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Mercado reduz novamente a projeção do crescimento da economia

O mercado financeiro reduziu a projeção de crescimento da economia em 2019.

Mercado temproario

A estimativa para a expansão do PIB caiu de 2,28% para 2,01%. Foi a terceira redução consecutiva. Foto: Reprodução/Internet

A estimativa para a expansão do PIB caiu de 2,28% para 2,01% neste ano. Foi a terceira redução consecutiva. Para 2020, a estimativa de crescimento do PIB permaneceu em 2,80%. Em 2021 e 2022, a expectativa segue em 2,50% de crescimento do PIB. As projeções estão no boletim Focus, publicação semanal elaborada com base em estimativas de instituições financeiras sobre os principais indicadores econômicos. Ela é divulgada às segundas-feiras, pelo Banco Central.

A estimativa para a inflação este ano subiu pela segunda vez seguida. A previsão para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) passou de 3,87% para 3,89%. Em relação a 2020, a previsão para o IPCA permanece em 4%. Para 2021 e 2022, também não houve alteração na projeção: 3,75%. A meta de inflação deste ano, definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), é 4,25%, com intervalo de tolerância entre 2,75% e 5,75%. A estimativa para 2020 está no centro da meta (4%).

Para controlar a inflação e alcançar a meta, o BC usa como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic. Para o mercado financeiro, a Selic deve permanecer no seu mínimo histórico de 6,5% ao ano, até o fim de 2019. Hoje (19) e amanhã (20), será realizada a segunda reunião deste ano do Copom, responsável por definir a Selic. O Copom reúne-se a cada 45 dias.

Para o fim de 2020, a projeção para a taxa caiu de 8% ao ano para 7,75% ao ano. Para o final de 2020 e 2021, a expectativa permanece em 8% ao ano. A manutenção da Selic, como prevê o mercado financeiro, indica que o Copom considera as alterações anteriores nos juros básicos suficientes para chegar à meta de inflação. Ao reduzir os juros básicos, a tendência é diminuir os custos do crédito e incentivar a produção e o consumo.

Para cortar a Selic, a autoridade monetária precisa estar segura de que os preços estão sob controle e não correm risco de ficar acima da meta de inflação. Quando o Copom aumenta a Selic, o objetivo é conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. A previsão do mercado financeiro para a cotação do dólar permanece em R$ 3,70 no fim deste ano e em R$ 3,75, no fim de 2020.

Venda de produtos orgânicos cresceu 20% em 2018

Venda temproario

O Brasil está se consolidando como um grande produtor e exportador de alimentos orgânicos. Foto: Sebrae/Reprodução

Segundo números do Conselho Brasileiro da Produção Orgânica e Sustentável (Organis), o mercado brasileiro de produtos orgânicos cresceu 20% em 2018, faturou R$ 4 bilhões e tem a estimativa de continuar nos dois dígitos esse ano. No mercado externo, as exportações representaram perto de US$ 180 milhões de dólares entre as empresas associadas do Organis, um crescimento tímido e infelizmente ainda centrado em produtos ingredientes e de baixa associação à marca Brasil, resultado da falta de reconhecimento mútuo de certificações entre países.

“O Brasil é talvez o único país, dos BRICS ao G20, que ainda está fechado ao mercado global. Não temos reconhecimento de certificação com nenhum país, enquanto países europeus, asiáticos, norte americanos e alguns latinos já estão com seus em vigência”, explica Ming Liu, diretor do Organis – Conselho Brasileiro da Produção Orgânica e Sustentável. No primeiro trimestre, 11 empresas associadas ao Organis participaram das duas mais importantes feiras do setor – Biofach (Alemanha) e ExpoWest (Estados Unidos) – com boa performance comercial e valorização de seus produtos – de açúcar a castanha, do mel ao mate.

