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Pandemia ajudou a impulsionar o uso de assinaturas digitais

em Destaques
quarta-feira, 25 de agosto de 2021

Após mais de um ano de pandemia e inúmeras adaptações nas rotinas, a tecnologia ganhou ainda mais importância e se tornou uma poderosa aliada nos afazeres diários. Para que os negócios continuem sendo realizados com confiança jurídica e preservando a saúde dos envolvidos, a assinatura digital se popularizou na vida das pessoas físicas durante a pandemia.

A funcionalidade permite assinar quase todos os tipos de documentos e contratos, a qualquer hora do dia e da noite sem sair de casa e é recomendada a todas as classes sociais – especialmente quem deseja organizar a vida financeira, evitar a exposição desnecessária na rua e ainda economizar tempo e dinheiro.
Isso porque, com apenas um procedimento, já é possível assinar milhares de documentos ao longo do ano.

Assim, evita-se gastos em cartórios, deslocamentos de ônibus ou carro, estacionamento, motoboy, filas de espera, aglomerações ou impressões de papéis.
“Mais de 500 serviços públicos já utilizam e aceitam as assinaturas digitais em suas atividades. Num dos cálculos realizados, notamos que os brasileiros desperdiçaram 146 milhões de horas por ano em deslocamentos, filas e burocracia. Com a tecnologia, a vida ficou mais fácil”, explica a explica a sócia-diretora da Ative Certificado Digital, Paula Renata Nogueira.

Devido a todas as vantagens geradas pelo uso da assinatura digital, Paula vive uma situação oposta à economia nacional. Sua empresa cresceu mais de 60% em 2020 em relação a 2019. A procura é tanta, que ela emite cerca de 200 assinaturas digitais por mês. “Não é só advogado, contador ou médico que nos procuram. Atendemos donas de casa, profissionais liberais e microempreendedores que entenderam a segurança, a economia e a praticidade em assinar os documentos sem sair de casa ou do escritório”, conta.

As mesmas funcionalidades também são registradas nos sistemas de Tecnologia da Informação e Comunicação de Saúde. Na atualização de informações e consulta de dados do paciente, é obrigatório o uso da Certificação Digital. Isso aumenta a segurança, permite o compartilhamento com outros profissionais de saúde e ajuda no atendimento clínico.

Além disso, receitas médicas são assinadas digitalmente e aceitas em todas as farmácias para compra de medicamentos. Já os atestados digitais oferecem mais segurança e autenticidade aos documentos apresentados por funcionários, o que diminui o número de fraudes nas empresas. Por enquanto, a assinatura digital só não é aceita em quatro situações: registros de nascimento, certidão de óbito, escritura de compra e venda de imóvel e em registro de imóveis.

A contadora Elicéia Josiane Mikos Cândido utiliza a assinatura digital desde 2013, quando abriu seu escritório. Com a tecnologia, ela resolve problemas complexos na Receita Federal e ganha agilidade na abertura de empresas – tudo de forma digital, sem precisar se deslocar. “Utilizo essas funcionalidades pelo menos dez vezes num mês. Isso ajuda e muito no resultado da empresa”, explica. Outro exemplo envolve a BRF, que reduziu em 72% o tempo de formalização de contrato, de 25 para 7 dias. Como atua com cerca de 5 mil fornecedores, a economia de tempo foi enorme e a produtividade cresceu.

O círculo virtuoso começa a ocorrer quando um fornecedor é convidado pelo seu cliente a assinar digitalmente os documentos. Depois de conhecer o processo, a tendência é que esse prestador de serviço comece a implementar em sua própria empresa para então repassá-la à sua rede de relacionamentos. O mercado da certificação e assinatura digital existe há 20 anos no Brasil, mas o segmento ainda caminha para a maturidade e consolidação.

Atualmente, segundo dados do Instituto Nacional de Tecnologia da Informação, são 10.143.156 certificados digitais ativos. Desses, 5,2 milhões são de pessoa jurídica e 4,8 são de pessoa física. A expectativa é que, até 2022, existam cerca de 40 milhões de certificados digitais no Brasil. “Quem já descobriu e adota as vantagens do universo digital não quer voltar para o meio físico, com vai e vem de documentos, carimbos, gastos e perda de tempo. Isso ficou para trás”, enfatiza a sócia diretora da
O processo de obtenção de uma assinatura digital é rápido e pode ser feito por videoconferência.

Com a documentação exigida, em cerca de 24 horas já é possível usufruir da tecnologia e assinar os documentos digitalmente. Os procedimentos envolvidos no serviço são sofisticados, envolvem operações matemáticas que geram código único e um sistema de chaves criptografadas que impede fraudes. “Uma simples tentativa de adulteração faz com que a assinatura seja rompida”, ressalta Paula. O custo anual para ter uma assinatura digital é de R$ 130 para pessoa física e de R$ 190 para pessoa jurídica. Se comparado às despesas com cartório e deslocamentos para assinar um contrato de aluguel, ela se paga em cerca de um mês.