Mercado financeiro eleva estimativa para inflação pela quinta vez

A estimativa para a expansão do PIB foi mantida em 0,34%.

O mercado financeiro aumentou pela quinta semana seguida a projeção para a inflação este ano

Desta vez, o cálculo para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subiu de 3,50% para 3,51%. A estimativa consta do boletim Focus, uma publicação divulgada no site do Banco Central (BC) todas as semanas, com projeções para os principais indicadores econômicos.
Para 2018, o IPCA foi mantido em 4,20% há cinco semanas consecutivas. As estimativas para os dois anos permanecem abaixo do centro da meta de 4,50%, que deve ser perseguida pelo BC. Essa meta tem ainda um intervalo de tolerância entre 3% e 6%.
Para alcançar a meta, o BC usa como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic, atualmente em 9,25% ao ano. Quando o Copom aumenta a Selic, a meta é conter a demanda aquecida, e isso gera reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança.
Já quando o Copom diminui os juros básicos, a tendência é que o crédito fique mais barato com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle sobre a inflação. A expectativa do mercado financeiro para a Selic ao final de 2017 e de 2018 segue em 7,50% ao ano. A estimativa do mercado financeiro para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB, a soma de todos os bens e serviços produzidos no país), foi mantida em 0,34% este ano e em 2%, em 2018 (ABr).

PIB caiu 0,24% no segundo trimestre, diz pesquisa da FGV

O Produto Interno Bruto (PIB, a soma de todos os bens e serviços produzidos no país), recuou 0,24% no segundo trimestre deste ano na comparação com o primeiro trimestre. A informação é do Monitor do PIB, divulgado ontem (21), no Rio de Janeiro, pela Fundação Getulio Vargas (FGV).
Segundo a pesquisa, no primeiro trimestre o PIB tinha registrado alta de 0,99%. Na comparação com o segundo trimestre de 2016, o recuo foi ainda maior: 0,30%. O principal destaque negativo neste tipo de comparação foi a queda de 1,8% da indústria, influenciada pela redução de 7,4% do setor da construção.
Sob a ótica da demanda, os investimentos tiveram um recuo de 5,1%. Por outro lado, o consumo das famílias avançou 0,6%, depois de nove trimestres consecutivos de queda. O resultado positivo foi influenciado pelos consumos de bens duráveis (3,8%), semiduráveis (7,3%) e não duráveis (0,5%).
Analisando-se apenas o mês de junho, o PIB cresceu 2,65% na comparação com maio, depois de uma queda de 5,79% na passagem de abril para maio (ABr).

Setor de serviços paulista cria 42.981 empregos formais no primeiro semestre

Depois de quatro meses de saldo positivo no mercado de trabalho formal, o setor de serviços do Estado de São Paulo voltou a apontar retração na movimentação da mão de obra celetista. Em junho, foram perdidos 2.468 trabalhadores formais, resultado de 169.922 admissões contra 172.390 desligamentos. Em contrapartida, no acumulado do primeiro semestre do ano, foram criados 42.981 postos de trabalho, o que demonstra recuperação do setor após o pior primeiro semestre desde 2007, quando foram perdidos 33.126 empregos em 2016.
No somatório dos últimos 12 meses, porém, foram perdidos 54.404 postos de trabalho - segunda vez consecutiva que se registra saldo negativo para o mesmo período. Com isso, o estoque ativo atingiu 7.337.097 de trabalhadores em junho, queda de 07% na comparação com o mesmo de 2016. Os dados compõem a Pesquisa de Emprego, realizada mensalmente pela FecomercioSP com base nos dados do Ministério do Trabalho.
Entre as 12 atividades pesquisadas, apenas os serviços médicos, odontológicos e serviços sociais (2,2%) apresentaram alta no estoque de empregos com relação a junho de 2016. Os destaques negativos foram vistos nas atividades de transporte e armazenagem (-3,1%); artes, cultura e esportes (-1,8%) e financeiras e de seguros (-1,7%). No caso das ocupações, em junho os professores de ensino superior lideraram a perda de empregos, com 3.132 vagas encerradas. Em segundo lugar ficaram os professores de nível superior, na educação infantil e ensino fundamental, com perda de 1.209 postos de trabalho.

 
 
 

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