“São todas empresas exportadoras que cresceram com o Organics Brasil, que é a marca de um programa do Organis de promoção internacional, que desde 2005 promove os produtos brasileiros orgânicos e sustentáveis no Brasil e no mundo. É muito importante participar dos grandes eventos de comércio e promoção para manter as empresas associadas no radar dos negócios internacionais”, comenta Cobi Cruz, diretor do Organis (www.organis.org.br).

Atividade econômica teve queda em janeiro

Agência Brasil

A atividade econômica iniciou o ano em queda. O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) dessazonalizado (ajustado para o período) apresentou retração de 0,41%, em janeiro, em relação a dezembro, segundo dados divulgados ontem (18) pelo Banco Central (BC). Na comparação com janeiro de 2018, o crescimento chegou a 0,79% (sem ajuste para o período). Em 12 meses encerrados em janeiro, o indicador apresentou crescimento de 1%.

O IBC-Br é uma forma de avaliar a evolução da atividade econômica brasileira e ajuda o BC a tomar suas decisões sobre a taxa básica de juros, a Selic. O índice incorpora informações sobre o nível de atividade dos três setores da economia: indústria, comércio e serviços e agropecuária, além do volume de impostos.

O indicador foi criado pelo BC para tentar antecipar, por aproximação, a evolução da atividade econômica. Mas o indicador oficial é o PIB, calculado pelo IBGE. Para instituições financeiras consultadas pelo BC, o PIB deve crescer 2,01%, neste ano.

Brasil é um dos primeiros países a oferecer a tecnologia

O mercado brasileiro tem discutido recorrentemente a aplicação de uma modalidade de pagamento que desponta como uma das maiores tendências globais: a transferência instantânea. A Visa e a Cielo anunciam a chegada dessa tecnologia em primeira mão ao Brasil e transforma o que até então era tendência em uma realidade para o mercado nacional.

A chegada das transferências instantâneas no País surge por meio do Visa e Cielo, permitindo o envio de valores por um consumidor ou por uma empresa para a conta de um cartão ou de qualquer outro dispositivo de pagamento de forma rápida, segura, sem atrito e em tempo real. A inovação já está presente em mais de 30 países e o Brasil é um dos primeiros a oferecer a tecnologia na América Latina.

“O que torna a solução realmente única, além da instantaneidade das transações que são completadas, 24 horas por dia, 7 dias por semana, 365 dias por ano, é a segurança na transferência dos fundos, o que possibilitará à Visa e à Cielo explorar, entre outras oportunidades, o crescimento da nova economia”, explica Percival Jatobá, vice-presidente de Produtos, Soluções e Inovação da Visa do Brasil. “Na América Latina, estamos falando de uma oportunidade de mercado na faixa de 10 bilhões de transações anuais” (Visa/InPressPorterNovelli).

Copom 'deve manter' a Selic em 6,5%

A expectativa para o Copom é manter a taxa Selic em 6,5%, amanhã (20), afirmam os professores FGV EAESP, Nelson Marconi, coordenador executivo do Fórum de Economia, e Marcelo Kfoury, coordenador do Centro Macro Brasil.

"O Banco Central vai manter a taxa estável, mas deveria reduzir para 6%, pois o nível de atividade está baixo, o desemprego e a ociosidade apresentam taxas elevadas", afirma Nelson Marconi, ao revelar que o problema maior de toda forma é a taxa de juros ao tomador final, que continua elevada. "Nesse caso, é fundamental que aumente a concorrência bancária e isso não se faz do dia para noite, porém é preciso priorizar", finaliza.

Para Marcelo Kfoury "por ser a primeira reunião do novo presidente do BC não há espaço para mexer nos juros nem para mudar o discurso com antecipação de futuras ações de política monetária". Kfoury lista quatro condições que se forem atingidas simultaneamente podem abrir espaço para um novo ciclo de flexibilização da Selic para o segundo semestre: 1- Inflação abaixo da meta; 2- A dinâmica do crescimento econômico mostra o enfraquecimento na margem; 3- Um cenário internacional tranquilo; e 4 - A condição mais difícil de vislumbrar atualmente é a reforma da previdência (AI/FGV).

 

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