Economia 07/07/2016

Comércio encerra primeiro semestre com péssimo resultado

Foi o pior desempenho da atividade varejista do país de toda a série histórica do indicador.
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De acordo com o Indicador Serasa Experian de Atividade do Comércio, o movimento dos consumidores nas lojas encerrou o primeiro semestre de 2016 com retração de 8,3%, frente ao mesmo período do ano passado

Este foi o pior desempenho da atividade varejista do país de toda a série histórica do indicador, superando a queda de 6,9% observada no primeiro semestre de 2002, época em que o país vivia a “Crise do Apagão”.
Segundo os economistas da Serasa Experian, a forte retração da atividade varejista no primeiro semestre de 2016 é explicada pela continuidade da elevação da taxa de desemprego do país, pelo grau deprimido dos níveis de confiança do consumidor como também pelas condições mais restritivas do crediário. A maior retração deu-se no segmento de veículos, motos e peças, o qual registrou queda de 17,0% frente ao primeiro semestre do ano passado. A segunda maior queda foi de 13,9%, observada no movimento dos consumidores nas lojas de tecidos, vestuário, calçados e acessórios, neste primeiro semestre de 2016.
Houve recuo também significativo, de 13,3%, nas lojas de móveis, eletroeletrônicos e equipamentos de informática.
Retrações menores ocorreram nas lojas de material de construção (-6,4%) e nos supermercados, hipermercados, alimentos e bebidas (-7,5%). Somente o segmento de combustíveis e lubrificantes conseguiu encerrar o primeiro semestre no azul, com alta de 4,3% em relação ao primeiro semestre do ano passado.

Faturamento do varejo paulista teve queda de 3,3%

Foto: Ilustração/FecomercioSP
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Pelo segundo mês consecutivo, o comércio varejista do Estado de São Paulo registrou queda nas vendas na comparação interanual. Em abril, o faturamento real do varejo foi de R$ 44,7 bilhões, retração de 3,3% em relação ao mesmo mês de 2015, quando a receita foi de R$ 46,2 bilhões. No acumulado de 12 meses, a queda atinge 6%.
Os dados são da Pesquisa Conjuntural do Comércio Varejista no Estado de São Paulo (PCCV), realizada mensalmente pela FecomercioSP, com base em informações da Secretaria da Fazenda. Entre as 16 regiões analisadas, nove apresentaram retração em abril na comparação com o mesmo mês de 2015. Os dois piores desempenhos foram observados nas regiões de Osasco (-14,5%) e Capital (-7,4%). Já as regiões do Litoral (6,3%) e Araraquara (4,9%) foram as melhores do Estado.
Das nove atividades pesquisadas, seis registraram queda nas vendas em abril considerando a mesma base de comparação: lojas de vestuário, tecidos e calçados (-21,6%), eletrodomésticos, eletrônicos e lojas de departamentos (-12,9%), materiais de construção (-12,4%), lojas de móveis e decoração (-10,4%), concessionárias de veículos (-7,4%) e outras atividades (-2,7%). Esses seis segmentos, no seu conjunto, impactaram negativamente o resultado geral do comércio em 5,5 pontos porcentuais.
Já os setores de farmácias e perfumarias (13,8%), supermercados (3,7%) e lojas de autopeças e acessórios (1,3%) foram os únicos que apresentaram crescimento em abril. Esses índices positivos atenuaram a queda geral em 2,2 pontos porcentuais. Segundo a assessoria econômica da FecomercioSP, apesar do desempenho negativo registrado em abril, os indicadores de confiança mostram uma melhora das expectativas dos agentes econômicos diante das mudanças do quadro político e da troca de comando das autoridades econômicas.

Resultado pode indicar um princípio de retomada

A produção do setor eletroeletrônico apontou retração de 21,6% no acumulado de janeiro a maio de 2016 em relação a igual período do ano passado. O resultado é decorrente de uma queda de 29,8% na produção da indústria eletrônica e de 14,9% na indústria elétrica, segundo dados divulgados pelo IBGE e agregados pela Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee).
Na comparação do mês de maio ante abril, a produção da indústria eletroeletrônica cresceu 1,2%. O desempenho ocorreu em razão do incremento de 6,3% na indústria eletrônica, uma vez que a elétrica recuou 2,0%. “Este resultado nos dá algum alento e oxalá possa indicar um princípio de retomada, ou seja, já atingimos o fundo do poço. Mas as perdas ocorridas foram tão expressivas que precisaremos percorrer um caminho extremamente longo para nos recuperar ”, afirma o presidente da Abinee, Humberto Barbato.
Na comparação de maio de 2016 com o mesmo mês de 2015, a produção do setor recuou 12,1%. Essa foi a 24ª queda consecutiva da produção do setor em relação a igual mês do ano anterior (Abinee).

 
 

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