ISSN: 2595-8410 Contato: (11) 3043-4171

Consumidor inadimplente deve, em média, pouco mais de R$ 3.200

Dados apurados pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) mostram que, após atingir crescimento recorde no auge da recessão econômica, a inadimplência do consumidor dá sinais de desaceleração.

Consumidor temporario

A maior parte dos inadimplentes está concentrada entre os brasileiros com idade de 30 a 39 anos. Foto: Acicel/CDL/Reprodução

O volume de atrasos no primeiro semestre de 2019 cresceu 0,9% na comparação com o final do ano passado. Trata-se da segunda menor variação nos atrasos desde 2012, quando a inadimplência havia crescido 5,8% no primeiro semestre daquele ano.

Considerando apenas o mês de junho, o volume de consumidores com contas sem pagar e registrados em listas de inadimplentes também apresentou um crescimento mais modesto: alta de 1,7% frente a junho de 2018. É o menor avanço na base anual de comparação desde dezembro de 2017 (1,3%). Na avaliação do presidente da CNDL, José Cesar da Costa, a inadimplência apresentar crescimento a taxas mais modestas é um fator positivo, que acompanha a lenta recuperação da economia, mas o estoque de pessoas com contas em atraso e que enfrentam dificuldades para voltar ao mercado de crédito ainda é muito elevado.

Até abril eram 62,6 milhões de pessoas nessa situação, quase 41% da população adulta. “Embora os juros estejam menores e a inflação dentro da meta, o desemprego ainda é elevado e acaba reduzindo tanto a capacidade de pagamento das famílias, quanto o apetite as compras. A recuperação está mais lenta do que o esperado e as projeções mostram que teremos um segundo semestre ainda tímido para as finanças, mesmo com o avanço de reformas estruturais, cujos efeitos são sentidos no longo prazo. A expectativa é de que a inadimplência comece a apresentar recuos a partir de 2020”, analisa Costa (CNDL/SPC Brasil).

Sobe o Indicador Antecedente da Economia

Sobe temporario

No acumulado do primeiro semestre, a taxa cresceu 1,1%. Foto: Marcello Casal Jr/ABr

Agência Brasil

O Indicador Antecedente Composto da Economia Brasileira (Iace), medido pela FGV e por The Conference Board (TCB), teve alta de 0,9% de maio para junho deste ano. Com a alta, o indicador chegou a 117 pontos. Em junho, o Iace conseguiu recuperar a perda com a queda de 0,9% registrada de abril para maio deste ano. No acumulado do primeiro semestre, a taxa cresceu 1,1%, segundo a FGV.

Dos oito componentes do indicador, a principal alta veio do Índice de Expectativas do Setor de Serviços (3,3%). Os outros componentes do IACE são os índices de expectativas da Indústria, do Consumidor, o Índice de Produção Física dos Bens de Consumo Duráveis (do IBGE), a taxa referencial de swaps DI pré-fixada (do Banco Central), o Ibovespa fechado do mês e os índices de Termos de Troca e de Quantum de Exportações (ambos da Funcex).

Já o Indicador Coincidente Composto da Economia Brasileira (ICCE), que mensura as condições econômicas atuais, caiu 0,3%, para 102,7 pontos, no mesmo período. A variação semestral do ICCE foi de 0,1%.
Segundo o pesquisador da FGV Paulo Picchetti, o resultado negativo do ICCE em junho retrata a atual lentidão na atividade econômica, mas “a perspectiva da aprovação das reformas necessárias deve dar impulso adicional à economia brasileira através do canal das expectativas, como demonstrado pela recuperação do Iace”.

Atividade econômica subiu 0,54% em maio

Após queda nos quatro primeiros meses do ano, a economia brasileira registrou aumento em maio. O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) dessazonalizado (ajustado para o período) subiu 0,54%, em maio, em relação a abril deste ano, segundo dados divulgados ontem (15).

Na comparação com maio de 2018, o aumento chegou a 4,40% (sem ajuste para o período, já que a comparação é entre meses iguais). Em maio do ano passado, entretanto, a atividade econômica foi fortemente prejudicada pela paralisação dos caminhoneiros. Em 12 meses encerrados em maio, o indicador teve crescimento de 1,31%. No ano, o IBC-Br teve expansão de 0,94%.

O IBC-Br é uma forma de avaliar a evolução da atividade econômica brasileira e ajuda o BC a tomar suas decisões sobre a Selic. O índice incorpora informações sobre o nível de atividade dos três setores da economia: indústria, comércio, serviços e agropecuária, além do volume de impostos. O indicador foi criado pelo BC para tentar antecipar, por aproximação, a evolução da atividade econômica. O indicador oficial, entretanto, é o PIB, calculado pelo IBGE.

Mercado reduz estimativa de crescimento para 0,81%

Agência Brasil

A estimativa do mercado financeiro para o crescimento da economia este ano continua em queda. De acordo com o boletim Focus, pesquisa semanal do Banco Central (BC), a projeção para a expansão do PIB desta vez foi reduzida de 0,82% para 0,81%. Essa foi a 20ª redução consecutiva. Para 2020, a expectativa é que a economia tenha crescimento maior, de 2,10%, na semana passada, a estimativa era de 2,20%. A previsão para 2021 e 2022 permanece em 2,50%.

A estimativa de inflação, calculada pelo IPCA, subiu de 3,80% para 3,82%. A meta de inflação de 2019, definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), é 4,25%, com intervalo de tolerância entre 2,75% e 5,75%. A projeção do mercado financeiro para a inflação em 2020 é 3,90%. A meta para o próximo ano é 4%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo.

