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Banco Mundial anuncia crescimento para América Latina em 2017 e 2018

em Manchete Principal
quarta-feira, 11 de outubro de 2017
Novo estudo discute formas de tornar a América Latina menos dependente dos preços das matérias-primas.

Novo estudo discute formas de tornar a América Latina menos dependente dos preços das matérias-primas.

O Banco Mundial anunciou, em Washington, que a economia da América Latina e do Caribe terá uma expansão de 1,2% este ano, puxada pela América do Sul. Já para 2018, o crescimento latino-americano será quase o dobro, ficando em 2,3%. Já o Brasil, depois de dois anos de recessão, crescerá 0,7% em 2017 e 2,3% em 2018, segundo os dados do relatório semestral do economista-chefe do banco para a América Latina e Caribe, Carlos Végh, que se concentra na conexão entre as políticas fiscal e monetária. Gerenciá-las de forma equilibrada será fundamental para a região retomar um crescimento econômico sustentável, disse o especialista.
Ele afirmou que a América Latina e o Caribe não poderão contar agora com fatores externos, como o aumento do preço das matérias-primas e a influên­cia positiva de países como a China. Um passo importante para isso é a implementação de políticas econômicas contracíclicas. Ou seja: aquelas que usam os períodos de bonança para baixar o gasto público e subir as taxas de juros, de modo a formar uma reserva para os períodos de crise.
O Brasil, com uma trajetória procíclica, é uma exceção à tendência latino-americana. No fim da primeira década dos anos 2000, aproveitando o bom momento da economia, o país aumentou muito seus gastos públicos e, em 2011, cortou os juros de forma agressiva. O Banco Central voltou a subir a taxa básica entre 2012 e 2016, quando a economia do país desacelerou e, depois, entrou em recessão. Esses movimentos impactaram não só o orçamento do país, mas também a população.
Segundo o Banco Mundial, por si só a adoção de políticas contracíclicas não garante a retomada de um crescimento forte e sustentável. Além disso, não é fácil colocá-las em ação quando existe pouco espaço fiscal, como agora: 28 dos 32 países da a América Latina e Caribe fecharão 2017 com saldo negativo.
Por esses motivos, o documento também alerta para a necessidade de reorganizar os gastos públicos de modo responsável e promover reformas para modernizar a economia. Assim, podem sobrar mais recursos para investir em infraestrutura, educação, saúde e outros serviços (ONU News).