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Quando a inteligência artificial e a integração fazem a diferença na jornada rumo à Indústria 4.0

Investimentos em inovação, sustentabilidade e em aperfeiçoamento de processos são fundamentais para o aumento da competitividade da indústria no Brasil

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Por ser uma área fundamental para o País e na qual a concorrência é acirrada, lograr êxito exige um desenvolvimento contínuo de inovação, fatores que convergem à Indústria 4.0 – tema que está sendo muito discutido atualmente. Foto: hilnethcorreia.com.br

Walter Sanches (*)

O setor tem enorme relevância no cenário econômico e é responsável, segundo a Confederação Nacional da Indústria (CNI), por 22% do Produto Interno Bruto (PIB), 49% das exportações, 67% da pesquisa e desenvolvimento do setor privado e 9,4 milhões de empregos.
Por ser uma área fundamental para o País e na qual a concorrência é acirrada, lograr êxito exige um desenvolvimento contínuo de inovação, fatores que convergem à Indústria 4.0 – tema que está sendo muito discutido atualmente. O setor industrial está entrando no universo de TI de modo efetivo desde o advento do termo "Indústria 4.0".
Sabemos que evoluir na aplicação do conceito é preciso aperfeiçoar os processos e ser preditivo. Olhar para o passado não basta. E como acredito no poder das boas práticas e, a meu ver, ideias para inspirar sempre são bem-vindas e ajudam a tornar a jornada menos árida, gostaria de compartilhar a experiência que estou vivenciando.
Sou responsável pela área de tecnologia da Termomecanica, indústria de transformação de cobre com um volume total de vendas em 2018 acima de 76 mil toneladas. No Brasil, contamos com três unidades fabris e dois centros de distribuição. Na América Latina, contamos com uma unidade produtiva no Chile e outra na Argentina. São milhares de processos envolvidos e a complexidade para estabelecer a gestão de tudo isso é gigantesca. No contexto da competividade, o planejamento estratégico surge como uma ferramenta crucial para atingirmos nossos objetivos.
Queremos ser uma Indústria 4.0 e enxergamos que há várias etapas a serem vencidas. Uma delas foi investir em um projeto de Planejamento de Vendas e Operações (S&OP, sigla em inglês) -, que é um método integrado e moderno de administração logística e empresarial, capaz de gerar um ciclo contínuo de mudanças que impactam positivamente nos resultados.
No nosso caso, o S&OP foi implantado para substituir a forma de decisão de vendas e produção. O modelo anterior era sólido e estava lastreado nas ocorrências de vendas e produção recentes, mas não na demanda futura. Além do impacto direto nos negócios, em termos de cultura organizacional, o projeto trouxe a quebra de visão departamental no processo principal, que é o de Vendas, Planejamento e Operações. Para ter uma ideia dos resultados obtidos, apenas sobre as vendas, comparando o período inicial e o final da implementação, o projeto colaborou efetivamente para que houvesse um incremento de 11% das vendas.

Indústria digitalizada
Batizamos essa iniciativa de "Termointegração", justamente para fortalecer a ideia de compartilhamento de decisões e operações. Inicialmente, focamos no entendimento de nossas necessidades e, a partir daí, iniciamos um trabalho de desenvolvimento de ferramentas de apoio, com informações para a tomada de decisão.
Os processos, incluindo o de tomada de decisão, foram automatizados por meio da construção de Árvores de Decisão. Fatores como a presença de muitas unidades de manutenção de estoque (SKUs - Stock Keeping Unit), a análise sobre a estratégia de produção a aplicar para cada produto, no intuito de obter um melhor tempo de resposta para o cliente e o menor estoque possível, têm que ser automatizados, especialmente na Indústria 4.0.
Para ajudarmos a reduzir o estoque e agilizar o atendimento, empregamos Inteligência Artificial, e o conceito de "Machine Learning". Na prática, uma vez que dispomos de um grande número de itens diferentes em estoque pode ser que, no momento do pedido, algo que tenhamos em estoque atenda mais rapidamente um cliente do que o SKU que ele está solicitando, por exemplo. E, essa substituição é potencializada hoje pelo aprendizado de máquina. Também aplicamos ferramentas de Analytics para a tomada de decisões, de BPM (Business Process Management) para suporte ao processo e Árvore de Decisão, para estratégias referentes à produção.

