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Você fala dados? Saiba a importância de aprender essa nova língua

Muito se fala nas competências necessárias para a conquista de uma boa posição no mercado de trabalho. As inovações vão chegando e por consequência as habilidades requeridas pelas empresas têm de acompanhar essa evolução tecnológica

compliance temaproarioO mercado vai sempre olhar com mais atenção para profissionais que sejam fluentes, nesse caso, fluentes em dados. Foto: NewVoice

Cesar Ripari (*)

Vivemos a era da Quarta Revolução Industrial ou da Indústria 4.0, onde as organizações utilizam a Inteligência Artificial (IA) para muitos de seus processos. Com a aplicação de ferramentas de IA, a análise de dados é muito mais veloz e potencialmente mais eficiente, além de reduzir vieses de entendimento. Por isso, é fundamental que os profissionais consigam avaliar essa imensa quantidade de informação gerada pelos novos instrumentos de IA.
A tecnologia nos leva a um outro patamar, mas sem saber "ler" dados, não é possível extrair insights e gerar melhores resultados para a empresa. Mas então como se preparar para esse novo cenário corporativo? Qual habilidade o profissional deve ter para se destacar e conseguir gerar a informação que fará a diferença para a companhia?
Uma das competências que ainda não faz parte do job description das vagas, mas que será o grande diferencial no currículo do profissional, é exatamente essa capacidade de ler dados. Os dados são considerados o novo petróleo, e assim como o petróleo, devem ser tratados e refinados para que tenham valor.
A geração e consumo de dados cresce de maneira exponencial, ou seja, não tem fim. De acordo com levantamento da consultoria IDC, em 2025 serão quase 5 mil interações diárias orientadas por dados por pessoa. Em 2017 eram 300 contatos por dia. Diante desse cenário, espera-se que até 2020, 80% das organizações iniciem o desenvolvimento de competências no campo da alfabetização em dados.
Quem terá vantagem no mercado de trabalho será quem souber ler, trabalhar, analisar e argumentar com dados. Com o avanço de sistemas cada vez mais inteligentes, algoritmos especialistas, bots, entre outros, a IA deve ser complementada com recursos associativos e cognitivos. Dessa forma, a análise das informações passa a ser muito mais inteligente e contextual. E isso abre inúmeras oportunidades dentro de setores como desenvolvimento, ciência de dados e segurança, se formos olhar por um prisma mais tecnológico.
Por outro lado, a capacidade de contar uma história (storytelling) por meio dos dados possui uma grande relevância – os recursos de visualização estão cada vez mais avançados - e conseguir demonstrar um resultado de uma maneira visual clara, limpa e eficiente se torna um grande diferencial.
Hoje, com a alta democratização da informação dentro das companhias, para todos os níveis hierárquicos, tudo chega muito fácil para qualquer nível da empresa, e é preciso garantir que todos estão lendo as informações de forma correta.
Devemos tratar o estudo dos dados da mesma forma como aprendemos um segundo idioma. Um recente estudo do Gartner, Information as a Second Language, defende essa ideia. Quando aprendemos a ler, passamos pelo vocabulário base, depois vamos aperfeiçoando o conhecimento, criando proficiência até atingir a fluência. Com os dados, o fluxo é o mesmo. Partimos de uma compreensão básica e vamos evoluindo. Obviamente o mercado vai sempre olhar com mais atenção para profissionais que sejam fluentes, nesse caso, fluentes em dados. E assim como no caso do idioma, o estudo e a prática devem ser constantes.
Há iniciativas de empresas globais e entidades com a missão de criar um mundo alfabetizado em dados. Universidades também estão começando a incorporar o tema em suas grades. Saber lidar com a ciência dos dados será inerente a todos os profissionais do futuro, que precisarão ter autonomia para operar dados das suas áreas de atuação.

(*) É diretor de pré-vendas América Latina da Qlik.

Mulheres na liderança impulsionam crescimento de empresas na América Latina

compliance temaproario

Foto: www.channel360.com

A diversidade de gênero em cargos de liderança melhora o desempenho e o lucro das empresas na América Latina. É o que constatou o novo estudo da consultoria McKinsey, que analisou 700 empresas de capital aberto no Brasil, Chile, Peru, Colômbia, Panamá e Argentina. O levantamento mostrou que companhias com mulheres no comando têm 50% mais probabilidade de aumentar os lucros.
Outro estudo, da Organização Internacional do Trabalho (OIT), chamado “Mulheres na gestão empresarial: argumentos para uma mudança”, entrevistou 13 mil empresas de 70 países e constatou que, para mais de 75% das companhias, a diversidade de gênero contribui para melhorar o rendimento dos negócios.
O estudo aponta ainda que quase três entre quatro empresas que promovem a diversidade de gênero em cargos de direção dizem ter obtido aumento de 5% a 20% nos lucros. Falando só do Brasil, segundo a OIT, de 451 empresas entrevistadas, mais de 71% afirmam que as iniciativas de diversidade e igualdade de gênero aumentaram seus resultados financeiros. 29% destas empresas dizem que o lucro cresceu entre 10% e 15% e 26% apontam ganho de 5% a 10% maior.

