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O ensino apenas mudou de forma

Globalmente, é crescente o número de estudantes do ensino superior que são considerados ‘não tradicionais’, mas as universidades estão se adaptando para retê-los e acompanhá-los de perto?

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Matthew Small (*)

A economia global tem causado um impacto significativo no tipo de pessoa que acessa a educação superior. Alguns estudantes mais maduros precisam se requalificar para aumentar suas opções de empregabilidade; outros procuram o curso perfeito em outros países; ou, alunos da graduação precisam trabalhar período integral para pagar os estudos. Cada vez mais os estudantes do ensino superior são considerados ‘não tradicionais’. Com uma forte demanda por cursos flexíveis, informações acessíveis e qualificações internacionais reconhecidas, as universidades sofrem uma grande pressão para se adaptar e se tornarem competitivas.

O recrutamento e retenção de estudantes é desafiador, principalmente quando a competição vem das diversas opções de ensino. Afinal, os estudantes podem ter uma opinião formada sobre o que querem estudar, quando estarão disponíveis, e onde querem estar enquanto estudam. A velha ‘universidade dos sonhos’ tem sido deixada de lado, pois o número de estudantes que estão dispostos a ir à universidade presencialmente, participar de palestras e entregar trabalhos em mãos vem diminuindo.

A Blackboard percebeu essa mudança quando viu um aumento na demanda do seu ambiente de aprendizagem colaborativo online, com mais instituições de ensino superior começando a usar as soluções. Passamos algum tempo pesquisando esse novo ambiente educacional, e ao analisar os alunos dentro e fora da sala de aula, percebemos que eles estão mais proativos na customização dos estudos e com foco maior em qualificações, a fim de achar o caminho ideal na carreira que escolheram.

Também identificamos que os estudantes estão mais centrados, rigorosos em suas escolhas e com mais expectativas. A tecnologia aparece como a segunda natureza dos estudantes de hoje, que contam com ela para administrar suas vidas, e no estudo não pode ser diferente. Se todos os aspectos das suas vidas estão na palma da mão, por meio de um dispositivo móvel, então, eles esperam que na educação seja da mesma forma.

Algumas universidades têm feito um esforço apressado para atualizar seus sistemas para entrega de atividades, usando a tecnologia como um ‘jornal mural’, apenas para transmitir informações, sem permitir que os estudantes conduzam sua jornada acadêmica. Muitos operam com um sistema focado em entrega e suporte, desenhado para atender estudantes tradicionais em um modelo de ensino tradicional. Mas, esses estudantes são uma minoria e, certamente, é a hora de mudar.

Ao ignorar o estudante não tradicional, a universidade enfrenta um risco maior do que ter que lidar com a frustração do estudante, pois sem flexibilidade para participar de atividades como sala de aula invertida, enviar trabalhos online ou engajar estudantes e os membros da instituição pela internet, alguns alunos ficam desmotivados, por não saberem como encaixar a educação em suas vidas. Como resultado, eles estão abandonando os estudos ou correndo para conquistar seus objetivos na carreira e questionando o real valor da educação.

A demanda por um ensino centralizado no aluno vem também do aumento do número de estudantes internacionais e da tendência de misturar e combinar cursos entre universidades, e de vez em quando, entre países – o que ajuda o aluno de hoje a alcançar seus objetivos futuros na carreira. Mesmo com a economia brasileira em crise e o dólar em alta, a procura de jovens brasileiros por cursos no exterior aumentou 600% entre janeiro e julho de 2015, se comparado ao mesmo período do ano passado, de acordo com dados divulgados pela Associação Brasileira de Organizações de Viagens Educacionais e Culturais (Belta).

