Moro diz que deve julgar nova frente da Lava Jato

No despacho em que mandou prender o almirante Othon Luiz Pinheiro da Silva, presidente licenciado da Eletronuclear, o juiz federal Sérgio Moro avisou que essa nova etapa da Operação Lava Jato é mesmo de sua alçada.

Ele argumenta ‘conexão e continência’ com as outras fases da investigação que desmontaram esquema de propinas que vigorou na Petrobras entre 2004 e 2014.
O juiz também destaca que em especial os crimes de cartel e de ajuste de licitação, com distribuição de obras em todo o País entre as mesmas empreiteiras, têm que ser tratados em conjunto, ‘por um único Juízo, sob pena de prejudicar a unidade da prova e com risco de decisões contraditórias’. Com essas anotações, Moro busca neutralizar uma estratégia comum de defensores que questionam sua competência para julgar o caso – réus por corrupção no âmbito da Petrobras tentaram sucessivas vezes tirar os processos de suas mão alegando que a estatal petrolífera fica sediada no Rio e que ele é titular da 13ª Vara Federal de Curitiba.
Mas a tese não vingou porque a Lava Jato foi inaugurada em Londrina, também no Paraná, e tinha a meta de desativar um grupo de doleiros envolvidos em operações ilícitas de câmbio e lavagem de dinheiro – a 13ª Vara é especializada em processos dessa natureza (AE).

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