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Como adaptar suas campanhas de marketing ao LGPD

Até agosto de 2020, milhares de empresas terão de se adequar a LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados), que terá regras para captação e armazenamento de dados pessoais de seus clientes

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Toda normatização será benéfica para quem trabalhar do jeito correto. Foto: Adnews

Marcus Denneberg (*)

A adequação das marcas a esta nova lei será de extrema importância para empresas, como o varejo, que têm campanhas de marketing digital e criação de audiência como estratégia frequente em suas rotinas.

Para entender na prática, quando você acessa um site ou baixa um aplicativo, por exemplo, você deve autorizar o uso de seus dados pessoais. Neste momento, o acesso as suas informações, seu uso, a privacidade e segurança delas está em jogo e é justamente para tratar sobre o cuidado dos dados que a LGPD foi criada.

O objetivo da LGPD é que as empresas sejam mais transparentes no uso de dados do cliente, assim como, tenham respaldo jurídico nas atividades que venham a desenvolver com estas informações. Em marketing, o uso de tecnologias como Big Data e Business Intelligence cresceu exponencialmente nos últimos anos e o uso de dados pessoais para campanhas são fundamentais na segmentação.

Por isso, como as empresas devem se adaptar para se adequar a LGPD e como manter eficiência nas suas campanhas de marketing? Se adaptar a LGPD demanda conhecimento, boa consultoria de advogados e ajuste de processos. Ou seja, o varejo, que hoje encontra no SPAM e demais ações contrárias a lei em coleta de informações, pagando por isso preços baixos ou por resultados gerados (CPA), deverá contratar serviços de mídia e sistemas em conformidade com a lei.

Com as mudanças, as empresas precisarão:
• Transparência para deixar claro ao cliente como seus dados serão usados. Neste caso, é o cliente quem decide aceitar ou não;
• Ter cuidado com fornecedores de dados, plataformas de gerenciamento de dados e subcontratantes, como parceiros e agências, pois esses também precisam estar adaptados ao LGPD;
• Caso as informações sejam coletadas de forma anônima, elas precisam estar dentro do legítimo interesse, previsto na lei, conforme artigo 7o,IX

O impacto dessas adaptações nas campanhas de marketing não será relevante, uma vez que os dados serão de melhor qualidade, mantendo o perfil de segmentação de público. Em termos de sistemas de marketing, toda normatização será benéfica para quem trabalhar do jeito correto, pois quem atua fora da lei, terá uma forte baixa de resultados, além de multas pesadas que podem chegar a 2% do faturamento total. Vale lembrar que a adequação deve ser feita até agosto de 2020.

Em sistema e em e-mail já atuamos dentro da nova lei há dois anos, gerando mais de 250 milhões em vendas online em 2018, tanto na utilização de gatilhos de retarget, quanto em campanhas de e-mail marketing de performance. Por isso, a LGPD chega para proteger clientes ao mesmo tempo em que mostra que é possível entregar dentro da lei, o que eles realmente querem consumir de uma empresa.

(*) É Country Manager Brazil da iGoal, especialista em Marketing Digital e co-criador de um dos sites que deu origem ao ifood atual

5 passos para construir a cultura startup

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Foto: ecommercenews.com.br

A cultura de uma empresa pode fazer ou destruir um negócio. Nenhuma novidade até aí. Mas em uma era marcada pela inovação e pela entrada dos millennials no mercado, conhecer algumas nuances da chamada cultura startup pode ajudar, e muito, a pavimentar o caminho de qualquer empresa para o sucesso. Por isso, separei cinco lições que podem te ajudar no processo de repensar alguns hábitos organizacionais. Confira!

#1. Esqueça o plano de negócios.
Aquele calhamaço de papel para realizar as projeções de longo prazo do negócio foi trocado pela metodologia lean. A ideia é validar as premissas básicas de um negócio ou projeto, com pequenos experimentos, antes de se investir nela. Esse processo de validação deverá envolver o mínimo possível de tempo e dinheiro, para fazer os ajustes necessários o quanto antes. Se você quer testar um novo produto ou serviço com uma base de clientes que você já tem, por exemplo, você poderia enviar um email marketing em que eles podem se cadastrar numa lista de espera. Se não houver aderência, essa pode não ser a melhor ideia; se houver, tem algo de interessante nessa oferta.

#2. Pare de punir o erro.
No mundo corporativo, o erro é punido. Dependendo do tamanho do erro, isso pode custar até o emprego. Isso pode não parecer muito relevante, mas entenda: uma pessoa jamais será criativa se ela tiver medo de errar. Para ser criativo você precisa estar aberto à possibilidade de estar enganado. Uma cultura de inovação, pelo contrário, abraça o erro. Errar, especialmente num ambiente controlado, é a melhor maneira de aprender.

#3. Não confunda criação com gestão.
Criar um negócio e gerir um negócio demandam competências bem diferentes. Por isso, é importante colocar as pessoas certas à frente de cada um dos desafios. Na essência, um bom gestor otimiza resultados e recursos em um contexto estático. O mercado, os concorrentes, o produto e os processos estão dados; ele precisa extrair o máximo disso. Um empreendedor, pelo contrário, é um desbravador de possibilidades. Ele precisa pensar de maneira flexível e integrada, testando constantemente caminhos completamente contraditórios entre si.

#4. Flexibilidade para mudar de rumo.
E esse é talvez um dos maiores aprendizados que podemos ter com uma startup. Companhias tradicionais, muito em função de terem sido criadas em um contexto analógico, têm processos e estruturas organizacionais mais rígidas; nas startups tudo é mais maleável. Isso permite que elas tenham uma agilidade muito maior para promover mudanças e reagir a alterações drásticas de mercado. E em um mundo acelerado como o nosso, essa capacidade é fundamental.

#5. Compreenda que nada é para sempre.
Muitas vezes, o produto que levou a sua empresa ao sucesso é justamente o que está no caminho da sua sobrevivência no futuro. Às vezes precisamos matar o produto que nos levou ao topo, por mais doloroso que isso seja. Se a sua empresa não inova, muito provavelmente outra companhia virá e tomará seu lugar.
O caso mais emblemático disso é a Blockbuster. Uma companhia gigante, com uma grande clientela fiel e que morreu em pouquíssimos anos, quase de maneira surreal. A grande ironia dessa história é que uma tal de Netflix fez uma oferta para ser comprada pela gigante em 2000, que rejeitou a proposta por achar o streaming de filmes "nichado demais". Se a Blockbuster tivesse tido a coragem de recriar seu negócio, talvez fosse ela que nós assistíssemos para ver a última temporada da Casa de Papel.

(Fonte: André Arcas é Fundador e coach de palco da Arcas Treinamentos. Advogado formado pela USP, estudou empreendedorismo e inovação por Stanford, negociação em Harvard, storytelling pela IDEO e PNL (Programação Neuro-Linguística) na SBPNL).

 
 
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