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Segurança no autoatendimento e compras sem atrito: perspectivas otimistas para o varejo

em Destaques
segunda-feira, 20 de maio de 2024

Os clientes buscam experiências nos caixas de varejo rápidas e simples. O aumento das áreas de autoatendimento nos últimos anos oferece uma maneira conveniente de evitar as filas convencionais de pagamento. As compras sem atrito levam esse conceito um passo adiante, permitindo aos consumidores entrar em uma loja sem atendentes de caixa, selecionar itens e sair sem passar pelo caixa.

Os clientes simplesmente passam um cartão de crédito, débito ou celular habilitado para pagamento para ter acesso à loja, com o custo de cada item sendo automaticamente deduzido da forma de pagamento do cliente. Nesse processo, diversas tecnologias, incluindo câmeras de vídeo suspensas, sensores de movimento, dispositivos IoT e aprendizado de máquina, detectam os itens selecionados e os associam à conta de cada consumidor.

“As grandes redes varejistas brasileiras (de roupas, calçados e materiais de construção, entre outras) já estão começando a experimentar as compras com autoatendimento e a tornar seus processos ainda mais automatizados. Por enquanto, mantém os caixas tradicionais em convivência harmoniosa com os automáticos, mas a tendência é uma migração quase completa para o autoatendimento, mas cômodo, ágil e operacionalmente interessante para as empresas.

Quanto maior a automação, maior e melhor devem ser as soluções de segurança patrimonial e cibernética”, comenta José Rodrigues da Silva Neto, gerente de Vendas para verticais de Varejo e Finanças.

  • Ferramentas de transação para maior segurança – Seja em um posto de gasolina sem funcionários, uma mercearia sem atendente de caixa ou um caixa automático de farmácia, os varejistas estão interessados em evitar perdas. Com as novas tecnologias de atendimento, eles podem reavaliar seus métodos de segurança para evitar roubos.

Muitas vezes, os desafios de segurança estão relacionados a fraudes internas ou erros dos clientes. Colaboradores familiarizados com os sistemas de ponto de venda (POS) e atendimento podem usar soluções alternativas para enganar os sistemas. Os consumidores descobrem maneiras de contornar os scanners no autoatendimento ou de obter entrada falsa em lojas sem atrito.

Mesmo erros inocentes dos clientes, como selecionar uma maçã em vez de uma pêra durante o autoatendimento, podem contribuir para perdas. “À medida que a tecnologia de atendimento muda, a tecnologia de segurança também deve mudar para detectar e prevenir fraudes internas e erros humanos. O videomonitoramento continua a ser um forte componente da segurança do varejo no caixa, embora não ofereça proteções adequadas por si só.

Ao combinar vídeo com outras ferramentas de segurança, como rastreamento e analíticos de dados de transações, é possível obter evidências forenses de roubo mais claras”, explica Silva Neto. O rastreamento e relatórios de transações fornecem componentes essenciais para garantir a segurança dos autoatendimentos. A equipe pode validar transações suspeitas com base no vídeo associado.

Podem também identificar, por exemplo, inconsistências entre o vídeo e os recibos do consumidor para confirmar a troca da etiqueta de preço. Usando vídeos com evidências relacionadas a cada transação, podem identificar o roubo ou determinar se é necessária uma investigação mais detalhada.

  • Plataformas de segurança unificadas que integram novas tecnologias – Uma plataforma de segurança unificada proporciona a melhor base para integrar diversas tecnologias ao sistema de segurança de um varejista. A partir de uma única interface, a equipe pode monitorar vídeos, acessar dados de transações e compartilhar relatórios com stakeholders ou terceiros para investigação adicional.

Quando baseado em uma arquitetura aberta, o sistema pode acomodar componentes e softwares mais recentes, como sensores e aprendizado de máquina com uso intensivo de dados. A capacidade de unificar a tecnologia mais recente com o sistema existente facilita o suporte às crescentes necessidades de compras e autoatendimento sem atrito. “Ao utilizar uma solução unificada é possível contar com uma supervisão remota para detectar problemas de segurança ou proteger locais sem atendentes de caixa.

Ao combinar, por exemplo, vídeo ao vivo com dados de reconhecimento automático de placas de veículos (ALPR), o pessoal da segurança pode identificar rapidamente os veículos em uma lista de observação e notificar tanto a equipe quanto autoridades locais para verificar aqueles que são suspeitos. Tudo isso pode ser feito de um escritório regional ou sede corporativa, em vez de em cada loja”, detalha Silva Neto.

  • Cibersegurança para proteger clientes e ativos – Como as compras sem atrito utilizam grandes quantidades de dados de clientes e frequentemente dependem de aplicativos e dispositivos conectados à Internet, essas lojas são alvos atraentes para os criminosos. Os dados pessoais de um consumidor podem ser comprometidos ou utilizados indevidamente, colocando em risco a conta bancária, cartão de crédito ou dados biométricos.

Da mesma forma, malware ou ransomware podem ser entregues por meio de um dispositivo IoT inteligente, colocando em risco as operações do varejista. Qualquer hardware ou software conectado à rede de um varejista pode ser uma porta potencial de entrada para criminosos cibernéticos acessarem dados privados armazenados em servidores conectados a essa rede. Isto cria riscos de ameaças cibernéticas para clientes e varejistas.

“Se a solução do varejista é unificada, é possível monitorar dispositivos e software conectados à loja a partir de uma única interface com painéis integrados. Quando uma ameaça cibernética é detectada, o sistema notifica a equipe de segurança e de TI para uma resposta rápida”, adiciona o gerente da Genetec.

  • Mitigando riscos adicionais – Oferecendo vantagens competitivas e opções práticas, especialmente em locais onde o número de colaboradores é limitado. No entanto, também apresentam riscos adicionais.

“A boa notícia é que os varejistas podem se preparar antecipadamente para os riscos de segurança associados à mudança nas funções de autoatendimento, desenvolvendo estratégias para posicionar seus sistemas de segurança existentes de forma a lidar com fatores de risco comuns, como erro humano, fraude interna e ameaças cibernéticas”, afirma Silva Neto.

Uma plataforma de segurança unificada que integra vídeo, monitoramento de transações, analíticos de dados e supervisão remota é adequada para oferecer suporte a compras e autoatendimento sem atrito, pois com um sistema de segurança integrado possibilita a integração de novas tecnologias de autoatendimento rapidamente e, ao mesmo tempo, a minimização de perdas. – Fonte e outras informações: (https://www.genetec.com).