Regularização na oferta influencia queda nos preços das hortaliças

As principais hortaliças comercializadas no atacado ficaram mais baratas no último mês

Regularizacao temproario

O segundo semestre é marcado pela entrada da safra de várias culturas.  Foto: Facebook/Divulgação

O bom resultado ao consumidor é reflexo do restabelecimento da oferta dos produtos nas Ceasas do país, como aponta o 7º Boletim Prohort, divulgado ontem (17) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).
Além do fim da greve dos caminhoneiros, o segundo semestre é marcado pela entrada da safra de várias culturas, como no caso da cebola, que chegou a registrar diminuição de 40,85% no preço na Ceasa em Recife. A partir do segundo semestre, a produção da hortaliça é pulverizada pelo país com produtores do Nordeste, Sudeste e Centro-Oeste. Com mais produto no mercado, a possibilidade de importação também cai, o que ajuda na redução dos preços.
Também seguiram as tendências de baixa o tomate, a alface, a cenoura, e a batata. Já os preços das frutas devem pesar na conta do mês. Ao analisar o comportamento da comercialização no atacado, foi verificada alta em três dos produtos analisados. A maior demanda pela maçã influencia na alta de até 16,9% registrada no Rio de Janeiro. Já a baixa oferta do mamão impulsionou o aumento nas cotações. No caso da banana, a entrada da fruta da Colômbia e do Paraguai refletiram na elevação dos preços no atacado.
A melancia e a laranja chegaram a registrar queda em, pelo menos, quatro centrais analisadas. Mas, enquanto a melancia deve seguir com queda nos próximos meses, a laranja tende a registrar menor oferta do produto no mercado, já que a indústria deve intensificar a demanda da fruta para moagem. Para aliviar o bolso e economizar na feira, foram registradas algumas quedas importantes de preços para o pêssego (14%), jabuticaba e graviola (11%), maracujá (9%), agrião (26%), rúcula (18%), beterraba (16%), rabanete e jiló (12%), couve-flor e berinjela (11%) - (MAPA).

Varejo cresceu 2,8% na primeira quinzena de julho

Varejo temproario

Presidente da ACSP, Alencar Burti. Foto: Comex

O movimento de vendas do varejo paulistano cresceu em média 2,8% na primeira quinzena de julho, na comparação com o mesmo período do ano passado, segundo o Balanço de Vendas da Associação Comercial de São Paulo (ACSP). “Esse aumento foi maior do que o registrado em junho (2,2%), o que mostra que a economia está lentamente se recuperando após a paralisação dos caminhoneiros”, diz Alencar Burti, presidente da ACSP. O resultado, porém, não foi uniforme entre os sistemas à vista e a prazo.
As vendas à vista ? que abrangem bens não duráveis como vestuário, calçados e acessórios ? recuaram 1,6%. Apesar de negativo, foi um resultado melhor do que o registrado no mês de junho (-5,7%). “As vendas de roupas e calçados da moda Outono-Inverno tiveram um suspiro com a frente fria que chegou à capital e com a antecipação das liquidações de inverno. Mesmo assim, as vendas continuaram no vermelho nesses primeiros 15 dias de julho porque em 2017 o frio foi mais intenso e prolongado do que está sendo neste ano até agora”, comenta Burti.
Já as comercializações a prazo subiram 7,1% na primeira quinzena de julho (ante igual período de 2017), um arrefecimento ante o saldo positivo de 10,1% em junho. “Embora tenham registrado um bom crescimento, os bens duráveis, comprados principalmente a crédito, foram prejudicados pela saída prematura do Brasil da Copa do Mundo, o que pode ter enfraquecido a venda de TVs, eletroportáteis e outros produtos que as pessoas compram para receber os amigos e ver os jogos”, avalia Burti.
Por outro lado, ele acrescenta: “Tem TV sobrando no comércio, mas tem também Dia dos Pais, Dia das Crianças, Black Friday e Natal. Então, com promoções e condições adequadas ? tanto de preço quanto de prazos ? é possível vender bem esses produtos”.

Produção de petróleo no país caiu 1,5% em junho

A produção média de petróleo no Brasil caiu 1,5% em junho, na comparação com o mês anterior. O volume atingiu 2,03 milhões de barris por dia (bpd). Segundo a Petrobras, a redução deve-se, principalmente, à parada para manutenção da Unidade Flutuante de Produção, Armazenamento e Transferência Cidade de Paraty, localizada no Campo de Lula no pré-sal da Bacia de Santos.
Houve influência ainda da cessão de 25% da participação, concluída em 14 de junho, do Campo de Roncador para a Equinor, empresa norueguesa, que anteriormente se chamava Statoil. Além disso, a Petrobras destacou que, em 22 de junho, foi iniciada a produção do FPSO Cidade de Campos dos Goytacazes, localizado no Campo de Tartaruga Verde, na Bacia de Campos.
Já na produção de gás natural no Brasil, houve queda de 3,4%, que, excluído o volume liquefeito, alcançou 78,2 milhões de metros cúbicos por dia (m³/d). A queda foi pelos mesmos motivos da ocorrida no caso do petróleo. No exterior, porém, o desempenho foi melhor e a produção de 60 mil bpd de petróleo, representou alta de 2,3% em relação a maio. O motivo foi o aumento de produção em campos na Nigéria. A produção de gás natural ficou em linha com o registrado no mês anterior, com volume de 6,4 milhões de m³/d.
A produção total de petróleo e gás da Petrobras em junho, incluindo líquidos de gás natural (LGN), ficou em 2,62 milhões de barris de óleo equivalente por dia (boed). Desse total, 2,53 milhões boed foram produzidos no Brasil e 98 mil boed no exterior. Já a produção operada da companhia, que inclui parcela própria e dos parceiros, atingiu 3,30 milhões boed, sendo 3,17 milhões boed no Brasil (ABr).