Mulheres no comando de startups
A frente do AppGuardian - aplicativo de controle parental que conecta pais e filhos, está a CEO e fundadora, Luiza Mendonça. Sua startup foi lançada em 2018 e é o primeiro aplicativo de conexão parental 100% nacional e com suporte em português, totalmente personalizado de acordo com a realidade de cada família e das faixas etárias dos filhos.
O buscador de voos TurismoCity foi desenvolvido por quatro homens, que apostaram na diversidade de gênero para a liderança da empresa no Brasil. Com ampla experiência no Turismo e em metabuscadores, a executiva Paula Rebouças assumiu o cargo de Country Manager, com o objetivo de fortalecer a marca no Brasil, ampliar a rede de parcerias com empresas nacionais, gerando opções mais qualificadas aos usuários.

Crescimento liderado por mulheres
A Agência NoAr é comandada pelas empreendedoras Mariana Hinkel e Marina Mosol. A empresa, que atua há 7 anos no mercado de comunicação, cresceu 40% no último ano, com clientes que vão desde multinacionais a startups, das áreas de tecnologia, saúde e beleza.
Em 2015, a russa Daria Rebenok criou, no Vale do Silício, EUA, a Grabr - startup de compartilhamento de bagagens. No Brasil desde 2017, a plataforma é comandada no país pela embaixadora Michele Chain, marketing manager da empresa. A empresa funciona como um marketplace para conectar compradores a viajantes internacionais ao redor do mundo. De um lado, os viajantes monetizam suas viagens ao trazer produtos dentro do espaço livre de suas bagagens e do outro, os compradores acessam produtos do exterior mesmo sem viajar. Presente em 120 países, a Grabr hoje possui cerca de 1 milhão de usuários entre compradores e viajantes, sendo que 400 mil estão no Brasil.
Já Andreza Gonçalves criou, em agosto de 2018, a Stoltz https://www.stoltz.com.br/ - loja virtual de bolsas femininas -, após deixar o cargo de Gerente de Inteligência de Mercado no Grupo Marista. Vender pela internet garante que as bolsas da Stoltz sejam comercializadas em todo país. Com sede em Curitiba, Andreza trabalha com estoque próprio e vende para diversas cidades em todo Brasil, com ticket médio de R$ 150. A Stoltz disponibiliza mais de 25 modelos de bolsas femininas no seu e-commerce. Para 2019, a expectativa da marca é crescer cerca de 200%.

Citrix lançará solução de desktop as a service (DaaS) para Microsoft

Como quase tudo no mundo digital, os ambientes de trabalho tornaram-se virtuais. E, graças a um novo serviço da Citrix Systems, Inc. (NASDAQ: CTXS), as empresas poderão em breve entregá-los de maneira mais rápida e fácil do que nunca, possibilitando aos funcionários trabalhar quando, onde e como quiserem, além de aumentar a produtividade. A empresa anunciou hoje o lançamento do Citrix® Managed Desktops, uma solução baseada em nuvem que permite que as organizações - independentemente de seu tamanho ou experiência em TI - entreguem aplicativos e ambientes de trabalho baseados no Windows da nuvem para qualquer dispositivo e em qualquer lugar, de maneira simples e unificada.
“O trabalho hoje não se limita a escritórios físicos ou a dispositivos tradicionais. Acontece dia e noite e abrange tudo, de PCs e laptops a telefones, tablets e até relógios”, disse Carisa Stringer, diretora-sênior de Marketing de Produtos, Ambientes de Trabalho e Aplicativos da Citrix. “Com o Citrix Managed Desktops, as organizações podem fornecer aos funcionários, de maneira rápida e fácil, acesso a seus ambientes de trabalho individuais e a todos os aplicativos e recursos corporativos de que eles precisam para realizar suas tarefas e terem o melhor desempenho” (https://www.citrix.com/products/citrix-virtual-apps-and-desktops/.)

 
 
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