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Procura por mais crédito empresarial cresce 11% no último ano

em Economia
sexta-feira, 02 de outubro de 2026
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Serviços e agropecuária lideram o ranking, por setor

A busca das empresas brasileiras por recursos financeiros registrou crescimento de 11,2% (na média nacional) no acumulado dos últimos 12 meses até agosto. Na análise por porte, as micro e pequenas empresas (MPEs) apresentaram a maior variação, de 11,4%. Na sequência, aparecem as grandes empresas (8,1%) e as médias (4,9%). Todas as Unidades Federativas (UFs) da região Sudeste registraram crescimento, no mesmo período, mostram os dados do Indicador de Demanda das Empresas por Crédito da Serasa Experian, primeira e maior datatech do país. Por unidade federativa, no entanto, a necessidade gritou mais alto, liderando a procura os estados de Mato Grosso do Sul (25,5%), Roraima (21,4%) e Paraíba (19,6%).

Entre os estados, São Paulo apresentou variação de 13,0%, seguido por Minas Gerais (12,6%), Espírito Santo (6,7%) e Rio de Janeiro (3,4%). Para a economista-chefe da Serasa Experian, Camila Abdelmalack, o avanço ocorre em um cenário no qual o crédito permanece importante para a gestão financeira das empresas, apesar das condições restritivas. “A procura por crédito continua sendo impulsionada pela necessidade de gestão de caixa das empresas. Em um ambiente de juros elevados, desaceleração da atividade e inadimplência recorde, muitas companhias, sobretudo as pequenas e médias, têm recorrido a financiamento para administrar o descasamento entre o ciclo de recebimentos e as despesas operacionais, pressionando a demanda por recursos de curto prazo”, explica.

Ela ainda acrescenta que “ao mesmo tempo, a dinâmica da oferta começa a mostrar uma acomodação menos intensa. A concessão de crédito às empresas, que vinha desacelerando de forma expressiva diante da deterioração dos indicadores de risco e do elevado custo financeiro, passou a encontrar algum suporte nas operações de capital de giro de curto prazo amparadas por fundos garantidores. Esses mecanismos ajudam a mitigar parte do risco das instituições financeiras e contribuem para preservar o acesso ao crédito em um ambiente que permanece desafiador para empresas e credores”.

Serviços lideraram

Na análise por setores, todas as categorias registraram crescimento no acumulado dos últimos 12 meses até agosto. Mas é Serviços que apresenta a maior variação, de 17,0%, seguido pela Agropecuária (16,2%), Indústria (8,4%) e Comércio (6,8%).

“O crescimento mais intenso em Serviços e Agropecuária ocorre em segmentos com dinâmicas bastante distintas, o que reforça o caráter disseminado da procura por crédito. Ao mesmo tempo, esse avanço precisa ser analisado em um ambiente no qual o custo financeiro permanece elevado e a economia apresenta sinais mais claros de desaceleração. Nesse contexto, o acesso a recursos continua importante tanto para financiar a atividade quanto para administrar necessidades de caixa ao longo do ciclo operacional”, analisa Camila.

MS tem curva acima

Na análise por Unidades Federativas (UFs), todas registraram crescimento da procura empresarial por crédito no acumulado dos últimos 12 meses até agosto. Mato Grosso do Sul (25,5%) apresentou a maior variação do país, seguido por Roraima (21,4%) e Paraíba (19,6%). Na sequência aparecem Distrito Federal (14,5%) e Mato Grosso (14,1%). Enquanto isto, na outra ponta, os menores crescimentos foram observados no Rio de Janeiro (3,4%), Espírito Santo (6,7%) e Santa Catarina (7,6%).

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