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BB tem reserva de R$ 2 bi para perdas com Odebrecht

O Banco do Brasil tem reservas suficientes para absorver perdas com empréstimos feitos à Odebrecht, em recuperação judicial, garantiu o presidente do banco, Rubem Novaes.

BB temproario

A Odebrechet renegocia dívidas em um total de R$ 51 bilhões. Foto: Arquivo/ABr

O banco tem empréstimos sem garantias no valor R$ 4 bilhões. Mas 50% desse valor está reservado para possibilidade de não pagamento. “A exigência de provisão nesse caso é no mínimo 30%. Nós temos 50%. É uma situação extremamente tranquila”, disse.

O lucro do banco 'só será afetado negativamente' se o abatimento da dívida no processo de recuperação judicial for superior a 50% da dívida. Caso o desconto seja inferior a 50%, aumenta o lucro do banco porque o valor provisionado (R$ 2 bilhões) vai para o resultado do balanço da instituição. Novaes lembrou que, no caso da Oi, que também passou por processo de recuperação judicial, o banco aumentou a rentabilidade porque estava mais provisionado do que o necessário.

A Justiça de São Paulo aceitou o pedido de recuperação judicial do Grupo Odebrecht. A holding controladora e mais 19 empresas do grupo deverão apresentar um plano de recuperação em até 60 dias. Serão renegociadas dívidas em um total de R$ 51 bilhões, excluindo dívidas entre as próprias empresas do grupo e que não podem ser negociadas dessa forma, como créditos trabalhistas. O montante total de dívidas chega a R$ 83,6 bilhões.

Questionado se o BB também vai devolver recursos ao Tesouro, como fez recentemente a Caixa, Novaes disse que são situações diferentes. “O BB tem situação totalmente diferente dos outros bancos. Primeiro, que temos acionistas minoritários. Agora, o mais importante é que os recursos entraram no banco vinculados a empréstimos rurais, e o banco só poderia devolver esses recursos na medida em que empréstimos rurais fossem vencendo. Tem toda uma cronologia que precisa ser respeitada”, disse (ABr).

Melhora a confiança do empresário, diz CNI

Melhora temproario

O otimismo é maior nas grandes empresas. Foto: Ag.CNI

Agência Brasil

O Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI) alcançou 56,9 pontos em junho. A alta de 0,4 ponto em relação a maio interrompe uma série de quatro quedas consecutivas do indicador, que está 2,4 pontos acima da média histórica (54,5 pontos). As informações são da pesquisa divulgada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI).

Os indicadores do ICEI variam de zero a cem pontos. Quando estão acima dos 50 pontos indicam empresários confiantes. Segundo a CNI, o índice deste mês é 7,3 pontos superior ao de junho do ano passado, quando o otimismo dos empresários foi fortemente afetado pela greve dos caminhoneiros.

De acordo com a pesquisa, o otimismo é maior nas grandes empresas, segmento em que o índice de confiança de junho ficou estável em 57,6 pontos. Nas médias, o índice subiu um ponto em relação a maio e alcançou 56,7 pontos. Nas pequenas, o índice cresceu 0,7 ponto e ficou em 55,8 pontos. Esta edição do foi feita entre 3 e 12 de junho, com 2.400 empresas. Dessas, 940 são pequenas, 898 são médias e 562 são de grande porte.

Campanha visa incentivar o turismo em São Paulo

Campanha temproario

Parque Nacional Serra da Bocaina, em São João do Barreiro. Foto: RGVHotelaria/Reprodução

O Governador João Doria lançou a primeira campanha publicitária nacional para estimular o turismo no Estado. A iniciativa, que faz parte do programa 'São Paulo Pra Todos', tem o objetivo de incentivar a população de todo o país a visitar os diversos destinos do Estado, desde as localidades mais populares até os pontos menos conhecidos, mas com o mesmo potencial de visitação.

“A campanha consagra o turismo como fator de desenvolvimento econômico, gerador de empregos, valorizando a cultura e as características regionais, e foi planejada para mostrar o que São Paulo tem dentro da sua força turística. O turismo na capital, na Grande São Paulo, no litoral e no interior”, disse Doria.

São Paulo conta com 622 km de praias e 138 mil hectares de Mata Atlântica, diversos parques e reservas florestais, cavernas, rios e cachoeiras, além de espaços para esportes aquáticos e ecoturismo. O Estado tem mais de 300 cidades de reconhecido potencial turístico, 70 municípios considerados estâncias balneárias, turísticas, hidrominerais e climáticas e uma capital com intensa atividade cultural e artística, esporte de aventura e culinária diversificad (saopaulo.sp.gov.br).

Inflação da Festa Junina chega a 9,15%

As tradicionais Festas Juninas pesarão mais no bolso do consumidor este ano. O preço médio das comidas típicas da época subiu acima da inflação, segundo um levantamento do FGV IBRE. Os ingredientes utilizados no preparo das iguarias das festas aumentaram, em média, 9,15% – entre junho de 2018 e maio de 2019 –, registrando um aumento acima da inflação acumulada no mesmo período, que foi de 5,06% (IPC-10/FGV).

Os produtos que mais subiram de preço foram: Batata-Inglesa (98,13%), a grande vilã do arraiá, assim como a Couve (24,43%) e a Farinha de Trigo (21,75%). Na lista de altas entram ainda Leite de Coco (17,80%), Macarrão (13,54%) e Fubá de Milho (12,77%). A Salsicha e Salsichão (12,30%), que não pode faltar no cardápio da festa, também aumentou, além de Macarrão Instantâneo (11,08%) e Queijo Minas (9,38%) – todos apresentaram alta acima da inflação média dos itens de Festa Junina.

Os itens da cesta junina que mais avançaram de preço apresentam um nível de preço baixo. Portanto, não se apresentam como um desafio para o consumidor. A maior parte é derivada de grandes commodities, como o trigo, que acumularam alta expressiva nos últimos 12 meses. Segundo o Índice de Preços ao Produtor Amplo, o trigo subiu 9,14% (FGV/IBRE).

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