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Cibersegurança: 95% das equipes enfrentam lacunas de habilidades

em Tecnologia
sexta-feira, 14 de agosto de 2026

A falta de competências técnicas tornou-se um dos principais riscos para as equipes de cibersegurança. O Cybersecurity Workforce Study 2025, da ISC2, ouviu 16.029 profissionais e gestores e identificou que 95% das equipes apresentam ao menos uma lacuna de habilidades. Para 59%, as necessidades são críticas ou significativas, e 88% já observaram alguma consequência. Inteligência artificial lidera as competências em falta, citada por 41% dos entrevistados, seguida por segurança em nuvem, com 36%.

A atualização do setor ocorre em escala global e em ritmo acelerado. Alertas de fabricantes, relatórios de vulnerabilidade, orientações sobre novas ameaças, documentação de plataformas e discussões entre especialistas circulam frequentemente em inglês. Durante um incidente, a dificuldade para interpretar uma recomendação ou explicar o que ocorreu pode atrasar decisões em áreas nas quais cada minuto conta.

Para Reginaldo Kaeneêne, CEO e fundador da KNN Idiomas, o idioma precisa ser relacionado às tarefas reais da profissão. “O especialista pode precisar ler um alerta sobre uma vulnerabilidade recém-descoberta, abrir um chamado com um fornecedor internacional, explicar um ataque a uma equipe global ou participar de uma reunião durante uma crise. Falar inglês amplia o acesso à informação e dá mais autonomia para agir nesses momentos”, afirma.

No Brasil, a formação profissional integra a Estratégia Nacional de Cibersegurança (E-Ciber), que prevê educação, capacitação, pesquisa, proteção de serviços essenciais e cooperação internacional. Em julho de 2026, o Comitê Nacional de Cibersegurança também lançou o modelo Cimbra, destinado a avaliar a maturidade de empresas, órgãos públicos e do país. Termos como threat intelligence, incident response, zero trust, data breach e access control já fazem parte desse ambiente profissional.