A resistência parasitária tem se mostrado um dos principais desafios da pecuária bovina, impactando diretamente a produtividade e elevando os custos de produção. Observada no Brasil há décadas, a resistência atingiu um cenário de atenção para o setor. Essa condição ocorre quando parasitas sobrevivem às moléculas que antes eram eficazes no controle, situação causada pelo uso indiscriminado e não estratégico de antiparasitários. Dessa forma, ao se reproduzirem, as novas gerações de parasitas passam a desenvolver a capacidade hereditária de resistir a essas substâncias.
Estudos realizados no Brasil apontam que a resistência parasitária já é uma realidade disseminada nos rebanhos. Vermes gastrointestinais como Haemonchus, Cooperia, Trichostrongylus e Oesophagostomum apresentam resistência a diferentes classes de vermífugos, e o mesmo cenário é observado no controle do carrapato bovino. No Rio Grande do Sul, por exemplo, 95% das amostras analisadas apresentaram resistência a pelo menos um carrapaticida, sendo que 45% mostraram resistência a quatro ou mais produtos (Fonte: Zoetis.com.br).



