Como desenvolver o empreendedorismo em tempos de crise

Anderson Vidal (*)

Cerca de 25% do total da população adulta brasileira deve se tornar empreendedora, este ano.

Dados da Global Entrepreneurship Monitor (GEM) apontam que mais de 53 milhões de pessoas já optaram por esse desafio e decidiram abrir o próprio negócio no País, nos últimos anos. E este número deve ter um grande salto, principalmente neste período de pandemia em que muitas pessoas estão procurando novas alternativas de renda.

Mesmo quem não tem familiaridade com o assunto pode se aventurar nos caminhos do empreendedorismo. Os seres humanos são dotados de criatividade – o que pode ser confirmado apenas observando uma criança. Contudo, conforme vamos crescendo e nos desenvolvendo, deixamos de lado todo o poder criativo adquirido na infância.

Uma criança não tem medo de errar, fala a verdade, pede ajuda a quem está a sua volta, tem resiliência e tolerância ao risco, além de criatividade para resolver problemas e criar soluções.

Grande parte dessas características faltam nos adultos, principalmente no decorrer dos anos com a rotina e as tarefas do dia a dia. Sonhar deixa de ser prioridade e a busca pelo sucesso ou até mesmo pelo simples sustento da família colocam as características de um grande empreendedor em stand by.

A boa notícia é que tudo pode ser retomado com um pouco de boa vontade e ânimo para trabalhar. Para isso, sugiro alguns passos: acredite em você, seja proativo, seja observador e criativo para resolver os seus problemas e, principalmente, os dos outros. Seja resiliente e tenha autonomia.

Se você é funcionário, tenha em mente que você tem um líder, assim, converse com ele e saiba onde você pode chegar, pergunte até onde sua autonomia chega. Muitas vezes, ultrapassar essa linha de forma prudente pode te destacar entre os outros. Seja otimista sempre e se inspire em pessoas de sucesso.

Estamos em um período de pandemia que gerou uma mudança de comportamento. Muitas oportunidades foram abertas, como o trabalho com os meios digitais, e as empresas que conseguiram se projetar neste período, que estiveram próximas do seus clientes, terão uma performance maior no pós-crise. Há oportunidades para microempreendedores e novas empresas, principalmente com atuação home office, o que não era muito comum antigamente.

Se a ideia é empreender mas você ainda trabalha com carteira assinada, a dica é focar no intraempreendedorismo. Começar a desenvolver as habilidades no local de trabalho pode ser o início de uma grande carreira de sucesso. Muitas parcerias e até mesmo sociedades surgem de um bate-papo com o dono do negócio.

Analise se a empresa possui um plano sólido de perfil de colaboradores, ambiente e cultura organizacional, além de uma liderança forte e estratégica. Estude as principais necessidades do mercado e os problemas que quer resolver. Nesta caminhada, é possível errar, mas é preciso corrigir o erro o mais rápido possível. Leia muito, pesquise em sites especializados e o fundamental: coloque seu conhecimento em prática todos os dias.

Para alcançar o sucesso e se destacar como empreendedor é preciso ainda ter capacidade de antecipação nas tomadas de decisão frente aos problemas, promover o pensamento criativo e crítico, apresentar melhorias dentro da organização, proatividade, buscar relevância no mercado que atua, otimismo, pensamento estratégico, autoconfiança, resiliência e muita capacidade de adaptação em terreno hostil. Há espaço para todos.

O mercado está carente de empreendedores e muitas (boas) ideias estão morrendo, neste momento, por falta de apoio e inciativa. Arrisque-se!

(*) – É CEO-Fundador da MI Consult IT.

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