
Automatizar processos é uma das alternativas para aumentar a eficiência, a padronização e a qualidade na produção de café. Mas, em um setor formado por propriedades de diferentes dimensões, a decisão de investir em tecnologia também passa pela necessidade de encontrar equipamentos cuja capacidade seja compatível com o volume processado e com a realidade de cada operação.
Um levantamento inédito do Sebrae aponta que 54% dos produtores de café do país são pequenos negócios, concentrados em propriedades com menos de 20 hectares. O estudo, realizado a partir da Pesquisa Nacional de Segmentação dos Produtores de Café, ouviu 1.102 produtores em 14 estados. Produtores de médio porte representam 38% do total, enquanto os de grande porte correspondem a 8%.
“Os números mostram a diversidade da cafeicultura brasileira e a importância de considerar diferentes escalas na oferta de tecnologias para o setor. Para uma operação que processa volumes menores, por exemplo, um equipamento desenvolvido para uma capacidade muito superior à demanda pode representar um investimento desproporcional à sua realidade. Nesse caso, a questão não é ter menos tecnologia, mas contar com uma solução dimensionada para aquilo que efetivamente será produzido e processado”, explica Johnny Manke, coordenador de engenharia da unidade de selecionadoras da Selgron.



