Profissionalização na piscicultura traz mais qualidade ao peixe

A aquicultura teve o maior crescimento anual da cadeia de proteína animal no Brasil nos últimos anos. Até 2019, o setor cresceu entre 8% e 9%. E mesmo com a crise provocada pela pandemia essa evolução ficou em 6%. Os números mostram a importância do segmento que chegou a 599,2 mil toneladas há dois anos, com um valor de produção total de R$ 4,7 bilhões, de acordo com dados da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil – CNA.

A profissionalização na produção de pescados é apontada pelo presidente da Comissão Nacional de Aquicultura da CNA, Eduardo Ono, como principal motivo para o desenvolvimento do setor no país. “A entrada de grandes empresas de outros segmentos da economia trouxe à Aquicultura, dentre outros benefícios, a mecanização e automação de processos, além de uma nova visão estratégica na gestão dos negócios”.

Essa mudança, na visão de Ono, influenciou na qualidade dos produtos, que também ganhou atenção do Sebrae e da Embrapa. “As duas instituições têm grande peso na evolução da cadeia produtiva da aquicultura no país”, diz o especialista. Com o suporte do Sebrae, os pequenos produtores têm conseguido investir em tecnologias que ajudam a melhorar a gestão e a qualidade do peixe. “Há mais de 15 anos que o Sebrae tornou o setor rural como atividade relevante e seu empenho ao pequeno produtor tem sido fundamental para o desenvolvimento do setor”, afirma Ono.

O executivo lembra que a atuação da Embrapa na Aquicultura é mais recente, com a criação da unidade de Pesca e Aquicultura em Palmas, no Tocantins. “A empresa trouxe um ganho excepcional para a atividade, graças ao trabalho de pesquisa e desenvolvimento em diferentes áreas”. Já Roberto Kikuo Imai, presidente do Sindicato da Indústria da Pesca no Estado de São Paulo e coordenador da 18ª edição da Semana do Pescado, analisa que a exportação é outro fator importante para a profissionalização e o aumento da qualidade dos produtos na aquicultura brasileira.

“A exigência do mercado externo fez com que produtores, fornecedores e empresários buscassem um padrão internacional, necessário para manterem-se competitivos”, afirma. “Assim, o mercado interno também se beneficiou com a oferta de pescados de melhor qualidade”.

Imai destaca, ainda, que o peixe é um alimento rico em proteínas necessárias à saúde e pode ser consumido ao longo de todo o ano. “Temos pelo menos 200 espécies no Brasil e isso é uma grande vantagem, pois o consumidor pode escolher aquela que melhor cabe em seu orçamento. E isso também torna a Semana do Pescado um evento bastante democrático”, afirma. Em sua 18ª edição, a Semana do Pescado acontece de 1º e 15 de setembro. Outras informações: (wwww.semanadopescado.com.br).

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