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 O Valor da Contribuição nas Organizações

Marcelo Salvo temporario

Marcelo Salvo

Marcelo Salvo (*)

Diante do crescimento do número de empresas novas no Brasil, no fechamento de 2018 tínhamos cerca de 2,5 milhões, sendo que 81% desse total era de MEIs (micro empreendedor individual), o novo empreendedor tem como característica inicial, ações colaborativas, um viés ao modelo praticado pelas organizações.

Culturas colaborativas são fundamentais para o crescimento dessas empresas e consecutivamente do país, pois fica cada dia mais claro que uma empresa pode ajudar uma ou mais empresas, dando espaço para elas em seus projetos e necessidades, com isso melhoramos a precificação do mercado e passamos a trabalhar com o verdadeiro ganha-ganha, fomentando a economia de escala dentro das organizações.

Quando falamos em colaboração, deixamos de pensar em concorrência e passamos a ter parceiros de negócios, dentro das organizações deixamos de ter um líder pensando sozinho em novas saídas e passamos a ter engajamento das equipes, podendo elas contribuir nas ideias e sugestões para novas alternativas.

 

Quando invertemos o papel, excluímos o desejo de se ganhar mais do que o outro e passamos então a querer ganhar pelo volume, pela inovação, pela qualidade e pela diferenciação de cada projeto, solução ou produto.

Essa grande mudança de mindset é algo transformador para aqueles que pouco faziam ou pensavam sobre isso, talvez seja um dilema percorrer esse caminho na cabeça de cada profissional, setor, liderança, cultura organizacional e mercado.

E pensando nisso, normalmente escrevo sobre o mundo teatral e relaciono ele ao mundo corporativo, dizendo que as empresas poderiam aprender atitudes, processos e comportamentos com os artistas de teatro, como respirei por muitos anos esses ares, posso dizer que criar uma nova cultura com base sólida no aprendizado teatral faria toda diferença neste momento para o Brasil, quando bem organizados, estes processos podem obter melhores resultados, com menos recursos e menos cansaço.

Gerentes, especialistas e atores, ambos interessados, a seu modo, em alta performance, acabam se encontrando na necessidade de ter um roteiro e, contraditoriamente, também na necessidade de dele escapar, se for necessário.

O teatro não é uma brincadeira como muita gente pensa, faz parte de uma grande estrutura mundial de entretenimento, em outros países como os Estados Unidos (a Broadway), é responsável por faturamentos astronômicos, Em 2014 o Rei Leão havia faturado US$ 6,2 bilhões só com a venda de ingressos, sem contar as receitas de merchandising.

É um mundo a parte que requer muito investimento, treinamentos diários para chegar a minúsculas margens de erro, profissionais altamente capacitados na área técnica e totalmente voltados ao sistema colaborativo, ou seja, se houver algo errado sempre terá um segundo ou terceiro plano pensado por todos.

O teatro no Brasil muito embora tenha melhorado em relação a sua estrutura há 30 anos atrás, ainda anda de muletas quando falamos de investimentos, mas em colaboração estamos muito acima da média, tirando os atores globais, os outros que são a maioria, além de se preocuparem com seu texto e o texto dos outros atores, ele aprende e faz sua própria maquiagem, o treinamento vocal e corporal, a iluminação, sonoplastia, cuida do seu figurino e muitas vezes monta e desmonta o cenário.

Colaborar no teatro é sobrevivência, entrega de qualidade, superação, criatividade, inovação e talento brotando das veias de cada pessoa.

Tenho orgulho demais de ter vivido grandes momentos dentro dessa realidade, pois abriu um espaço na minha cabeça que qualquer outra formação não abriria, me fez ser mais humilde, esquecer meu ego, me doar por completo para o público e dar 100% de valor a minha emoção, depois reduzi esse índice para uns 85% para poder sobreviver no mundo real, mas sem dúvida a transparência e flexibilidade adquiri lá.

Cada dia mais as soluções estão sendo pensadas e planejadas como forma de chegar ao oceano azul, porém o investimento muitas vezes é um limitador de novas ideias para as pequenas empresas e a colaboração nas parcerias abre um espaço maior de oportunidades para que isso aconteça.

Precisamos aprender muito ainda sobre esse modelo, pois encontramos estruturas de grupos funcionando com esse objetivo, mas a cabeça de quem frequenta essas reuniões ainda está ligada ao modelo antigo de competitividade a todo custo e de levar vantagens acima de tudo.

(*) É Membro dos Empreendedores Compulsivos, é diretor da Atitude Profissional Educação Corporativa. Com 30 anos de experiência em vendas é graduado em Administração e Artes Cênicas – Ator, com especializado em Gestão de RH e pós graduado em Marketing e Negociação e Vendas pela FAAP . Professor de Pós e MBA na B. I. International e Senac , é também Escritor do livro Atitude Profissional.

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