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Indicador de expectativa econômica sobe 2,5%, diz FGV

em Destaques
sexta-feira, 17 de junho de 2016

O Indicador Antecedente Composto da Economia (Iace) teve uma variação positiva de 2,5% em maio, divulgou na sexta-feira (17) o Ibre/FGV, em parceria com a instituição norte-americana The Conference Board (TCB).

Composto por oito indicadores que medem expectativas para a atividade econômica no Brasil, o índice teve sua terceira alta seguida e “aponta um estancamento da tendência de queda no nível de atividade”, disse o economista Paulo Picchetti.
Segundo a análise do pesquisador da FGV, “as condições políticas continuam fundamentais para avaliar se a tendência recente do Iace efetivamente sinaliza uma reversão do ciclo econômico no médio prazo”. Em abril, o Iace apresentou aumento de 0,9% e, em março, a alta foi de 1%. Com as expansões dos últimos meses, o indicador está em 93,9 pontos em uma escala em que o nível de 2010 era de 100 pontos. O indicador agrega índices como o Ibovespa, as expectativas do consumidor, da indústria e dos serviços, o total de exportações e a produção física de bens de consumo duráveis.
Os índices selecionados, segundo a FGV, vêm se mostrando eficientes para antecipar tendências econômicas, e, com o cálculo agregado, é possível a comparação com mais 11 países e regiões: China, Estados Unidos, Zona do Euro, Austrália, França, Alemanha, Japão, México, Coréia do Sul, Espanha e Reino Unido. A FGV e o TCB também divulgaram o Indicador Coincidente Composto da Economia, que mede as condições atuais do país. O resultado foi estável pelo segundo mês seguido. Esse indicador está em 97,9 pontos, também abaixo dos 100 pontos que servem de base de comparação como atividade econômica de 2010 (ABr).