Situação política não afeta relações com o Brasil, diz diplomata chinês

Diplomanta Zhu Qingqiao: “as estatais chinesas priorizam o investimento de longo prazo no Brasil”.

As mudanças na situação política brasileira não afetam as relações bilaterais e o desenvolvimento de uma cooperação pragmática com a China, disse na sexta-feira (19) o diretor-geral do Departamento de América Latina e Caribe do Ministério das Relações Exteriores chinês, Zhu Qingqiao

Ele destacou que as estatais chinesas priorizam o investimento de longo prazo no Brasil e demais países latino-americanos e caribenhos.
“Quando temos uma cooperação com os países, como o Brasil, temos que ter uma visão de longo prazo e estratégica para desenvolver uma cooperação duradoura”, afirmou o diplomata, em entrevista coletiva na sede da representação diplomática, em Pequim. Segundo Zhu Qingqiao, as empresas chinesas, quando fazem investimentos, dão importância às potencialidades do mercado. “Os problemas políticos e econômicos podem, no curto prazo, aumentar os riscos para a cooperação entre as empresas, mas, em geral, não vão causar significativas mudanças”, acrescentou.
Para o representante do governo chinês, em momentos de crise, as empresas podem tomar medidas empreendedoras que tragam resultados favoráveis no longo prazo. “Desde o ano passado, as empresas chinesas são muito ativas na aquisição de empresas brasileiras”. O país asiático investiu US$ 10 bilhões no Brasil no ano passado, e o estoque acumulado de investimentos chega a US$ 30 bilhões. Os investimentos concentram-se na área de infraestrutura, sobretudo energia e transportes, e no setor agropecuário.
Zhu Qingqiao destacou que o Brasil representa um terço dos intercâmbios comerciais chineses na América Latina e no Caribe. Ressaltou a complementaridade das duas economias, pois a pauta exportadora do Brasil para a China concentra-se em commodities agrícolas, minerais e proteína animal. As exportações chinesas estão baseadas em produtos manufaturados.
Desde 2009, a China é o principal parceiro comercial do Brasil. Segundo o Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços brasileiro, o intercâmbio comercial entre os dois países em 2016 foi de US$ 58,49 bilhões. As exportações do Brasil para a China totalizaram US$ 35,13 bilhões com um superávit brasileiro de US$ 11,76 bilhões (ABr).

Confiança do empresário industrial tem alta em maio

Os empresários da indústria farmacêutica foram os que apresentaram maior confiança.

O Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI) registrou 53,7 pontos neste mês, com alta de 0,6 ponto em maio frente a abril. Esse aumento do indicador reverte parcialmente a queda de 0,9 ponto assinalada em abril. As informações são da pesquisa divulgada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). Índices acima de 50 pontos mostram industriais confiantes; abaixo dessa linha, indicam empresários com falta de confiança.
Em relação a maio do ano passado, o índice está 12,5 pontos maior. No entanto, o índice ainda não ultrapassou sua média histórica de 54 pontos.
Dos componentes do ICEI, os empresários percebem que há piora nas condições atuais, cujo indicador foi de 46,3 pontos, abaixo da linha dos 50 pontos. Já as expectativas são positivas, com índice de 57,4 pontos.
Empresários da maioria dos setores estão confiantes em maio. Dos 32 setores analisados na pesquisa, apenas seis apresentam ICEI abaixo dos 50 pontos: impressão e reprodução de gravações; outros equipamentos de transporte; serviços especializados para a construção; madeira; minerais não metálicos; e coque e derivados do petróleo.
Os setores que apresentaram maiores índices de confiança foram: farmoquímicos e farmacêuticos (58,9 pontos), indústria extrativa (57,6 pontos) e manutenção e reparação (56,9 pontos). O levantamento foi feito entre 2 e 12 deste mês com 3.008 empresas. Dessas, 1.231 são de pequeno porte, 1.097 são médias e 680 grandes (ABr).