A eficiência dos resultados
O S&OP trouxe eficiência aos pedidos, melhoria no processo de faturamento e a criação de uma metodologia de planejamento de demanda entre as áreas Comercial e Industrial, resultando em um menor lead time de fabricação, melhor aproveitamento de equipamentos e em avanços na produtividade da mão de obra.
Em relação aos custos, houve redução de estoque de produtos acabados. Essa informação é relevante, pois, trabalhamos com uma commodity como matéria-prima e a eficiência na redução de estoque melhoram os resultados e diminui os riscos financeiros.
Ressalto que a própria dinâmica do S&OP permite o desenvolvimento de processo cíclico, resultando em propostas de avanços estratégicos e operacionais. Uma vez que esse processo alimenta todas as áreas com dados e permite ter uma visão ampla do comportamento como um todo, individualmente, as áreas executam e propõem melhorias nelas próprias e no restante do processo.
Digo sempre que o aprendizado sobre S&OP foi fundamental, seja pela oportunidade de colocar em evidência a necessidade de aplicar a TI na indústria ou pela possibilidade de rever estratégias na medida em que caminhamos nesse terreno pouco explorado. Com isso, acredito termos dado um importante passo na jornada rumo a Indústria 4.0.

(*) É CIO da Termomecanica, empresa líder no setor de transformação de cobre e suas ligas.

Manufatura híbrida e a tecnologia na indústria 4.0

Segundo levantamento da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), a estimativa anual de redução de custos industriais no Brasil, a partir da migração da indústria para o conceito 4.0, será de, no mínimo, R$ 73 bilhões/ano.
Essa economia envolve ganhos de eficiência, redução nos custos de manutenção de máquinas e consumo de energia. Para não ficar para trás, o país precisa formar profissionais qualificados, para planejar, executar e gerenciar as inovações tecnológicas que a indústria 4.0 demanda.
Além do conhecimento técnico, é necessário estimular a criatividade, a proatividade e o gosto pela inovação. Por meio da tecnologia é possível fazer a fusão dos mundos físico, digital e biológico, com a Manufatura Aditiva (Impressão 3D), a IA, IoT, a Biologia Sintética e os Sistemas Cyber Físicos (CPS) – que são a fusão entre o mundo físico e o digital: no qual elementos de computação conectam-se à toda a inteligência distribuída no ambiente físico e virtual para obter um conhecimento profundo sobre meio e o usuário, para personalizar e controlar com precisão o ambiente de interação dos usuários.
Transformar a indústria hoje significa que a despeito dos desafios trazidos pela 4a revolução industrial, as empresas têm espaço para fazer um uso mais eficiente dos seus recursos (humanos, financeiros e tecnológicos) para que seus produtos e serviços sejam mais competitivos no país e no mundo.
Isso se traduz na implementação de formas mais eficientes de gestão com metodologias ágeis e enxutas, além de orientar processos e decisões a partir da análise em tempo real dos dados de produção.
Além destas tecnologias, outros dispositivos terão um papel importante na indústria 4.0. Como a tecnologia RFID, que vem ganhando espaço com os sistemas de rastreabilidade industrial, e os módulos IO-Link – um poderoso padrão criado pela indústria da automação, que funciona através de um protocolo de comunicação serial ponto a ponto que vem sendo, cada vez mais, utilizado para promover a comunicação entre sensores e/ou atuadores no chão de fábrica.
Esses módulos possuem endereço IP próprio, com conexões diretas de alto e baixo nível. Portanto, descentralizam e organizam a rede de sensores e demais componentes. Com fábricas cada vez mais automatizadas e máquinas inteligentes, a preocupação passa a ser uma maior robustez nos sistemas de informação, segurança e comunicação, fazendo da tecnologia a sua grande aliada.

(Fonte: Leonel Nogueira é CEO da Global TI).

Mulheres são donas de 60% dos e-commerces em São Paulo, diz pesquisa

De acordo com um levantamento realizado pela Loja Integrada (www.lojaintegrada.com.br) – plataforma para a criação de lojas virtuais –, o número de lojas virtuais comandadas por mulheres cresce a cada ano em São Paulo e elas já são responsáveis por 60% dos e-commerces no estado. Ainda segundo os dados, só em 2018 os lojistas paulistas faturaram mais de R$ 148 milhões em vendas.
O estudo revela que o segmento que mais se destacou no comércio eletrônico em São Paulo foi o de Moda e Acessórios, com um faturamento de mais de R$ 28 milhões. Outros segmentos que também apresentaram bons resultados foram os de Cosméticos e Perfumaria e Casa e Decoração.
Segundo Julia Mariá, especialista em comércio eletrônico e head de marketing da Loja Integrada, o comércio eletrônico vive um ótimo momento no Brasil. Para a especialista, as mulheres têm papel fundamental no crescimento da economia e não é diferente no e-commerce. “As mulheres estão se destacando em diversos setores, inclusive, no comércio eletrônico - área em que o número de empreendedoras cresce a cada ano. Os números mostram que as mulheres já são responsáveis por 35% das lojas virtuais em todo o Brasil, já em São Paulo, elas são maioria no mercado”, explica a especialista

 
 
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