Para 2021, o centro da meta de inflação é 3,75% e para 2022, 3,5%, também com intervalos de tolerância de 1,5 ponto percentual. A previsão do mercado financeiro para a inflação em 2021 e 2022 permanece em 3,75%. A manutenção da Selic indica que o Copom considera as alterações anteriores suficientes para chegar à meta de inflação.

Economia chinesa cresceu 6,2% no 2º trimestre

NHK/ABr

A China registrou o crescimento econômico mais baixo desde que o país passou a divulgar dados trimestrais de seu PIB em 1992. O Escritório Nacional de Estatísticas informou, ontem (15), que o PIB do país cresceu 6,2% no período de abril a junho em relação a um ano atrás. Isso representa uma queda de 0,2 ponto percentual em relação aos 3 meses anteriores. E também marca a primeira queda desde o quarto trimestre do ano passado.

Economistas dizem que os governos regionais estão cortando gastos em infraestrutura devido às dificuldades financeiras. Eles apontam que uma queda acentuada nas exportações para os Estados Unidos enfraqueceu a produção industrial e os investimentos em equipamentos e instalações. Afirmam, ainda, que o gasto dos consumidores também permanece baixo em alguns setores, o que inclui a compra de carros novos.

A China estabeleceu uma meta de crescimento de 6 a 6,5% para este ano. Os especialistas afirmam que o país provavelmente deve tomar medidas adicionais de estímulo se sua economia permanecer desacelerada. Não há perspectiva de conclusão para a disputa comercial entre os Estados Unidos e a China.

Mais artigos...

  1. Economia 13 a 15/07/2019
  2. Economia 12/07/2019
  3. Economia 11/07/2019
  4. Economia 06 a 10/07/2019
  5. Economia 05/07/2019
  6. Economia 04/07/2019
  7. Economia 03/07/2019
  8. Economia 02/07/2019
  9. Economia 29/06 a 01/07/2019
  10. Economia 28/06/2019
  11. Economia 27/06/2019
  12. Economia 26/06/2019
  13. Economia 25/06/2019
  14. Economia 20 a 24/06/2019
  15. Economia 19/06/2019
  16. Economia 18/06/2019
  17. Economia 15 a 17/06/2019
  18. Economia 14/06/2019
  19. Economia 13/06/2019
  20. Economia 12/06/2019
  21. Economia 11/06/2019
  22. Economia 08 a 10/06/2019
  23. Economia 07/06/2019
  24. Economia 06/06/2019
  25. Economia 05/06/2019
  26. Economia 04/06/2019
  27. Economia 01 a 03/06/2019
  28. Economia 31/05/2019
  29. Economia 30/05/2019
  30. Economia 29/05/2019
  31. Economia 28/05/2019
  32. Economia 25/05/2019
  33. Economia 24/05/2019
  34. Economia 23/05/2019
  35. Economia 22/05/2019
  36. Economia 21/05/2019
  37. Economia 18 a 20/05/2019
  38. Economia 17/05/2019
  39. Economia 16/05/2019
  40. Economia 15/05/2019
  41. Economia 14/05/2019
  42. Economia 11 a 13/05/2019
  43. Economia 10/05/2019
  44. Economia 09/05/2019
  45. Economia 08/05/2019
  46. Economia 07/05/2019
  47. Economia 04 a 06/05/2019
  48. Economia 03/05/2019
  49. Economia 01 e 02/05/2019
  50. Economia 30/04/2019
  51. Economia 27 a 29/04/2019
  52. Economia 26/04/2019
  53. Economia 25/04/2019
  54. Economia 24/04/2019
  55. Economia 23/04/2019
  56. Economia 19/04/2019
  57. Economia 18/04/2019
  58. Economia 17/04/2019
  59. Economia 16/04/2019
  60. Economia 13 a 15/04/2019
  61. Economia 12/04/2019
  62. Economia 11/04/2019
  63. Economia 10/04/2019
  64. Economia 09/04/2019
  65. Economia 06 a 08/04/2019
  66. Economia 05/04/2019
  67. Economia 04/04/2019
  68. Economia 03/04/2019
  69. Economia 02/04/2019
  70. Economia 30/03 a 01/04/2019
  71. Economia 29/03/2019
  72. Economia 28/03/2019
  73. Economia 27/03/2019
  74. Economia 26/03/2019
  75. Economia 23 a 25/03/2019
  76. Economia 22/03/2019
  77. Economia 21/03/2019
  78. Economia 20/03/2019
  79. Economia 19/03/2019
  80. Economia 16 a 18/03/2019
  81. Economia 15/03/2019
  82. Economia 14/03/2019
  83. Economia 13/03/2019
  84. Economia 12/03/2019
  85. Economia 09 a 11/03/2019
  86. Economia 08/03/2019
  87. Economia 07/03/2019
  88. Economia 02 a 06/03/2019
  89. Economia 01/03/2019
  90. Economia 28/02/2019
  91. Economia 27/02/2019
  92. Economia 26/02/2019
  93. Economia 23 a 25/02/2019
  94. Economia 22/02/2019a
  95. As principais mudanças comerciais no futebol brasileiro em 2019
  96. Economia 22/02/2019
  97. Economia 21/02/2019
  98. Economia 20/02/2019
  99. Economia 19/02/2019
  100. Economia 16 a 18/02/2019

Rua Vergueiro, 2949, 12º andar – cjto 121/122
04101-300 – Vila Mariana – São Paulo - SP

Contato: (11) 3043-4171