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Café indígena da Amazônia bateu recorde de pontuação

em Agronegócio
terça-feira, 20 de outubro de 2026

Durante décadas, o Robusta ficou à sombra do arábica no Brasil, usado em blends e longe das prateleiras de cafés especiais. Essa percepção está mudando, e parte da virada vem da Amazônia. Nesta quarta-feira (14), em Cacoal (RO), a Rituais Cafés Especiais, do Grupo 3corações, premiou os melhores cafés da 8ª edição do Concurso Tribos. O campeão, Manasses Oykoeter Suruí, da comunidade Paiter Suruí, alcançou 91,11 pontos, muito acima da marca de 80 pontos que define um café especial. A edição deste ano recebeu 150 amostras, batendo o recorde não só de inscrições, mas também na quantidade de mulheres indígenas inscritas e alcançando o maior volume de cafés 90+ pontos da história do concurso.

A premiação ressalta o ciclo sustentável do Projeto Tribos, que, desde 2019, conecta quem produz a quem consome e busca dar protagonismo e oportunidades aos produtores. O projeto, alinhado aos pilares de protagonismo do indígena, produção de cafés de qualidade e proteção da floresta, reverte 100% do lucro às comunidades indígenas e, atualmente, reúne 169 famílias de 35 aldeias e sete etnias, com impacto em cerca de 2.000 indígenas, somando R$ 20 milhões em investimentos totais.

“Chegar ao patamar de 90+ pontos prova que, quando unimos empreendedorismo, conhecimento e um ciclo sustentável, não há limites para a prosperidade fruto do Robusta Amazônico”, ressalta Patricia Carvalho, Líder do Projeto Tribos no Grupo 3corações.

Negócios em Pauta 16/10/2026 | Jornal Empresas & Negócios