Sob o slogan “Carne do Futuro”, um grupo formado por 74 pecuaristas de Mato Grosso está promovendo uma revolução silenciosa no campo. Unidos pela meta de produzir carne sustentável e com rastreabilidade completa, os criadores estão adotando práticas de agricultura regenerativa e sistemas de controle ambiental que prometem agregar valor à carne bovina mato-grossense e fortalecer a imagem da pecuária brasileira no exterior.
Juntos, os participantes do projeto somam cerca de 200 mil cabeças de gado para abate — o equivalente a 0,1% do rebanho nacional, estimado em 220 milhões de animais. A meta do grupo é ambiciosa: alcançar 300 mil cabeças até o próximo ano, ampliando o impacto das ações sustentáveis no setor.
Criado há apenas sete meses, o movimento quer mudar a narrativa ambiental sobre a pecuária, frequentemente associada a desmatamento e emissões de carbono. “A ideia é quebrar estereótipos que associam a pecuária brasileira a danos ao meio ambiente. Nossa missão é difundir informações sobre as boas práticas e tecnologias que estão promovendo a sustentabilidade, com base em fatos e dados”, explica Luciano Resende, porta-voz e liderança do grupo.
Resende destaca que a transparência é essencial para conquistar a confiança dos consumidores.



