Metas dos programas sociais serão mantidas, diz Kassab

Ministro das Cidades, Gilberto Kassab.

O ministro das Cidades, Gilberto Kassab, disse que o Programa Minha Casa, Minha Vida terá uma redução de 30% nos investimentos em 2015

Ele ressaltou que as metas e compromissos desse e de outros programas do Ministério das Cidades estão mantidos. “Com o ajuste econômico teremos um alongamento, seja nas contratações, seja na execução das obras, mas como são programas de longo prazo, obras com período longo, uma redução de alguns meses pode ser compensada no futuro, não alterando o cronograma das obras”, observou.
Kassab contou que a MP que trata da terceira fase do programa será encaminhada ao Congresso no final de junho ou início de agosto e que em outubro devem começar as contratações das unidades habitacionais. “Serão 3 milhões de novas unidades que vão se somar as 3,7 milhões de unidades que já foram contratadas desde o início do programa”, disse, acrescentando que a meta será a contratação de 6,7 milhões de unidades até 2018.
O ministro explicou que na fase 3 do programa haverá um reajuste no preço das unidades, a ser pago às empreiteiras, e uma nova faixa para atender as pessoas de baixa renda, que vai combinar os incentivos dos beneficiários das faixas 1 e 2. “Temos famílias que não se encaixam na Faixa 1 [renda de até R$ 1,6 mil] e não tem a condição de suportar a prestação da Faixa 2 [entre R$ 1,6 mil e R$ 3.275]. Para essas famílias criamos uma faixa intermediária que vai ser compatível com a renda dessas famílias, para que possam pagar uma prestação que seja suportável” (ABr).

JUROS PARA PESSOA FÍSICA ATINGEM RECORDE EM ABRIL

 juros temporario

A taxa média de juros do crédito para as famílias subiu em abril, de acordo com dados do Banco Central (BC). De março para o mês passado, a alta chegou a 1,7 ponto percentual, com a taxa de 56,1% ao ano, a mais alta da série histórica do BC, iniciada em março de 2011. A inadimplência, considerados atrasos superiores a 90 dias, teve leve alta de 0,1% e ficou em 5,3% para as pessoas físicas.
A taxa de juros mais alta na pesquisa do BC é a do rotativo do cartão de crédito, que subiu 1,7 ponto percentual para 347,5% ao ano. A taxa média das compras parceladas com juros, do parcelamento da fatura do cartão de crédito e dos saques parcelados subiu 3,1 pontos percentuais para 114,6% ao ano. A taxa do cheque especial chegou a 226% ao ano, em abril, com alta de 5,6 pontos percentuais. Já a taxa do crédito consignado (com desconto em folha de pagamento) chegou a 26,9% ao ano.
A taxa média do crédito para as empresas subiu 0,1 ponto percentual, para 26,6% ao ano. A inadimplência das empresas subiu 0,2 ponto percentual, para 3,9%. Esses dados são do crédito livre, em que os bancos têm autonomia para aplicar o dinheiro captado no mercado e definir as taxas de juros. No caso do direcionado (empréstimos com regras definidas pelo governo, destinados, basicamente, aos setores habitacional, rural e de infraestrutura), a taxa de juros do crédito para as empresas subiu 0,6 ponto percentual para 9% ao ano. No caso das famílias, houve redução de 0,1 ponto percentual, com taxa em 8,4% ao ano (ABr).

 
SETOR PRIVADO PODE INVESTIR R$ 500 BILHÕES EM TRANSPORTES

O presidente da Confederação Nacional do Transporte (CNT), Clésio Andrade, disse que o setor privado poderá dar contribuição de R$ 500 bilhões para a melhoria do setor de infraestrutura de transportes nos próximos anos, o que compensará em parte a falta de recursos decorrente do contingenciamento de R$ 69,9 bilhões anunciado pelo governo. “O valor de R$ 1 trilhão é o que a CNT prevê como investimento em infraestrutura, necessário para o país nos próximos anos, dos quais 50% podem ser cobertos pela iniciativa privada, sem nenhuma necessidade de gasto de Orçamento público”, disse Andrade. 
Do total de investimento necessário para melhorar a infraestrutura de transportes do país, só o setor ferroviário precisará de cerca de R$ 150 bilhões. “Estamos falando de investimento em sistemas multimodais, em terminais de armazenagem”, acrescentou. Ao analisar a infraestrutura brasileira, Clésio disse que “o Brasil perdeu a visão sistêmica de transporte em nível governamental”. A CNT poderia ajudar o país oferecendo “a visão sistêmica de todos os modais de transportes”. E acrescentou: “Temos estudos profundos. Vou inclusive entregar ao ministro Joaquim Levy o Plano CNT de Transporte Logístico, que mostra claramente essa visão” (ABr).