Equilibrar as contas públicas é o desafio do governo em 2015

Secretário do Tesouro, Marcelo Barbosa Saintive.

O secretário do Tesouro Nacional, Marcelo Barbosa Saintive, disse ontem (24), em audiência na Comissão Mista de Orçamento, no Congresso Nacional, que o desafio do governo em 2015 é equilibrar as contas públicas e consolidar o ajuste fiscal em um contexto de queda de atividade econômica

O secretário foi convidado pela comissão para prestar esclarecimentos sobre a situação fiscal do país.
Ao falar sobre o relatório de receitas e despesas, que prevê, em 2015, a ampliação da queda do PIB de 1,49% para 2,44%, Saintive disse que a arrecadação tributária está abaixo do esperado em razão da existência “de um grau de incerteza elevado na economia”. A queda das receitas, conforme lembrou, tem implicações na receita. A previsão das despesas obrigatórias caiu de R$ 858,850 bilhões para R$ 858,838 bilhões.
As despesas discricionárias (quando o gestor tem flexibilidade para definir o montante e a execução) foram mantidas em R$ 246,904 bilhões. Lembrou que o governo fez este ano um contigenciamento de mais de R$ 80 bilhões preservando programas sociais. O baixo desempenho da economia, segundo Saintive, não vai prejudicar o cumprimento da Lei de Responsabilidade Fiscal. O secretário do Tesouro disse que, ao contrário, o governo está firmemente interessado em prosseguir com os ajustes fiscais necessários na economia (ABr).

Confiança do consumidor cai 5,3% em setembro

A compra de bens duráveis foi o fator que mais contribuiu para a queda.

O Índice de Confiança do Consumidor (ICC) recuou 5,3% em setembro de 2015, informou o Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da Fundação Getulio Vargas (FGV). O ICC indica o planejamento do consumidor em relação a gastos e poupança futuras, constituindo indicadores relevantes na antecipação dos rumos da economia.
Segundo a coordenadora da Sondagem do Consumidor da FGV, Viviane Seda Bittencourt, a queda do ICC em setembro decorre da piora de expectativas ao longo dos últimos 12 meses: enfraquecimento da atividade econômica, com reflexo crescente no mercado de trabalho, aceleração da inflação e aumento da incerteza. Viviane acrescentou que, para mudar esse cenário “será necessária uma sucessão de boas notícias no front econômico e da atenuação das tensões no ambiente político”.
De acordo com a sondagem, em setembro, o Índice da Situação Atual recuou 6%. A compra de bens duráveis foi o fator que mais contribuiu para a Índice de Expectativas (IE), que teve queda de 5,4%. A sondagem feita pela FGV abrangeu 2363 domicílios, no período de 1 a 21 de setembro (ABr).

Taxa de desemprego atingiu 7,6% em agosto

A taxa de desemprego nas seis principais regiões metropolitanas do país ficou em 7,6% em agosto deste ano, segundo a Pesquisa Mensal de Emprego (PME) realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A taxa é superior às observadas em julho deste ano ano (7,5%) e em agosto de 2014 (5%). Esse é o maior índice desde março de 2010, quando foi registrada a mesma taxa (7,6%).
Comparando-se apenas com os meses de agosto, essa é a maior taxa desde 2009, já que em agosto daquele ano, a taxa de desocupação ficou em 8,1%. A população desocupada ficou em 1,9 milhão de pessoas, o mesmo contingente de julho deste ano. Na comparação com agosto de 2014, no entanto, a população desocupada é 52,1% maior. Em termos absolutos, havia 636 mil pessoas a mais procurando emprego em agosto deste ano do que no mesmo período do ano passado.
A população ocupada foi estimada em 22,7 milhões de pessoas, mostrando estabilidade em relação a julho. Em relação a agosto do ano passado, no entanto, caiu 1,8% (ABr).

 

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