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Com Natal e injeção de 13º, varejo paulista terá maior faturamento mensal da história

em Economia
terça-feira, 16 de dezembro de 2025

Com o mercado de trabalho aquecido, a renda média em elevação e uma maior injeção de recursos do décimo terceiro salário em curso, o varejo paulista vai faturar 4% a mais em dezembro deste ano, em comparação com o mesmo período de 2024. Se as projeções se confirmarem, o setor terá um faturamento de R$ 149,7 bilhões no período — a maior receita para um único mês dentro da série da histórica, iniciada em janeiro de 2008.

De maneira intrigante, esse desempenho representará uma desaceleração em relação a dezembro passado, quando as receitas subiram 7,3% em relação a 2023, apontam os cálculos da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP). Na capital, a projeção também é de um crescimento de 4% em dezembro, ritmo menor do que o de 2024, quando as vendas avançaram 6,8% em relação ao ano anterior.

A taxa de crescimento prevista para o mês do Natal está muito próxima do que deve ser o resultado do varejo paulista no ano: a projeção da Federação é de alta de 5% nas vendas do setor em 2025.

Além da forte base de comparação, a desaceleração é resultado da conjuntura complexa do País, marcada tanto por elementos positivos como por impasses significativos. De um lado, há um mercado de trabalho aquecido (o desemprego foi de 5,4% no trimestre encerrado em outubro, de acordo com o IBGE), o que mantém o consumo e eleva a renda média (rendimentos do trabalho cresceram 4% no terceiro trimestre, segundo o Ipea).

De outro, os juros altos acabam desestimulando as compras, principalmente de bens duráveis, como veículos ou eletrodomésticos, que dependem de crédito e de parcelamento do pagamento. Além disso, a inflação segue acima do teto da meta, embora em desaceleração (AI/FecomercioSP).