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Nunca é tarde para cuidar do seu dinheiro e garantir uma aposentadoria mais tranquila

em Mercado
sexta-feira, 04 de julho de 2025

Educadora Luciana Pavan, fundadora da 90 Segundos de Finanças, mostra como mulheres e homens acima dos 50 anos podem reorganizar as finanças e conquistar mais autonomia

A maturidade é um momento de conquistas, experiências e, também, de novos desafios. Entre eles, está o cuidado com o próprio bem-estar financeiro. Para muitas mulheres e homens acima dos 50 anos, organizar as finanças pode parecer difícil – especialmente após uma vida de dedicação à família, à casa ou a jornadas de trabalho duplas.

Mas, segundo a educadora financeira Luciana Pavan, fundadora da plataforma 90 Segundos de Finanças, nunca é tarde para começar a planejar um futuro mais tranquilo.

“Com um bom planejamento, mesmo que tardio, é possível evitar dívidas, montar uma reserva e viver com mais autonomia e segurança. Educação financeira também é assunto para quem está na melhor idade”, afirma Luciana, que desde 2016 orienta pessoas de todas as idades com uma linguagem acessível e acolhedora.

Mulheres: protagonismo e independência financeira
Segundo Luciana, muitas mulheres chegam à aposentadoria sem preparo financeiro, o que se deve a fatores históricos e sociais: diferença salarial, afastamento do mercado de trabalho por conta da maternidade e a antiga crença de que finanças “não eram coisa de mulher”.

Além disso, muitas se veem hoje cuidando de netos, da casa e com renda reduzida – o que torna ainda mais essencial saber lidar com o dinheiro. “Falar de finanças é uma forma de cuidar da saúde mental e da qualidade de vida. Informação é liberdade. E não importa a idade, sempre é tempo de dar esse passo”, reforça.

O que fazer na prática?
O primeiro passo é simples: anotar, com calma, todos os ganhos e gastos do mês. Papel e caneta já bastam. Em seguida, é hora de cortar excessos, renegociar dívidas e tentar guardar um pequeno valor todos os meses. “Hoje, já é possível investir a partir de R$30. O mais importante é criar o hábito”, aconselha.

Luciana também destaca o poder da economia comportamental para ajudar na criação do hábito de poupar. “Nosso cérebro tende a ver o ‘eu do futuro’ como alguém distante. Por isso, automatizar os aportes é uma estratégia eficiente: o dinheiro já sai da conta antes mesmo de a gente pensar em gastar.”

E quem ainda não começou a poupar?
Mesmo quem nunca investiu pode dar os primeiros passos. “Para quem está na casa dos 50 ou 60 anos, a dica é: não desanime. É possível reorganizar as finanças e buscar alternativas para garantir uma aposentadoria mais confortável”, afirma a especialista.
Além da previdência privada, Luciana recomenda diversificar, dependendo do seu perfil e faixa etária: investir em produtos de longo prazo, considerar a renda com imóveis ou até mesmo desenvolver uma atividade complementar, como consultorias ou mentorias. “A ideia é montar um plano que respeite a realidade de cada pessoa, com metas possíveis e consistentes.”

Educação financeira para toda a família
Luciana reforça que falar sobre dinheiro com filhos e netos é essencial – e também um exemplo valioso. Criar o hábito de investir desde cedo, mesmo com quantias pequenas, pode fazer toda a diferença no futuro da próxima geração.

“Educação financeira vai além dos números. É uma ferramenta para tomar decisões melhores e romper ciclos de endividamento. Quanto mais cedo começarmos, melhor. Mas sempre há tempo de começar”, finaliza.