Sem reforma não há como cumprir teto de gastos

O secretário de Acompanhamento Econômico do Ministério da Fazenda, Mansueto Almeida, afirmou ontem (20) que, sem reforma da Previdência, não há como cumprir a meta do teto de gastos.

Mansueto, ao participar de audiência pública na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado para discutir a situação fiscal do país, disse também que, mesmo com a implementação das medidas do ajuste fiscal, o país levará de cinco a seis anos para equilibrar as contas públicas e voltar a apresentar superávit.
“No melhor cenário, o país vai deixar de ter déficit em 2021. A nossa dívida pública, que já é alta, vai crescer. Estamos falando de um ajuste [fiscal] gradual. Ninguém está falando em transformar déficit em superávit em dois anos. Vai levar cinco, seis anos”, declarou. Segundo Mansueto, apesar da perspectiva de que os resultados só apareçam no médio prazo, seria suficiente para as agências de classificação de risco, que guiam as decisões de investimento, constatar que o país está no caminho para o reequilíbrio.
“As agências de risco querem olhar, para ver quando a dívida vai parar de crescer e começar a cair”, destacou. O secretário atribuiu o crescimento da dívida, em parte, a decisões de política econômica dos governos anteriores e citou como exemplo os empréstimos do Tesouro a bancos públicos. Segundo dados apresentados por Mansueto, de 2001 a 2007, a média desses empréstimos correspondeu a 0,9% do PIB. De 2007 ao final de 2015, a proporção atingiu 9,5% do PIB, ressaltou (ABr).

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