Prefeituras do Rio decretam calamidade financeira

Os novos prefeitos de Nova Iguaçu, São Gonçalo e Mesquita, na região metropolitana do Rio de Janeiro, decretaram calamidade financeira em seus municípios após encontrar problemas nas contas públicas, com salários atrasados de funcionários, corte de energia nas prefeituras e serviços, como coleta de lixo, paralisados por falta de pagamento.

A medida vai durar 120 dias. O prazo do decreto pode ser prorrogado por iguais períodos caso a situação se mantenha inalterada.
Segundo decreto do prefeito de Nova Iguaçu, Rogério Lisboa, a folha de pagamento dos servidores públicos municipais está atrasada por “seguidos meses” e o regime previdenciário encontra-se em “virtual estado de insolvência”, também com atraso de pagamento dos beneficiários.
O prefeito de São Gonçalo, José Luiz Nanci, disse ter assumido a prefeitura com a luz cortada por falta de pagamento, mas conseguiu religá-la após reunião com representantes da concessionária de energia. A dívida gira em torno de R$ 35 milhões. Outro problema grave é a falta da coleta do lixo. “A dívida total do município deve estar entre R$ 500 milhões e R$ 600 milhões, o que é metade do nosso orçamento”, disse Nanci.
O prefeito de Mesquita, Jorge Miranda, disse ter encontrado a prefeitura em situação de caos. “O prédio principal [da prefeitura] está sem condições de trabalho, há muito lixo na rua, os salários estão atrasados há dois meses, com o 13º salário também atrasado”, afirmou. “Teremos que ser muito austeros nas contas. Pedimos à população um pouco de calma” (ABr).

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