Recuou a intenção de consumo das famílias

A Intenção de Consumo das Famílias (ICF), medida pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), recuou 1,8% de junho para julho e atingiu 85,1 pontos em uma escala de zero a 200 pontos. De acordo com a CNC, os consumidores estão insatisfeitos em relação ao nível de consumo há 42 meses e não há grandes perspectivas se a economia não voltar a crescer de forma sustentada.
Os sete componentes do índice recuaram de junho para julho, com destaque para as pioras na perspectiva de consumo (-3,9%), momento para a compra de bens duráveis (-3,9%) e perspectiva profissional (-2,3%). “Os consumidores ficaram mais cautelosos quando se depararam com a conjuntura desfavorável ainda reflexo da paralisação dos caminhoneiros e a desorganização da produção”, explicou o economista da CNC Antonio Everton.
Na comparação com junho de 2017, no entanto, a Intenção de Consumo das Famílias avançou 10,2%. Os sete componentes tiveram alta, com destaque para o nível de consumo atual (17%) e a perspectiva de consumo (16%) (ABr).

Mais artigos...

  1. Economia 17/07/2018
  2. Economia 14 a 16/07/2018
  3. Economia 13/08/2018
  4. Economia 12/07/2018
  5. Economia 11/07/2018
  6. Economia 07 a 10/07/018
  7. Economia 06/07/2018
  8. Economia 05/07/2018
  9. Economia 04/07/2018
  10. Economia 03/07/2018
  11. Economia 30/06 a 02/07/2018
  12. Economia 29/06/2018
  13. Economia 28/06/2018
  14. Economia 27/06/2018
  15. Economia 26/06/2018
  16. Economia 23 a 25/06/2018
  17. Economia 22/06/2018
  18. Economia 21/06/2018
  19. Economia 20/06/2018
  20. Economia 19/06/2018
  21. Economia 16 a 18/06/2018
  22. Economia 15/06/2018
  23. Economia 14/06/2018
  24. Economia 13/06/2018
  25. Economia 12/06/2018
  26. Economia 09 a 11/06/2018
  27. Economia 08/06/2018
  28. Economia 07/06/2018
  29. Economia 06/06/2018
  30. Economia 05/06/2018
  31. Economia 31/05 a 04/06/2018
  32. Economia 30/05/2018
  33. Economia 29/05/2018
  34. Economia 26 a 28/05/2018
  35. Economia 25/05/2018
  36. Economia 24/05/2018
  37. Economia 23/05/2018
  38. Economia 22/05/2018
  39. Economia 19 a 21/05/2018
  40. Economia 18/05/2018
  41. Economia 17/05/2018
  42. Economia 16/05/2018
  43. Economia 15/05/2018
  44. Economia 12 a 14/05/2018
  45. Economia 11/05/2018
  46. Economia 10/05/2018
  47. Economia 09/05/2018
  48. Economia 08/05/2018
  49. Economia 05 a 07/05/2018
  50. Economia 04/05/2018
  51. Economia 03/05/2018
  52. Economia 28/04 a 02/05/2018
  53. Economia 27/04/2018
  54. Economia 26/04/2018
  55. Economia 25/04/2018
  56. Economia 24/04/2018
  57. Economia 21 a 23/04/2018
  58. Economia 20/04/2018
  59. Economia 19/04/2018
  60. Negócios em pauta 18/04/2018
  61. Economia 18/04/2018
  62. Economia 17/04/2018
  63. Economia 14 a 16/04/2018
  64. Economia 13/04/2018
  65. Economia 12/04/2018
  66. Economia 11/04/2018
  67. Economia 10/04/2018
  68. Economia 07 a 09/04/2018
  69. Economia 06/05/2018
  70. Economia 05/04/2018
  71. Economia 04/04/2018
  72. Economia 03/04/2018
  73. Economia 30/03 a 02/04/2018
  74. Economia 29/03/2018
  75. Economia 28/03/2018
  76. Economia 27/03/2018
  77. Economia 24 a 26/03/2018
  78. Economia 23/03/2018
  79. Economia 22/03/2018
  80. Economia 21/03/2018
  81. Economia 20/03/2018
  82. Economia 17 a 19/03/2018
  83. Economia 16/03/2018
  84. Economia 15/03/2018
  85. Economia 14/03/2018
  86. Economia 13/03/2018
  87. Economia 10 a 12/03/2018
  88. Economia 09/03/2018
  89. Economia 08/03/2018
  90. Economia 07/03/2018
  91. Economia 06/03/2018
  92. Economia 03/03/2018
  93. Economia 02/03/2018
  94. Economia 01/03/2018
  95. Economia 28/02/2018
  96. Economia 27/02/2018
  97. Economia 24 a 26/02/2018
  98. Economia 23/02/2018
  99. Economia 22/02/2018
  100. Economia 21/02/2018