
Pesquisa da Robert Half revela que 65% das empresas já eliminaram candidatos por identificarem inconsistências no currículo
As brincadeiras do Dia da Mentira costumam ser inofensivas, porém, no mercado de trabalho, qualquer deslize pode custar caro. Um levantamento da 31ª edição do Índice de Confiança Robert Half (ICRH) revela que 65% dos recrutadores já eliminaram candidatos por identificarem inconsistências ou falsificações no currículo.
“Atalhos são apostas — e, nesse caso, daquelas que definitivamente não valem a pena. Embora possa parecer uma ‘estratégia’ para se destacar entre outros candidatos, recorrer a mentiras jamais será a melhor escolha. Recrutadores experientes identificam rapidamente essas inconsistências, seja por meio de entrevistas estruturadas, testes técnicos ou checagens de referência”, alerta Leonardo Berto, gerente da Robert Half.
A transparência no processo seletivo é primordial para garantir contratações bem-sucedidas. Quando profissionais inflam suas experiências ou omitem informações importantes, a credibilidade e a confiança são comprometidas, o que definitivamente reduz as chances de conquistar a vaga. Segundo recrutadores, as inverdades mais comuns incluem:
1) Experiência profissional: cargos anteriores inflados ou até inventados estão no topo da lista das inconsistências mais detectadas;
2) Habilidades técnicas: muitos profissionais superestimam seu domínio em ferramentas e conhecimentos específicos;
3) Proficiência em idiomas: alegar fluência em um idioma sem a devida comprovação é uma falsificação facilmente identificada;
4) Histórico educacional: diplomas e certificados que não existem ou que não foram validados também são pontos de alerta;
5) Motivos para desligamentos: algumas pessoas, na tentativa de evitar questionamentos, mascaram as razões de suas saídas.
“A falta de ética afeta diretamente a reputação do profissional, mesmo que ele ou ela tenha outras qualificações relevantes para a posição. A confiança é um dos ativos mais valiosos em qualquer carreira, e a melhor estratégia para se destacar continua sendo a mesma: investir em educação continuada”, reforça Berto.