela do IRPF elevará poder de compra das famílias

Com mais um aumento no número de pessoas sem trabalho e em um contexto de alta na taxa de inadimplência das famílias brasileiras, volta à tona a urgência de se rever a tabela do IRPF. Para a FecomercioSP, o resultado mais grave desta injustiça tributária é a redução do poder real de compra dos assalariados, principalmente entre as camadas médias. Se corrigida, ela injetaria R$ 60 bilhões a mais nas mãos das famílias brasileiras, um montante que, se já é representativo por si só, se torna ainda mais relevante em um contexto de pandemia como o atual.

O sistema tributário nacional, na retenção do IRPF, vai na contramão da imensa maioria dos países – em que o tributo é recolhido com base na renda auferida em um determinado período. Em 1996, dois anos após a implementação do Plano Real, o governo federal estabeleceu a última correção da tabela do IR, permanecendo fixa até o começo de 2003. Nela, foi delimitado que salários brutos até R$ 900 teriam isenção de dedução. Hoje, se levasse em conta a inflação acumulada no período, este montante deveria ser de R$ 3.689,57 (AI/FecomercioSP).

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