Então, quais são os próximos passos? Algumas universidades estão mudando a forma como desenvolvem seus cursos, ministram palestras e engajam estudantes. Muito disso tem sido feito com suporte da tecnologia. Afinal, o mundo ganhou a primeira universidade sem papel, o Higher Colleges of Technologies dos Emirados Árabes Unidos, e é apenas uma questão de tempo até que outras sigam a tendência. Mas, a tecnologia ainda não assumiu a liderança, embora ela permita que a universidade acompanhe o estudante. Não importa se o aluno tem 51 anos e precisa apenas de novas certificações para se tornar mais relevante no trabalho; ou se tem 44 anos e não consegue pagar por uma formação profissional acessível; ou um estudante de 21, que não consegue articular bem suas habilidades para potenciais empregadores; ou um de 19, que quer conciliar trabalho, estudo e experiência internacional. O estudante tradicional está se tornando uma raridade, e a universidade que reconhecer isso e atender as necessidades dessa nova geração de alunos, terá sucesso ao mudar, para o bem, a forma da educação.

(*) É presidente da divisão internacional da Blackboard, empresa de tecnologia para educação.

Solução online usa tecnologia para facilitar crédito e investimento entre pessoas

Assim como a tecnologia peer-to-peer (P2P) revolucionou o compartilhamento de músicas e filmes entre pessoas na internet, o peer-to-peer lending também está fazendo o mesmo com o crédito.
Pessoas que têm um dinheiro para investir, mas não querem deixar parado rendendo pouco no banco, e pessoas que precisam de crédito para alavancarem seus negócios, mas acham as taxas bancárias muito elevadas, agora podem se conectar diretamente. Esse é o princípio da Biva, solução que usa tecnologia para conectar pessoas com vontade de investir a pessoas interessadas em fazer seus negócios crescerem de maneira saudável.
Com as operações 100% online, a Biva usa tecnologia para desburocratizar o investimento e a busca pelo crédito. O funcionamento é bastante simples: quem tem dinheiro para investir se cadastra no site e escolhe em quais empresas e projetos quer colocar seu dinheiro. Assim que o financiamento completar 100%, os valores são transferidos para o empreendedor. Quem investiu, passa a receber o rendimento mensalmente com melhores retornos, investimentos diversificados e ajudando a financiar empresas confiáveis.
Já quem busca investimento faz o pedido, que é analisado por meio de modernas ferramentas de análise de crédito, capazes de mensurar os ganhos e os possíveis riscos. Em média, em 15 dias o valor é liberado com juros mais baixos, em um processo totalmente online e sem burocracia.
Como a Biva não é uma financeira e faz apenas a intermediação entre os dois lados, o negócio é mais vantajoso tanto para quem investe, quanto para quem toma o empréstimo.
Para se ter uma ideia, após seis meses de investimento na Biva, o investidor tem um retorno 42,47% maior do que teria aplicando o mesmo valor em CDB. Em 12 meses, essa diferença salta para 44,46%, e, em 24 meses, para 48,70%. Com relação à poupança, a diferença é ainda maior: após seis meses, o retorno com a Biva é 122,66% superior. Em 12 meses, 128,5%, e, em 24 meses, seus ganhos são 141,05% maiores que com a poupança.
Já quem toma o crédito, geralmente pequenos e médios empresários que precisam de uma forcinha pra estruturarem seu negócios, não têm dificuldades para conseguir financiamentos com juros baixos, como acontece entre os bancos tradicionais.


Máquina Fotográfica

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Indicada para quem pratica esportes radicais, a COOLPIX AW130 vem com sensor CMOS de 16 megapixels para capturar imagens e vídeos Full HD deslumbrantes. Possui tela OLED de 3 pol. com 921.000 pontos e à prova d’água (30m), choque (2,1m) e congelamento (-10ºC). O modelo permite o compartilhamento de fotos e vídeos com smartphone ou tablet compatível por meio do Wi-FI® e o NFC embutidos. Também é equipada com GPS, Mapas, Bússola Eletrônica e a tecnologia de POI.

http://www.nikon.com.br/nikon-store/index.page

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A COOLPIX P610 conta com 16 megapixels, Zoom Ótico de 60x e Zoom de Ajuste Fino Dinâmico de 120x para capturar imagens distantes com toda a potência da lente supertelefoto ED NIKKOR. O modelo possui conectividade Wi-Fi® e recursos NFC para os usuários enviarem fotos a um smartphone ou tablet compatível, além de GPS e Pontos de Interesse (POI). É a escolha perfeita para fotografar esportes de longe com excepcional nitidez, graças à fotografia de 7 quadros por segundo (resolução total) e estabilização de imagem VR de Detecção Ótica Dupla de 5 pontos, que ajuda a minimizar os efeitos de tremores da câmera.

