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Cajueiro-anão resiste à estiagem e mantém alta produção no Semiárido nordestino

em Agronegócio
terça-feira, 23 de setembro de 2025

O cajueiro-anão, tecnologia desenvolvida pela Embrapa Agroindústria Tropical (CE), vem se consolidando como uma opção de renda sustentável para agricultores familiares do Semiárido nordestino, mesmo em épocas de estiagem severa. Resistente à escassez hídrica e ao ataque de doenças e pragas, como a mosca-branca, ele comprovou a sua viabilidade durante a seca que destruiu várias culturas no Nordeste entre 2012 e 2017. É capaz de produzir mais de 1.000 quilos de castanha por hectare – mais de duas vezes a média nacional – desde que seguidas as práticas de manejo recomendadas para cada etapa do cultivo. Além de ganhos econômicos, a inovação contribui para a permanência das famílias no campo.

A rusticidade da espécie vem de mecanismos fisiológicos únicos. Diferente de muitas plantas, cujas folhas caem para evitar perda de água, o cajueiro mantém a folhagem verde, reduzindo a transpiração sem interromper a fotossíntese, processo essencial para a sua sobrevivência. Também consegue melhorar a absorção de água do solo e até aproveitar a umidade da madrugada, típica das noites mais amenas do sertão (Embrapa).