A dura realidade da jornada da transformação digital

Roberto Rocha (*)

Muito se tem falado sobre o tema “Transformação Digital nas empresas”.

O interessante é que essa transformação passou a ser tratada como uma situação atual, porém esse processo já vem acontecendo nas empresas, ou pelo menos deveria estar acontecendo, há alguns anos. A partir do momento em que as empresas começaram a adotar sistemas para controlar e acompanhar seus processos produtivos, administrativos e comerciais elas iniciaram sua entrada no mundo digital.

Porém, o avanço acelerado das tecnologias, tanto as de hardware quanto as de software, e os avanços nas infraestruturas de comunicação, possibilitaram um verdadeiro salto, justificando o termo tão utilizado atualmente: “Transformação Digital”. Dois pontos muito importantes diferenciam essa revolução no mundo dos negócios das anteriores: a conectividade entre as pessoas, e a velocidade com que as informações passaram a ser divulgadas.

Uma tecnologia, ou mesmo uma ideia criada e divulgada neste exato momento no Japão pode, em questão de segundos, circular em todo o planeta. É algo que traz grandes possibilidades e preocupações maiores ainda. Mas o que talvez gere maior ansiedade nas corporações são as perguntas básicas para se implementar qualquer processo no mundo corporativo: como? quando? quanto?

A realidade da maioria das empresas, e restringindo apenas ao setor industrial, é que elas não têm profissionais e muito menos tempo para se dedicarem a um projeto de transformação digital da maneira adequada. Em um cenário onde equipamentos de última geração convivem lado a lado com maquinas de décadas atrás e que estão a pleno vapor em sua produção torna-se necessário conhecimentos específicos de automação, processos, eletrônica e sistemas para tirar o máximo proveito das novas tecnologias.

Outro grande desafio é provar para a alta gestão da empresa as vantagens e benefícios propiciados por uma implantação desse porte para que o profissional do chão de fábrica tenha uma visão clara e precisa dos indicadores de produção e detecte falhas no processo de forma preditiva. Mas, no final, é necessário monetizar esse retorno para que o projeto ganhe apoio da diretoria e dos investidores.

A estratégia mais indicada é identificar o projeto como um todo a partir de uma iniciativa mais simples que viabilize avaliar o processo de construção e o retorno do investimento (ROI), aproveitando as tecnologias disponíveis para então replicá-la de forma rápida em todo o processo produtivo. Por isso as tecnologias devem ser flexíveis e escaláveis de forma a proporcionar condições de absorver as adversidades desse cenário.

Um ponto primordial é ter uma ideia do todo e de onde se quer chegar para ter visibilidade, controle e atuação sobre os processos existentes dentro da instituição, porém tendo a condição de iniciar em processos menores para verificar a viabilidade, a relação custo x benefício, taxa de retorno de investimento e adaptações necessárias. Esse é o grande trunfo dessas tecnologias e assim conseguimos avançar de forma rápida para alcançar o todo.

É importante escolher tecnologias e parceiros que sejam mais adequados à realidade da empresa, trabalhando em conjunto desde o planejamento até a implantação e acompanhamento das soluções.

(*) – É diretor comercial da ProConcept Sistemas, especializada em consultoria, venda e implementação de soluções digitais de TI.

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