Estoques do comércio varejista apresenta estabilidade

Em abril, o Índice de Estoques atingiu 98,7 pontos, praticamente estável na comparação com março.

O aguardado equilíbrio no nível de estoques do comércio varejista de São Paulo, após as promoções do primeiro trimestre, ainda não aconteceu e o ajuste segue em ritmo lento

Em abril, o Índice de Estoques (IE) atingiu 98,7 pontos, praticamente estável na comparação com março (98,9 pontos) e 15,3% superior em relação ao mesmo mês de 2016. A estabilidade do indicador no mês foi motivada pelo crescimento de 0,8 ponto porcentual (p.p.) na proporção de empresários que afirmaram contar com estoques abaixo do ideal e na queda de 0,6 p.p. dos que apontaram estar com mercadorias acima.
Com isso, cerca de 36,1% dos empresários estão vendo seus estoques acima e 14,5% abaixo do que consideram o nível ideal. Já a parcela de empresários que afirmou estar com estoques no nível adequado atingiu 49,2%, ainda abaixo do histórico de antes de 2015, quando o indicador rondava os 60%. Os dados são do Índice de Estoques da FecomercioSP, que capta a percepção dos comerciantes sobre o volume de mercadorias estocadas nas lojas, e varia de zero (inadequação total) a 200 pontos (adequação total). A marca dos cem pontos é o limite entre inadequação e adequação.
De acordo com a assessoria econômica da FecomercioSP, era esperado que passado o Natal e a temporada de liquidações de início de ano, além da provável retomada gradativa da atividade econômica, o excesso de mercadorias nas prateleiras fosse se ajustando. Os resultados de abril revelam que esse processo de ajuste está ocorrendo, porém, de maneira lenta. No geral, a FecomercioSP pondera que o momento é de acompanhar de perto o desempenho do varejo, sabendo do clima mais positivo da economia atual, porém, sem exagerar no entusiasmo (AI/FecomercioSP).

Indústria de cuidados pessoais sente o impacto da tributação

Produtos de higiene oral, por exemplo, perderam posição no ranking mundial de consumo, de 3ª para 4ª posição.

O cenário de instabilidade política econômica que vem assolando o Brasil nos últimos anos, reflete diretamente no desempenho dos principais responsáveis pela engrenagem da economia brasileira. E o setor de higiene pessoal, perfumaria e cosméticos (HPPC) - historicamente mais resiliente – sente, pelo segundo ano consecutivo, o impacto deste cenário negativo somado às medidas indiscriminadas de aumento de alíquotas tributárias no país.
O setor fechou 2016 com faturamento “Ex-factory”, líquido de imposto sobre vendas, de R$45 bilhões e queda real de 6% com relação ao ano anterior. “A indústria de HPPC segue empenhando esforços para superar o momento que estamos vivendo no Brasil e, apesar da queda, já conseguimos entregar um resultado melhor do que em 2015”, comentou João Carlos Basilio, presidente executivo da Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal Perfumaria e Cosméticos (Abihpec).
O aumento das alíquotas tributárias teve impacto direto em importantes categorias de cuidados pessoais e o consumidor brasileiro – que já vem mantendo o orçamento apertado – sentiu a alta nos preços. Categorias ligadas diretamente à saúde, como produtos de higiene oral, por exemplo, perderam posição no ranking mundial de consumo, de 3ª para 4ª posição. “Somente o creme dental, essencial para o cuidado da saúde bucal, teve queda de volume de 4,6%. Do ponto de vista da saúde do brasileiro, significa dizer que estamos dando um passo para trás”, alerta Basilio.
A Associação acredita que o setor volte a crescer e feche 2017 com pequena melhora em relação a 2016. “Se tudo correr da forma como estamos planejando, prevendo e trabalhando, somado ao encaminhamento das reformas vitais para a sustentação da economia nacional, acreditamos em uma breve recuperação ao longo do ano” analisa Basilio (Abihpec).

‘Alitalia será vendida ou liquidada’

