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Três tendências para o mercado de outsourcing de tecnologia

em Destaques
terça-feira, 30 de janeiro de 2024

O outsourcing, que é a contratação de profissionais terceirizados, é um fator essencial para os negócios e deve, de acordo com estudos, crescer a uma CAGR – que mede a taxa de retorno de um investimento – de até 7,7% até 2027, principalmente no setor de tecnologia e produto.

Mesmo sentindo uma redução do investimento neste tipo de serviço em 2023, a BossaBox, startup que aloca e gerencia squads sob demanda, tem a expectativa da melhora desse mercado e lista as 3 principais tendências para 2024. “Por conta das altas taxas de juros, o capital antes disponível para as startups ficou mais escasso, e a busca por lucratividade mais acirrada. Com isso, o investimento em tecnologia caiu, assim como em outsourcing também.

Porém, nos últimos meses de 2023, vimos esse cenário apresentar mudanças. As empresas já começaram a fazer apostas mais arriscadas e, com isso, esse investimento também teve leve crescimento. Este ano deve ser ainda melhor”, explica o cofundador e Head de Produto e Marketing da BossaBox, João Zanocelo.

Pensando nessa ascensão, confira os principais pontos que merecem destaque nos próximos 12 meses:

  1. – Modelos de trabalho flexíveis, híbridos e menos barreiras geográficas – Cada vez mais, companhias consideram terceiros como parte importante da sua força de trabalho. A separação entre funcionários full-time e fornecedores fica mais nebulosa, a partir do momento que a colaboração é mais necessária para resolver problemas mais complexos.
    Segundo a autora do estudo, “Workforce Ecosystems”, são estruturas que englobam atores, dentro e fora da organização, que trabalham para criar e capturar valor para a mesma.

Dentro do ecossistema, os atores trabalham em prol de objetivos individuais e coletivos com interdependências e complementaridades entre os participantes. “A adoção dessas estruturas organizacionais pode se tornar mais comum e existem tendências que não apenas viabilizam a transição para esse tipo de estrutura, como também aceleram ela”, explica João.

Além disso, os trabalhadores podem ser conectados em qualquer lugar do mundo, o que possibilita troca de informação a distância. “Com novos modos de produção, surgem novos modelos de organização. Essa tendência impulsiona a transição para meios de trabalho mais flexíveis”, completa o cofundador da BossaBox.

  1. – Mudanças nas preferências dos trabalhadores – Os fatores intrínsecos como autonomia, domínio técnico e propósito são tão potentes para trabalhadores atuais quanto fatores extrínsecos como renda, quando comparado a gerações mais antigas. “Os trabalhadores querem se tornar profissionais autônomos e donos da sua própria carreira, e o outsourcing proporciona isso também”, diz Zanocelo.

Um modelo de trabalho mais fragmentado e apoiado em habilidades ao invés de carreiras está sendo adotado para que organizações possam se adaptar às demandas do mercado por agilidade e velocidade. Porém, de acordo com o especialista, trabalhar dessa forma requer um conhecimento profundo das necessidades da instituição e dos funcionários. “Uma vez isso sendo feito, é mais simples mapear os gaps de habilidade e integrar parceiros que preencheram eles”, complementa.

  1. – Avanços tecnológicos no ambiente de trabalho – A pandemia mudou a forma como o time interage entre si. Segundo uma pesquisa da McKinsey feita durante a pandemia, 85% dos executivos afirmam ter acelerado a adoção de tecnologias para interação e colaboração de funcionários, 67% aceleraram a adoção de IA e automação e 48% dos executivos aceleraram a digitalização dos canais de cliente.

“Hoje em dia, vemos uma variedade enorme de ferramentas que nos ajudam a realizar nosso trabalho (Work Tech), contratar e gerir nossos times (Workforce Tech) e simular o ambiente de trabalho (Workplace Tech). Isso faz com que o compartilhamento de dados e automação de processos seja cada vez mais simples e possível”, reitera o Head de Produto e Marketing da BossaBox.

Existem tendências que aceleram a necessidade da adoção do outsourcing para colocar em prática projetos e tirá-los da ‘gaveta’. Trabalhar de qualquer lugar é mais frequente, carreiras passaram a ser organizadas usando habilidades como principal fator, funcionários mudaram suas prioridades, o ambiente de trabalho está mais digital, e até a falta de talento qualificado no mercado.

“As empresas precisam começar a entender como e quando contratar parceiros para o desenvolvimento de produtos digitais de forma eficiente, uma vez que as soluções disponíveis hoje no mercado são falhas em aspectos importantes”, finaliza João Zanocelo. – Fonte: (https://www.bossabox.com).