410 views 6 mins

1 em cada 3 empresas não possuem estratégias específicas para a Geração Z

em Destaques
quarta-feira, 18 de junho de 2025

InstitutoZ, da Trope, em parceria com a MMA Latam, afirmam que se o mercado quer atingir essa geração, precisa parar de repetir a mesma fórmula como se fosse novidade

A Geração Z, pessoas de 15 a 29 anos, é conhecida por ditar tendências e influenciar outras gerações. Por isso, cada vez mais as marcas querem conseguir atingi-la, porém, 1 em cada 3 empresas não possuem estratégias específicas para esse público-alvo. O dado é da pesquisa ‘Quais as dificuldades das empresas brasileiras com a Geração Z?’, feita pelo InstitutoZ, instituto de pesquisa e capacitação das novas gerações da Trope, consultoria de GenZ e Alpha, junto com a MMA Latam, e com apoio da Share.

Com o objetivo de compreender os principais desafios enfrentados pelas empresas em relação ao comportamento, carreira, comunicação e estratégias de negócios para a Geração Z, a pesquisa aponta que 32% dos profissionais respondentes afirmaram que as suas empresas não utilizam uma estratégia específica para lidar com a GenZ. Entre as empresas que adotam alguma estratégia, 35% consideram que são eficientes, 6% afirmaram que não são eficientes e 27% não sabem avaliar sua efetividade.

Segundo Luiz Menezes, fundador da Trope, isso acontece com certa frequência porque o mercado segue repetindo a mesma fórmula como se fosse novidade e muitas marcas só decidiram se movimentar para ‘fazer alguma ação’ para não serem vistas como ultrapassadas ou como aquelas que ficaram para trás em comparação com outras. Porém, o problema é que não entendem de fato a Geração Z, o que inviabiliza a criação de estratégias assertivas.

“Em um país continental como o Brasil, não dá para afirmar que a Geração Z do Norte se comporta como a do Sul, pois os recortes de classe impactam. E o maior erro das empresas é usar apenas da segmentação demográfica como forma de tentar atingir os novos consumidores. O famoso: se a estratégia está segmentada para 13 a 24 anos, automaticamente me conectaria com a GenZ. Sendo que o principal é saber que toda a conjuntura estratégica foi desenhada para a Geração Z, e não apenas nas etapas de comunicação, mas também em pesquisa, produto, canais, entre outros”, explica Luiz.

De acordo com a pesquisa, 48% dos respondentes afirmaram utilizar a comunicação nas redes sociais como principal abordagem para atingir a GenZ. Outros 24% relataram fazer parcerias com influenciadores, enquanto 18% destacaram a personalização de produtos e serviços como estratégia. Além disso, 13% mencionaram projetos sociais de sustentabilidade como forma de se conectar com esse público. No entanto, a Geração Z sabe muito bem quem fala com ela e quem apenas fala sobre ela.

Para Fabiano Lobo, CEO da MMA Latam, é cada vez mais essencial que as empresas comecem a adotar estratégias específicas para a Geração Z, traçando novos caminhos e abordagens, considerando toda a complexidade dessa parcela da sociedade. “Surfar no hype do momento ou apostar em uma ação pontual é sempre algo tentador, mas será que é suficiente para manter esses consumidores, que também são profissionais, engajados com a marca? O olhar de longo prazo também é essencial para se conectar de verdade”, pontua.

Além disso, vale destacar que essa geração consegue notar quando algo está sendo forçado e não sendo feito de forma orgânica ou natural. E indo mais a fundo, muitas empresas não levam em consideração que, atualmente, fazer marketing para as novas gerações não é mais capaz de resolver todos os problemas de negócio de uma marca. Afinal, vender para a Geração Z é sobre pensar em estratégias de negócios para essas novas gerações.

Luiz acredita que as marcas não estão sabendo fazer influência para a GenZ porque não conseguem cocriar de verdade, o que torna direcionamentos estratégicos – marketing, comunicação, produto e P&D, canais e vendas, e logística – superficiais e sem vínculos reais com o público. “A Geração Z precisa ser vista como formadora de opinião e motor de consumo. Para isso, as marcas precisam trazer ofertas que atendam às expectativas dos novos consumidores, criando uma jornada completa de experiência alinhada com seus respectivos comportamentos, garantindo relevância agora e crescimento futuro”, finaliza.