O presidente da Alitalia, Luca Cordero di Montezemolo, comunicou ontem (25) à Entidade Nacional para a Aviação Civil (Enac) da Itália sobre a decisão do conselho de administração de iniciar os procedimentos para a nomeação de um comissário do governo para administrar a empresa. A medida foi tomada após quase 70% dos funcionários terem recusado, em um plebiscito realizado entre 20 e 24 de abril, um pré-acordo entre a diretoria e sindicatos para salvar a maior companhia aérea da Itália.
O pacto previa corte de salários e a demissão de 980 pessoas, em troca de um aumento de capital de 2 bilhões de euros financiado pelos sócios e credores do grupo. Como o pré-acordo foi rejeitado, a Alitalia corre o risco de entrar em falência. “Dada a impossibilidade de recorrer à recapitalização, o CDA decidiu iniciar os procedimentos previstos pela lei e convocou uma assembleia de sócios para amanhã (27), a fim de deliberar sobre os mesmos”, diz um comunicado da empresa.
Na reunião, deverá ser formalizado o pedido para a intervenção do governo, que, na figura do Ministério do Desenvolvimento Econômico, nomeará de um a três comissários para administrar a crise. Em curto prazo, esses interventores terão de elaborar um plano industrial e submetê-lo ao governo e aos credores. Esse documento poderá prever a cessão total da Alitalia a terceiros, que teriam de manter todos os 12,5 mil funcionários durante pelo menos dois anos (ANSA/COM ANSA).

Mais artigos...

  1. Economia 25/04/2017
  2. Economia 21 a 24/04/2017
  3. Economia 20/04/2017
  4. Economia 19/04/2017
  5. Economia 18/04/2017
  6. Economia 14 a 17/04/2017
  7. Economia 13/04/2017
  8. Economia 12/04/2017
  9. Economia 11/04/2017
  10. Economia 08 a 10/04/2017
  11. Economia 07/04/2017
  12. Economia 06/04/2017
  13. Economia 05/04/2017
  14. Economia 04/04/2017
  15. Economia 01 a 03/04/2017
  16. Economia 31/03/2017
  17. Economia 30/03/2017
  18. Economia 29/03/2017
  19. Economia 28/03/2017
  20. Economia 25 a 27/03/2017
  21. Economia 24/03/2017
  22. Economia 23/03/2017
  23. Economia 22/03/2017
  24. Economia 21/03/2017
  25. Economia 18 a 20/03/2017
  26. Economia 17/03/2017
  27. Economia 16/03/2017
  28. Economia 15/03/2017
  29. Economia 14/03/2017
  30. Economia 11 a 13/03/2017
  31. Economia 10/03/2017
  32. Economia 09/03/2017
  33. Economia 08/03/2017
  34. Economia 07/03/2017
  35. Economia 04 a 06/03/2017
  36. Economia 03/03/2017
  37. Economia 02/03/2017
  38. Economia 25/02 a 01/03/2017
  39. Economia 24/02/2017
  40. Economia 23/02/2017
  41. Economia 22/02/2017
  42. Economia 21/02/2017
  43. Economia 18 a 20/02/2017
  44. Economia 17/02/2017
  45. Economia 16/02/2017
  46. Economia 15/02/2017
  47. Economia 14/02/2017
  48. Economia 11 a 13/02/2017
  49. Economia 10/02/2017
  50. Economia 09/02/2017
  51. Economia 08/02/2017
  52. Economia 07/02/2017
  53. Economia 04 a 06/02/2017
  54. Economia 03/02/2017
  55. Economia 01/02/2017
  56. Economia 31/01/2017
  57. Economia 28 a 30/01/2017
  58. Economia 27/01/2017
  59. Economia 25 e 26/01/2017
  60. Economia 24/01/2017
  61. Economia 21 a 23/01/2017
  62. Economia 20/01/2017
  63. Economia 19/01/2017
  64. Economia 18/01/2017
  65. Economia 17/01/2017
  66. Economia 14 a 16/01/2017
  67. Economia 13/01/2017
  68. Economia 12/01/2017
  69. Economia 11/01/2017
  70. Economia 10/01/2017
  71. Economia 07 a 09/01/2017
  72. Economia 06/01/2017
  73. Economia 05/01/2017
  74. Economia 04/01/2017
  75. Economia 03/01/2017
  76. Economia 30/12/2016 a 02/01/2017
  77. Economia 29/12/2016
  78. Economia 28/12/2016_a
  79. Economia 28/12/2016
  80. Economia 27/12/2016
  81. Economia 23/12/2016
  82. Economia 22/12/2016
  83. Economia 21/12/2016
  84. Economia 20/12/2016
  85. Economia 17 a 19/12/2016
  86. Economia 16/12/2016
  87. Economia 15/12/2016
  88. Economia 14/12/2016
  89. Economia 13/12/2016
  90. Economia 10 a 12/12/2016
  91. Economia 09/12/2016
  92. Economia 08/12/2016
  93. Economia 07/12/2016
  94. Economia 06/12/2016
  95. Economia 03 a 05/12/2016
  96. Economia 02/12/2016
  97. Economia 01/12/2016
  98. Economia 30/11/2016
  99. Economia 29/11/2016
  100. Economia 26 a 28/11/2016