O preço dos alimentos e dos combustíveis pressionaram o bolso do brasileiro em abril e fizeram a prévia da inflação do mês fechar em 0,89%. O resultado fica acima do apurado em abril (0,44%) e é o maior desde fevereiro (1,23%). Em 12 meses, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), conhecido como prévia da inflação oficial, acumula 4,37%. Nos 12 meses terminados em março, o IPCA-15 estava em 3,9%.
Os dados foram divulgados ontem (28) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Para chegar à prévia da inflação do mês, o IBGE pesquisa o preço de nove grupos de produtos e serviços. Dentro do grupo alimentação e bebida, o resultado foi influenciado, principalmente, pela alta na alimentação no domicílio, que acelerou de 1,10% em março para 1,77% em abril.
O economista-chefe da Associação Paulista de Supermercados (Apas), Felipe Queiroz, diz que um dos motivos para a alta nos alimentos é o processo de entressafra. “A menor produção de alguns itens, inclusive leite, tem pressionado o indicador”, afirma.
A alta do grupo transportes é explicada pelos combustíveis, que subiram 6,06% no mês. De todos os 377 subitens (produtos e serviços) pesquisados pelo IBGE, a gasolina foi o que mais pressionou o IPCA-15, com alta de 6,23%, o que representa impacto de 0,32 p.p. O óleo diesel subiu 16% no mês, com impacto de 0,04% (ABr).
Gasolina aditivada é a melhor opção para pegar estrada? – Jornal Empresas & Negócios


