Duas CPIs aguardam indicações para funcionar

O deputado Pastor Marco Feliciano (PSC-SP) quer uma CPI para analisar o suposto uso irregular de dinheiro público por parte da União Nacional dos Estudantes (UNE).

Já a deputada Raquel Muniz (PSD-MG) propôs investigar as denúncias de pagamento indevido do seguro de danos pessoais causados por veículos automotores de vias terrestres (DPVAT), aquele que indeniza vítimas de acidentes de trânsito. Os colegiados vão se somar a outras três CPIs que já estão trabalhando na Câmara: a da Máfia do Futebol, a do Carf; e a do Incra e Funai.
O deputado Pastor Marco Feliciano (PSC-SP) disse que a ideia surgiu depois que foi hostilizado por estudantes. “O pessoal da UNE parece que não trabalha, porque não sai aqui da Câmara. Desde a votação do impeachment, eles estavam afrontando os deputados, cuspindo em deputados”.
O deputado disse que, ao pesquisar o movimento estudantil, encontrou indícios de irregularidades. “Assustadoramente, eu encontrei, no TCU, por quatro vezes, as contas da UNE rejeitadas. E não são valores pequenos, são valores que chegam a R$ 15, 16 milhões. Também descobri que no último mandato demos à UNE R$ 40 milhões em função do problema que houve na época do regime militar. Ninguém até hoje prestou contas desse dinheiro”.
A deputada Raquel Muniz quer investigar a concessão do seguro no período de 2000 a 2015. Ela assinala que são inúmeras as denúncias que mostram que o DPVAT tem sido objeto de ação de quadrilhas e bandos criminosos, que intervêm como falsos despachantes e intermediários (Ag.Câmara).

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