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Você é inovador?

Pérsio Alberto Mandel temporario

Pérsio Alberto Mandel 

Pérsio Alberto Mandel (*)

Há mais de duas décadas tenho trilhado o caminho da experimentação pela inovação estratégica, com o propósito de ajudar empresas, organizações e pessoas a ser mais inovadoras de forma sustentável.

Neste período, já experimentei inovações tecnológicas e mais recentemente inovações sociais e sustentáveis. Em todas, tenho realizado uma pesquisa com os diversos públicos envolvidos. No centro desta pesquisa, pergunto se as pessoas se consideram inovadoras. A resposta frequente é “Não me considero inovador”.

E você, caro leitor, considera-se inovador?
Ao indagar os motivos pela negação, as respostas ficam centralizadas no binômio inovação é muito difícil para mim e só pessoas ligadas as artes é que inovam.

Por que será que as pessoas não conseguem enxergar e desenvolver seu pleno potencial inovador?

Para auxiliar nossa reflexão, lembro do filme Indiana Jones e a Última Cruzada (1989). Em uma cena, Indiana Jones (Harrison Ford) e Dr. Jones (Sean Connery), seu pai, seguem por uma estrada, chegam à uma encruzilhada e precisam decidir qual caminho seguir.

Todos nós já tivemos que decidir, em nossas vidas pessoais e/ou profissionais, qual caminho seguir entre o caminho do conhecido, da rotina, do padrão, ou seja, o Caminho da Zona de Conforto, e o outro caminho, do diferente, do novo, o Caminho da Inovação. Vários fatores tornam difícil esta decisão. O mundo da inovação é um mundo ainda não explorado. Para isto, precisamos de novas competências, às quais não nos foi dado a condição de desenvolver, a começar pela escola, local em que fomos “condicionados” a pensar de forma padronizada, sem desenvolver a curiosidade e a criatividade, competências imprescindíveis para a inovação.

Curiosidade é uma potente fonte de energia renovável para a Criatividade.

Para Albert Einstein, a curiosidade era mais importante que o conhecimento.

O que precisamos fazer é canalizar esta energia para estimular o espírito criativo que está adormecido entre nós e começar a quebrar bloqueios mentais que vamos incorporando durante nossa jornada na vida. Sugiro a leitura do livro “ Um “TOC” na Cuca” de Roger Von Oech, onde o autor explicita os dez bloqueios que desenvolvemos e que nos cerceiam a curiosidade e a liberdade de criar e inovar.

Segundo o autor, “quando novas informações se tornam acessíveis e as circunstâncias mudam, já não é possível resolver problemas com as soluções de ontem. As pessoas estão descobrindo que o que funcionava há dois anos não vai funcionar na próxima semana”. Até um pequeno dicionário de obsolescências está circulando nas redes sociais.

Não existem formas de impedir o avanço da tecnologia e a descoberta de novas soluções. O que podemos fazer é nos preparar e antecipar as mudanças, antes que nossos concorrentes o façam.

Para mim, inovação é ver o extraordinário enquanto os outros estão vendo o ordinário nas soluções que agregam valor à sociedade, em busca de um mundo melhor.

Caro leitor, se você já experimentou o caminho da inovação e conseguiu grandes resultados, é porque tem potencial inovador. Se você não experimentou e quer incorporar estas competências, sugiro que comece, tente e arrisque, pois quem começa a inovar não para mais.

Finalizo compartilhando que a reflexão não é se você é inovador, mas o quanto você é inovador. Cultive a curiosidade e ousadia de inovar e os resultados certamente aparecerão.

Seja o inovador que você sonha!

Conte comigo!

Sucesso!!!

(*) Membro da iniciativa Empreendedores Compulsivos, Químico (UNICAMP), pós-graduação em Administração de Empresas (FGV). Sócio da AKIA Assessoria Empresarial LTDA. com foco em Inovação Estratégica. Coautor do livro “Organizações Inovadoras do Setor Financeiro”. Organizador do livro “Aqui tem Inovação”. Professor convidado no Curso Gestão da Inovação na UFABC.

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