OMC vê com ‘bons olhos’ o processo de reformas no Brasil

O diretor-geral da Organização Mundial do Comércio (OMC), Roberto Azevêdo, disse na sexta-feira (25) que o organismo internacional vê com “bons olhos” o fato de o Brasil estar passando por reformas na economia.

“Muitos membros da OMC se referiram de forma elogiosa ao fato de que o país está em um momento de reformas”, disse Azevêdo, que está em visita ao país. Apesar de evitar comentar a forma como as reformas devem ser conduzidas e sobre o atual ambiente político do país, afirmou que a estabilidade é importante para que o Brasil atraia investimentos.
“O crescimento econômico viceja de forma mais vigorosa quando você tem estabilidade, previsibilidade, que são elementos muito importante no cálculo dos investimentos”, declarou ao avaliar que, adespeito dos problemas [políticos e econômicos], o momento no Brasil não é de todo ruim para atrair investidores. “Há um certo movimento de capital em busca de melhores remunerações”, disse.
Questionado sobre o programa de privatizações divulgado pelo governo, Azevêdo disse que elas devem ocorrer considerando a busca dos investidores por “estabilidade, previsibilidade e lucratividade”. “Um processo de privatizações que ofereça condições de estabilidade, previsibilidade e remuneração adequada ao investidor, eu acho que tem boas chances de ser bem-sucedido”, opinou.
Na quarta-feira (30), a OMC divulgará relatório relativo a contencioso aberto pela União Europeia e Japão, que questionaram o Brasil pela política de subsídios ao setor automobilístico do programa Inovar Auto, no governo da ex-presidente Dilma Rousseff. Roberto Azevêdo deu palestra a empresários na CNI, onde defendeu a necessidade de investir na política industrial para aumentar a competitividade das empresas (ABr).

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