Desenvolvimento Ágil e Entrega Contínua
para Mobilidade

João Gatto (*)

Hoje em dia os aplicativos móveis fazem parte do nosso dia a dia e oferecem aos usuários diversas ferramentas para cada tipo de necessidade, bem na palma de nossa mão

No último ano, uma pesquisa da Teleco mostrou que 84% das pessoas no Brasil possuem celulares, e que 47% desse total usam o celular para acessar a internet. Isto quer dizer que milhares de apps estão sendo usados constantemente pelos usuários no Brasil, ou melhor, mundo a fora. Mas as empresas estão preparadas para atender a demanda criada por esse fenômeno da mobilidade? Como as empresas se adaptam a um universo no qual uma nova tecnologia é apresentada a cada dia? Como desenvolver soluções em um ambiente onde os requisitos podem mudar em um piscar de olhos?
As práticas ágeis surgiram para tentar responder a todas essas perguntas, pois ajudam a diminuir o time-to-market das aplicações por meio da entrega adiantada e contínua de software e de valor, ou seja, ao final de cada sprint (idealmente entre duas e quatro semanas) o cliente consegue ver um produto funcional e de valor agregado em produção. Tudo aquilo que for mais importante para o negócio do cliente será desenvolvido, testado e entregue primeiro, trazendo o aumento do ROI e a diminuição nos custos com operação.
É possível também fazer com que os projetos se tornem flexíveis a mudanças, sejam elas de mercado ou de tecnologia, pois processos ágeis se adequam às modificações, mesmo essas sendo identificadas tardiamente no processo de desenvolvimento, trazendo vantagem competitiva para as empresas. Isso ocorre porque durante os sprints o time do projeto tem a oportunidade de receber feedback do cliente, do mercado e dentro da própria equipe e, a partir desse feedback, é possível aprender e identificar mudanças e melhorias no processo e no projeto.
Para atender a demanda dos projetos seguindo as práticas ágeis e entregar as aplicações em um curto período, há uma técnica da engenharia de software chamada Entrega Contínua (Continuous Delivery, em inglês), que não é usada somente em aplicações móveis, mas sim para todos os tipos de aplicações, pois reduz os custos eliminando processos desnecessários, aumentando a qualidade e a velocidade em que os releases são feitas.
Nesta técnica, o time de desenvolvimento cria uma nova funcionalidade da aplicação e coloca o código em um repositório de controle de versão. Assim que o sistema de gerenciamento de versão identifica que uma nova versão do projeto está no repositório, é disparado um processo para rodar os testes unitários e também fazer o build do projeto e, por fim, uma mensagem de feedback (sucesso ou falha) é enviada para o Time de Desenvolvimento.
Assim que os testes unitários e builds são feitos com sucesso, dispara-se um processo para rodar os testes de aceitação automatizados, enviando também ao final uma mensagem de feedback (sucesso ou falha) para o Time de Desenvolvimento.
Quando os testes de aceitação terminam com sucesso, o projeto é colocado em um ambiente de UAT (User Acceptance Testing) para que o teste de aceite do usuário seja feito. Nessa etapa, os usuários fazem a validação do projeto e dão a aprovação para ir para produção. Assim que o usuário valida as mudanças, as mesmas são colocadas em produção, no processo de release.
O desenvolvimento de aplicativos móveis está mudando muito rápido. É preciso usar a Entrega Contínua para entender as diferentes soluções que existem no mercado, superar os desafios e garantir o domínio sobre os processos de aplicativos móveis e, com isso, satisfazer o cliente com entregas de qualidade e coletando seu feedback em tempo real. Usando a entrega continua aliada às práticas de desenvolvimento ágil, as empresas estão se transformando, criando concorrência e novos modelos de negócio no mercado.

(*) É Technical Analyst do Agile Center da GFT Brasil, companhia de Tecnologia da Informação especializada em Digital para
o setor financeiro.

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