Economia 08 a 10/12/2018

Inflação negativa é a menor desde o início do Plano Real, em 1994

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) teve queda de preços de 0,21% em novembro, divulgou hoje (7), no Rio de Janeiro, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O IPCA mede a inflação oficial do país.

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Queda de preços de 0,21% em novembro beneficia consumidores. Em 12 meses, inflação acumula 4,05%. Foto: Tânia Rêgo/ABr

O resultado foi o menor desde julho de 2017, quando houve queda de 0,23%. Se avaliados apenas os meses de novembro, o resultado foi o menor desde o início do Plano Real, em 1994.

Em 12 meses, a inflação acumula 4,05%, enquanto a taxa acumulada de 2018 – de janeiro a novembro – soma 3,59%. Em novembro do ano passado, o IPCA teve alta de 0,28%, enquanto em outubro de 2018 houve aumento de 0,45%. A deflação (variação negativa do IPCA) registrada em novembro ocorreu em cinco dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados pelo IBGE.

O grupo Transportes teve queda de 0,74% no IPCA de novembro, contribuindo com o maior impacto negativo sobre o resultado global. A queda nos combustíveis -2,42% – foi a principal responsável pelo resultado, sendo o recuo da gasolina – 3,07% – o mais acentuado. A Habitação teve o segundo maior impacto negativo no IPCA global, com redução de 0,71%. Nesse grupo, a queda da energia elétrica – 4,04% – teve importância.

Entre os grupos que apresentaram alta de preços, destaque para o de Artigos de Residência, com elevação de 0,48% em comparação com outubro. Apesar disso, a alta nos Alimentos e Bebidas – 0,39% – foi a que puxou o índice geral para cima com mais força. A cebola, o tomate, a batata-inglesa e as hortaliças estão entre os itens que ficaram mais caros (ABr).

Confiança do empresário paulistano sobe pelo terceiro mês

Confianca temporario
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Além da estabilidade da inflação, houve uma melhora no mercado de trabalho. Foto: Reprodução/FecomercioSP

O Índice de Confiança do Empresário do Comércio no Município de São Paulo (ICEC) avançou pelo terceiro mês consecutivo. A alta foi de 3,1%, ao passar de 102,6 pontos em outubro para 105,8 pontos em novembro. Entretanto, na comparação com o mesmo período do ano passado, o índice continuou em queda (-3,5%). Apurado mensalmente pela FecomercioSP, o ICEC varia de zero (pessimismo total) a 200 pontos (otimismo total).

Na análise por porte, as empresas com até 50 empregados apontaram alta de 3,3%, de 102 pontos em outubro para 105,3 pontos em novembro. No entanto, as empresas com mais de 50 empregados sofreram queda de 1%, passando de 128,8 pontos em outubro para 127,5 pontos em novembro. Os três quesitos que integram o indicador avançaram na passagem de outubro para novembro. Foi de 3,3%, de 73 pontos em outubro para 75,5 pontos em novembro. Entretanto, na comparação anual, o indicador caiu 7,6%.

De acordo com a assessoria econômica da FecomercioSP, as avaliações dos empresários no que diz respeito à propensão por novos investimentos foram decisivas para a alta do indicador em novembro. Além da estabilidade da inflação, houve uma melhora no mercado de trabalho. A Entidade recomenda que os empresários evitem altos estoques e endividamento. Para a Federação, a confiança tende a ser retomada de forma gradual e com base na capacidade de reação mais consistente da economia (AI/FecomercioSP).

Cesta de compras mais simples tem queda de preços

Agência Brasil

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), que mede a variação da cesta de compras de famílias com renda até cinco salários mínimos, registrou uma deflação (queda de preços) de 0,25% em novembro deste ano. É a menor taxa desde junho de 2017 (-0,3%) e o menor patamar para meses de novembro desde a implantação do Plano Real, em 1994.

O dado foi divulgado na sexta-feira (7) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Apesar da queda de preços em novembro, o INPC acumula taxas de inflação de 3,29% no ano e de 3,56% em 12 meses. Em novembro, os produtos alimentícios tiveram alta de preços de 0,45%, enquanto os não alimentícios registraram deflação de 0,55%.

IGP-DI tem queda de preços em novembro

Agência Brasil

O Índice Geral de Preços–Disponibilidade Interna (IGP-DI), medido pela Fundação Getulio Vargas (FGV), registrou deflação (queda de preços) de 1,14% em novembro. A taxa é menor que a de outubro (inflação de 0,26%) e de novembro de 2017 (inflação de 0,8%). Com o resultado, o IGP-DI acumula inflação de 7,58% no ano e de 8,38% em 12 meses, segundo a FGV.

A queda do percentual de outubro para novembro foi puxada pelos três subíndices que compõem o IGP-DI. O Índice de Preços ao Produtor Amplo, que mede o atacado, teve deflação de 1,7% em novembro, ante uma inflação de 0,17% em outubro. O Índice de Preços ao Consumidor, que mede o varejo, acusou deflação de 0,17% em novembro. Em outubro, houve inflação de 0,48%. Já o Índice Nacional de Custo da Construção teve uma queda na taxa de inflação, ao passar de 0,35% em outubro para 0,13% em novembro.

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