CAÍRAM AS VENDAS DE PRODUTOS SIDERÚRGICOS EM ABRIL

São Paulo - As vendas internas de produtos siderúrgicos caíram 12,8% em abril na comparação com o mesmo mês de 2016. No mês, a produção brasileira de aço bruto foi de 2,9 milhões de toneladas, 25,9% maior que no mesmo mês de 2016. A produção de laminados foi de 1,9 milhão de toneladas, aumento de 15,2% sobre abril de 2016. O consumo aparente somou 1,4 milhão de toneladas, queda de 9,0%. As importações cresceram 36,6% em volume, para 153 mil toneladas, e 20,6% em valor, para US$ 152 milhões em abril ante o mesmo mês do ano anterior. Por sua vez, as exportações caíram 18,4% em volume para 826 mil de toneladas e aumentaram 19,3% em valor para US$ 457 milhões na mesma comparação. No acumulado de quatro meses, a produção brasileira de aço bruto cresceu 14,5% para 11,1 milhões de toneladas ante o mesmo período de 2016, sendo que a de laminados foi a 7,3 milhões de toneladas, alta de 8,9%.
No período, as vendas internas caíram 3,6% para 5,2 milhões de toneladas em relação ao mesmo período de 2016, enquanto o consumo aparente cresceu 1,4%, para 5,9 milhões de toneladas.Ainda no acumulado de janeiro a abril, as importações cresceram 64,6% para 790 mil toneladas, e 33,6% em valor, a US$ 676 milhões. Já as exportações subiram para 4,6 milhões de toneladas e valor de US$ 2,3 bilhões, crescimento, respectivamente, de 8,9% e 46,8% em valor na mesma base de comparação (AE).

Índice de Confiança do Consumidor registrou estabilidade em abril

Em abril, o Índice de Confiança do Consumidor (ICC) do município de São Paulo ficou praticamente estável ao alcançar 109,0 pontos em abril, levemente abaixo dos 109,4 pontos apurados em março. Na comparação com abril de 2016, quando o indicador marcava 87,7 pontos, porém, houve crescimento expressivo de 24,3%. A pesquisa é realizada mensalmente pela FecomercioSP e a escala de pontuação varia de zero (pessimismo total) a 200 (otimismo total).
O Índice das Condições Econômicas Atuais (ICEA) cresceu 6,8%, ao passar de 66,8 pontos em março para 71,3 pontos em abril. Em relação a abril do ano passado, o índice registrou alta de 37,5%. Por outro lado, o Índice de Expectativas do Consumidor (IEC), outro componente do ICC, registrou queda de 2,6% ao passar de 137,8 pontos em março para 134,1 pontos em abril. No comparativo anual, o IEC anotou alta de 20,3%.
Segundo a assessoria econômica da FecomercioSP, a melhora na situação econômica atual está ancorada basicamente na queda persistente da inflação, que acaba criando o efeito renda; e a queda dos juros abre expectativa para melhoria de condições de crédito das famílias. A queda da confiança em relação ao futuro denota a insegurança do consumidor com o cenário político instável que vigora no País que, segundo a Entidade, coloca em risco a definição das reformas necessárias para o equilíbrio fiscal (AI/FecomercioSP).

Venda de energia por pequenas hidrelétricas

A Comissão de Trabalho e Serviço Público, da Câmara, aprovou proposta que permite a concessionárias de energia elétrica comprar energia de centrais hidrelétricas de pequeno porte (PCHs), usinas com capacidade de 100 a 30.000 quilowatts (kW). A ideia é que a aquisição corresponda a no mínimo 5% do volume de energia que a empresa injeta no sistema.
Pela versão original do projeto de lei do deputado Fernando Francischini (SD-PR), tanto a compra quanto o percentual mínimo eram obrigatórios.
Mas, o relator, deputado Jorge Côrte Real (PTB-PE), optou por deixar a medida facultativa. “A obrigatoriedade poderá resultar em uma demanda por PCHs em áreas onde já se tem o suprimento energético necessário ou poderá alterar a atual distribuição existente em áreas em que está sistematizada a distribuição”, argumentou.
A legislação atual já faculta às distribuidoras de energia a contratarem 10% de sua carga por meio do sistema de geração distribuída, independentemente da capacidade instalada da central hidrelétrica. A proposta tramita em caráter conclusivo e será analisada ainda pelas comissões de Minas e Energia; e de Constituição e Justiça (Ag.Câmara).

 

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