Consumidores passam a valorizar interações mais frequentes, íntimas e emocionalmente relevantes
O comportamento do consumidor vive uma transformação silenciosa, porém profunda: a valorização crescente de pequenas experiências, frequentes e emocionalmente significativas, em detrimento de grandes campanhas pontuais e espetaculares. Esse movimento, identificado por importantes estudos globais, tem redefinido as estratégias de comunicação e impulsionado a ascensão das chamadas microexperiências no live marketing.
Segundo o relatório WGSN – Future Consumer 2026, publicado em 2025, os consumidores estão cada vez mais interessados em experiências que proporcionem pequenas doses constantes de alegria, bem-estar e conexão emocional, em resposta direta ao esgotamento mental, à sobrecarga digital e ao excesso de estímulos da vida contemporânea.
O estudo aponta que 49% das pessoas afirmam estar mais propensas a comprar de marcas que proporcionem sensações de alegria no cotidiano, evidenciando a força dos pequenos momentos na construção de vínculo emocional com o consumidor.
Nesse cenário, marcas passam a investir menos em grandes ações isoladas e mais em estratégias contínuas de ativação, com eventos menores, experiências locais, ações sensoriais e interações personalizadas.
“Analisando esses estudos, percebemos que o consumidor não busca mais ser impactado uma vez por ano, mas sim sentir a presença da marca de forma constante, humana e relevante. Pequenas ativações, quando bem pensadas, criam vínculos muito mais profundos do que grandes campanhas pontuais”, afirma Gustavo Costa, CEO da LGL Case, agência brasileira especializada em live marketing, brand experience e cross marketing.
A tendência também dialoga com o estudo Accenture Life Trends 2025, publicado em janeiro de 2025, que destaca o crescimento da busca por experiências mais autênticas, humanas e emocionalmente conectadas, em contraponto ao avanço acelerado da tecnologia e da inteligência artificial.
Para o mercado de live marketing, esse novo comportamento impulsiona formatos mais ágeis, modulares e recorrentes, como ativações itinerantes, eventos de menor porte, experiências urbanas e projetos de engajamento contínuo.
“O sucesso das marcas será medido menos pelo tamanho de seus eventos e mais pela qualidade, frequência e impacto emocional das interações que constroem com seus públicos.”, complementa Gustavo.


